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29/08/2025

Cristiano Amon: quem é o brasileiro eleito entre os 100 líderes mais influentes em IA pela revista Time

Cristiano Amon, CEO da Qualcomm, anuncia fábrica de chips em Campinas Marcelo Brandt/g1 A revista Time incluiu o brasileiro Cristiano Amon na lista das 100 pessoas mais influentes da inteligência artificial em 2025. O executivo aparece na principal categoria da publicação, "líderes", ao lado de nomes como Elon Musk (X, Tesla e SpaceX), Sam Altman (OpenAI) e Mark Zuckerberg (Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp). O reconhecimento da revista é dividido em quatro categorias: "líderes", "inovadores", "moldadores" e "pensadores". ?Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Amon ocupa os cargos de CEO e presidente da Qualcomm, fabricante americana de processadores para smartphones e redes de telecomunicações. A publicação destaca que, "sob a liderança de Cristiano Amon, a Qualcomm investiu pesadamente em pesquisa e desenvolvimento de IA" e lembra que a empresa é responsável pelo processador Snapdragon, presente em smartphones Android de grandes marcas globais. Além dele, outros dois brasileiros também entraram na lista: Mike Krieger, cofundador do Instagram e atual diretor de produtos da Anthropic, criadora da IA Claude, e Ana Helena Ulbrich, CEO da No.Harm. Na Time, eles são um dos destaques na categoria "inovadores" (saiba mais abaixo). Quem é Cristiano Amon Cristiano R. Amon, presidente da Qualcomm, na revista Time Reprodução/Revista Time Cristiano R. Amon é doutor em engenharia elétrica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde ingressou em 1988 e se formou em 1992, segundo a própria universidade. Ele entrou na Qualcomm em 1995 como engenheiro. Antes, trabalhou na Ericsson e na Vésper. Em 2018, assumiu o cargo de presidente da empresa, no mesmo ano em que a Qualcomm anunciou a abertura de uma fábrica de chips para smartphones e internet das coisas no Brasil. Em 2021, foi promovido e passou a acumular também o cargo de CEO. Os cinco maiores bilionários brasileiros de tecnologia, segundo a Forbes Atualmente, Amon é responsável pela operação global da companhia e pela unidade de semicondutores, que engloba chips para celulares, produtos de radiofrequência, soluções automotivas e de internet das coisas. Entre os produtos mais conhecidos da empresa estão os processadores Snapdragon, usados em celulares da Samsung, Xiaomi e Motorola, por exemplo. Cristiano Amon, CEO da Qualcomm. Marcelo Brandt/G1 Sob sua gestão, a Qualcomm liderou a estratégia do 5G e expandiu sua atuação para áreas como computação, setor automotivo, realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR). O executivo também teve participação no desenvolvimento das tecnologias 3G e 4G. Em 2019, recebeu da Unicamp o título de Doutor Honoris Causa, concedido a pessoas que prestam contribuições relevantes às ciências, letras, artes ou à sociedade. Na cerimônia, o pai do executivo, Salvador Amon, lembrou da dedicação do filho nos estudos. "Não é porque é meu filho, mas o Cristiano sempre foi um menino fora de série. Muito estudioso. Quando ele entrou na faculdade, ele tinha uma característica: não anotava nada. Eu comprava os livros e ele estudava por lá. Isso fez ele se tornar autodidata", disse. Em publicação no LinkedIn, Amon afirmou estar "incrivelmente orgulhoso" e disse que o título concedido pela Time "reflete o incrível trabalho da Qualcomm para levar a IA ao limite, onde ela pode ter um impacto profundo". Outros brasileiros na lista Ana Helena Ulrich e Mike Krieger Reprodução/Time Na categoria "inovadores", outros dois brasileiros também foram reconhecidos: Mike Krieger, cofundador do Instagram e atual diretor da Anthropic, e Ana Helena Ulrich, CEO da No.Harm. Com apenas 24 anos, Mike Krieger ajudou a fundar o Instagram. Em 2024, passou a integrar a Anthropic como diretor de produtos, com foco em melhorar a experiência de uso da plataforma. Nascido em São Paulo, viveu a maior parte de sua vida na cidade antes de se mudar para os EUA em 2004, onde estudou na Universidade Stanford. Já Ana Helena Ulrich é farmacêutica e dirige a No.Harm, empresa que desenvolveu um sistema de inteligência artificial para gestão de farmácias clínicas. A tecnologia auxilia na organização de medicamentos, revisão de receitas e alerta sobre possíveis riscos aos pacientes, ajudando a evitar desperdícios e erros de dosagem. LEIA TAMBÉM: Influenciadores mirins só com aval judicial: entenda decisão da Justiça do Trabalho e o que diz a lei Nvidia: o boom de IA ??que impulsiona empresa mais valiosa do mundo apesar de tensões entre EUA e China Starship, maior nave do mundo, faz lançamento inédito de cargas no espaço Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas Criminosos podem usar suas fotos nas redes para aplicar golpes financeiros?

28/08/2025

Nvidia: o boom de IA ??que impulsiona empresa mais valiosa do mundo apesar de tensões entre EUA e China

O diretor-executivo da Nvidia, Jensen Huang, em um discurso de abertura na Consumer Electronics Show (CES) em Las Vegas, Nevada, em 6 de janeiro de 2025 Getty Images A fabricante de chips de computador Nvidia foi impulsionada por grandes empresas de tecnologia interessadas em expandir suas capacidades em inteligência artificial, apesar das tensões entre os EUA e a China. Na quarta-feira, a empresa divulgou uma receita de US$ 46,7 bilhões (cerca R$ 247,5 bilhões) no segundo trimestre do ano, um aumento de 56% em relação ao mesmo período de 2024. No entanto, a Nvidia, que tem sido pega no meio de uma guerra comercial entre os EUA e a China, afirmou que "continuou a lidar com questões geopolíticas", e suas ações caíram no pregão após o fechamento. ?Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Nvidia anunciou investimento de meio trilhão de dólares em IA A empresa, que se consolidou como a companhia mais valiosa do mundo, precisou navegar pelas políticas em constante mudança da administração Trump, voltadas a garantir que os EUA mantenham a liderança no desenvolvimento de IA. Um boom contínuo de IA Os chips sofisticados da Nvidia têm sido uma parte importante do boom de inteligência artificial. Na quarta-feira, a empresa afirmou que a demanda por seus produtos continua forte, especialmente de grandes empresas de tecnologia, incluindo a Meta, dona do Instagram, e a OpenAI, criadora do ChatGPT, enquanto competem para expandir suas capacidades em IA. "A corrida da IA começou de fato", disse o chefe da Nvidia, Jensen Huang, em uma teleconferência com analistas após a divulgação do relatório, afirmando que os gastos de quatro grandes empresas de tecnologia dobraram, chegando a US$ 600 bilhões por ano (cerca de R$ 3,2 trilhões). "Com o tempo, você pensaria que a inteligência artificial? aceleraria o crescimento do PIB", disse Huang. "Nossa contribuição para isso é uma grande parte da infraestrutura de IA." Colleen McHugh, diretora de investimentos da empresa Wealthify, disse ao programa Today da BBC que a Nvidia está "no centro desse boom de IA". "Ela é praticamente incontestável no mercado de chips para IA", acrescentou. Ela também afirmou que a empresa é "muito dependente" das gigantes de tecnologia para gerar receita e que a continuidade dos gastos com seus chips faria com que os "retornos e o preço das ações da Nvidia continuassem subindo". A receita da empresa proveniente de data centers subiu 56%, para US$ 41,1 bilhões (cerca de R$ 218,2 bilhões), mesmo ficando ligeiramente abaixo das expectativas dos analistas. Eileen Burbridge, investidora e sócia-fundadora da Passion Capital, disse que a oscilação no preço das ações foi resultado da divisão de data centers "não ter apresentado resultados tão fortes quanto esperava". No entanto, ela afirmou que a empresa teve um crescimento "inacreditável". "Claramente, muito capital entrou, e não acho injusto dizer que houve talvez um pouco de euforia ou até uma pequena bolha", acrescentou. Em julho, a Nvidia se tornou a primeira empresa do mundo avaliada em US$ 4 trilhões (cerca de R$ 21,2 trilhões). A fabricante de chips de IA, com sede em Santa Clara, Califórnia, disse que a receita no trimestre atual provavelmente chegará a US$ 54 bilhões (aproximadamente R$ 286,2 bilhões), superando as expectativas dos analistas de Wall Street. Questões Geopolíticas A Nvidia continua exposta às tensões geopolíticas entre os EUA e a China. A empresa anunciou em julho que retomaria as vendas de seus chips de inteligência artificial de alta performance para a China. A medida ocorreu após o CEO Jensen Huang conseguir convencer o governo Trump a reverter a proibição da venda dos chips H20 da empresa, desenvolvidos especificamente para o mercado chinês. O governo havia imposto a proibição devido a preocupações de que os chips pudessem beneficiar não apenas desenvolvedores de IA chineses, mas também o Exército da China. Na quarta-feira, executivos afirmaram que, no final de julho, o governo dos EUA começou a revisar licenças para a venda de chips H20 destinados especificamente a clientes chineses. A empresa acrescentou que não havia enviado nenhum H20, apesar de alguns clientes baseados na China terem recebido essas licenças nas últimas semanas. O governo dos EUA espera receber 15% da receita gerada com as vendas licenciadas dos chips H20. A Nvidia não incluiu os H20 em suas projeções para o trimestre atual e afirmou que também está fazendo lobby junto ao governo dos EUA para aprovar a venda de seus chips Blackwell para a China, que continua sendo o maior mercado de seus chips. Enquanto isso, analistas observam que a China está estimulando a competição no setor que a Nvidia atualmente domina. "As restrições de exportação dos EUA estão fomentando a fabricação doméstica de chips na China", disse o analista da Emarketer, Jacob Bourne, após a divulgação do relatório. Ele acrescentou que a questão agora é se o "mergulho da Nvidia em robótica" ajudará a empresa a manter seu papel como "indicadora da economia de IA". O imigrante ex-lavador de pratos que fundou a Nvidia, gigante dos microchips que vale mais que Google e Amazon A empresa que ultrapassou Apple e Microsoft e se tornou a mais valiosa do mundo O 'álbum novo' de cantora folk que nem ela conhecia ? criado com inteligência artificial

28/08/2025

Influenciadores mirins só com aval judicial: entenda decisão da Justiça do Trabalho e o que diz a lei

Menores desdenham da educação e dizem ganhar muito dinheiro vendendo cursos A Justiça do Trabalho proibiu nesta quarta-feira (27) que Instagram e Facebook permitam a atuação de crianças e adolescentes como influenciadores sem autorização judicial. A decisão prevê multa de R$ 50 mil por dia para cada caso irregular. Cabe recurso (entenda abaixo). O Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentaram no processo uma cópia de inquérito civil que aponta a existência de perfis de crianças e adolescentes com atuação comercial nas duas redes sociais. Procurada, a Meta, dona de ambas as plataformas, disse que não irá comentar. ?Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Em junho, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região já havia dado a mesma decisão para a Bytedance, que é dona do TikTok. "As plataformas sempre alegaram que não cabia a elas fiscalizar. A decisão deixa claro que, sim, as redes têm a obrigação de garantir que crianças atuem como influenciadoras apenas dentro da lei", afirmou ao g1 João Francisco Coelho, advogado do programa Criança e Consumo do Instituto Alana. O que diz a Lei Criança brinca com celular. Reprodução/EPTV Antes da decisão, a lei já exigia autorização judicial para que menores atuassem como influenciadores. Esses processos tramitam em segredo de Justiça para preservar as crianças, explicaram especialistas ouvidos pelo g1 em 2024 em reportagem sobre menores que vendiam cursos online (veja no vídeo acima). No Brasil, o trabalho antes dos 16 anos só é permitido em casos artísticos e com autorização judicial, o que inclui a atuação como influenciador nas redes, explicou em 2024 a advogada Kelli Angelini, especialista em educação digital. A regra está prevista no artigo 149 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A partir dos 14 anos, os menores podem trabalhar como Jovem Aprendiz, modalidade vinculada ao desenvolvimento profissional e pessoal, destacou também João Francisco Coelho, do Alana. Procurados novamente após a decisão, os dois especialistas confirmaram que essas regras continuam valendo. "A medida não proíbe a participação artística de crianças na internet, mas garante que ela ocorra com proteção, dentro dos limites previstos em lei. Não significa que menores nunca mais poderão atuar, e sim que seus direitos precisam ser preservados", explicou Kelli ao g1 após a decisão da Justiça do Trabalho. O pedido de autorização deve ser feito no estado em que a criança mora, explicou Angelini. Desde 2018, por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a competência para conceder esse alvará é da Justiça Comum, e não mais da Justiça do Trabalho. LEIA TAMBÉM: g1 testou: ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais Os cinco maiores bilionários brasileiros de tecnologia, segundo a Forbes ChatGPT: o que diz a primeira ação judicial que acusa OpenAI de homicídio culposo Decisão da Justiça A decisão liminar foi concedida pela 7ª Vara do Trabalho de São Paulo em ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo Ministério Público de São Paulo. Os órgãos pedem também indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos e a criação de filtros capazes de identificar conteúdos com crianças e adolescentes sem autorização judicial. Para a magistrada, expor menores na internet para fins de lucro sem avaliação da Justiça "gera riscos sérios e imediatos", como: Pressão para produzir conteúdo, com impactos na saúde física e mental; Exposição a ataques virtuais ("haters") e danos à autoestima; Uso indevido da imagem, já que fotos e vídeos podem ser copiados e compartilhados indefinidamente; Prejuízos educacionais, pela dedicação precoce ao trabalho em detrimento da escola; Privação de atividades típicas da infância. Adultização Entenda em 6 pontos o projeto contra adultização nas redes O Senado também aprovou nesta quarta-feira (27) um projeto de lei que cria regras para combater a adultização de crianças no mundo digital, em redes sociais, sites, aplicativos, jogos e outras plataformas. O texto, que já havia passado pela Câmara com alterações, voltou ao Senado e agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A proposta prevê obrigações para provedores de serviços digitais, como vincular contas de crianças e adolescentes a um responsável e remover conteúdos abusivos. O objetivo é reforçar a proteção de menores em ambientes digitais. Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas Anatel tira obrigatoriedade do prefixo 0303 em ligações de telemarketing

28/08/2025

Os cinco maiores bilionários brasileiros de tecnologia, segundo a Forbes

O cofundador do Facebook Eduardo Saverin, em um evento em Cingapura, em 26 de maio de 2016. Roslan Rahman/AFP/Arquivo A Forbes divulgou nesta quinta-feira (28) a lista dos cinco maiores bilionários brasileiros da tecnologia. No topo da lista está Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, e detentor de uma fortuna de R$ 227 bilhões. Ele é conhecido por ser sócio de Mark Zuckerberg, que conheceu enquanto estava na faculdade. A lista também conta com o fundador da Character.AI, Daniel de Freitas, e com o maior acionista individual da Totvs, Laércio José de Lucena Cosentino. Veja lista completa abaixo. ?Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ao todo, a lista dos bilionários brasileiros de 2025 conta com 240 homens ? que juntos acumulam um patrimônio de R$ 1,68 trilhão ? e 60 mulheres ? com um total de R$ 343,7 bilhões, diz a Forbes Brasil. Vicky Safra é a única representante feminina no Top 10. 1. Eduardo Saverin Eduardo Saverin, co-fundador do Facebook, comparece ao 7º Prêmio Anual de Mídia de Senso Comum em homenagem a Bill Clinton no Gotham Hall em 28 de abril de 2011 na cidade de Nova York. Jason Kempin/Getty Images North America/Getty Images via AFP/Arquivo Patrimônio: R$ 227 bilhões Empresa: Facebook e B Capital Saverin nasceu em 1982 na cidade de São Paulo, mas foi criado nos Estados Unidos. Ele se formou em economia em Harvard, onde conheceu Zuckerberg e ajudou a criar o Facebook em 2004. Sua fortuna veio de uma participação minoritária da empresa, que viria a crescer anos mais tarde. Nos anos seguintes, Saverin e Zuckerberg discordaram sobre os rumos da empresa. O embate foi parar na Justiça e foi retratado no filme "A Rede Social" (2010), em que Saverin é interpretado pelo ator Andrew Garfield. O brasileiro fez o investimento inicial necessário para começar as operações da empresa, segundo o livro "Milionários Acidentais", de Ben Mezrich, publicado em 2012. Ele apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011, após a abertura de capital do Facebook, que fez valorizar sua participação. LEIA TAMBÉM: LISTA: Os 10 maiores bilionários do Brasil em 2025, segundo a Forbes Quem são os bilionários mais velhos do mundo em 2025, segundo a Forbes 2. Daniel de Freitas Daniel de Freitas, brasileiro que fundou a Character.AI Reprodução/X Patrimônio: R$ 5,8 bilhões Empresa: Character.AI Daniel de Freitas, de 35 anos, é formado pela Universidade de São Paulo e por Stanford. Ele trabalhou na Microsoft e no Google, nos EUA. Freitas criou, junto com o norte-americano Noam Shazeer, seu ex-colega no Google, o chatbot inteligente Character.AI. Lançada em setembro de 2022, a empresa foi vendida no início de agosto de 2024 para o Google, tornando Daniel o primeiro brasileiro a ficar bilionário com investimentos em Inteligência Artificial, segundo a Forbes Brasil. 3. Laércio José de Lucena Cosentino Laércio José de Lucena Cosentino, da Totvs Reprodução/LinkedIn Patrimônio: R$ 2,1 bilhões Empresa: Totvs Com 23 anos, em 1983, Consentino fundou a Microsiga junto com o empresário Ernesto Haberkorn, que ocupa a 5ª posição desta lista. A empresa foi rebatizada como Totvs, em 2005, e, no ano seguinte, abriu seu capital na bolsa de valores de São Paulo, iniciando um movimento acelerado de aquisições. A companhia foi uma das pioneiras no Brasil em desenvolver e implantar softwares de gestão. Atualmente, a empresa atua em 41 países. Cosentino deixou a presidência em 2018, após 35 anos no cargo, mas segue como presidente do Conselho de administração e como maior acionista individual, com 8,6% das ações, segundo a Forbes Brasil. 4. José Roberto Nogueira José Roberto Nogueira, CEO do Grupo Brisanet Reprodução/TV Verdes Mares Patrimônio: R$ 1,5 bilhão Empresa: Brisanet Fundador e CEO do Grupo Brisanet, o autodidata José Roberto fundou a empresa em 1998 na cidade de Pereiro (CE) ?com o sonho de transmitir sinal de internet a um custo acessível em pleno sertão?, relata a Forbes Brasil. A companhia se expandiu por todo o Nordeste, tornando-se líder em banda larga fixa na região, atendendo os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Em julho de 2024, a empresa anunciou ter alcançado 1,37 milhão de clientes de banda larga fixa. Ele também é sócio-diretor das empresas Nossa Fruta Brasil e Agritech, segundo descrição no Linkedin. 5. Ernesto Mário Ernesto Mário Haberkorn, acionista da Totvs Divulgação Patrimônio: R$ 1,4 bilhão Empresa: Totvs O empresário Ernesto Mário Haberkorn detém a segunda maior participação acionária da Totvs, segundo a Forbes. Ele também é palestrante e escritor, publicando o primeiro livro brasileiro sobre gestão em 1968. Lista de bilionários da Forbes 2025: saiba quem são as pessoas mais ricas do mundo

28/08/2025

Projeto contra adultização nas redes: entenda em 6 pontos texto que vai à sanção de Lula

Entenda em 6 pontos o projeto contra adultização nas redes O Senado aprovou nesta quarta-feira (27) o projeto de lei que estabelece regras para combater a adultização de crianças e adolescentes em ambientes digitais, como redes sociais, sites, aplicativos e jogos eletrônicos. A proposta passou pelo Senado de forma simbólica e agora segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O tema ganhou força após um vídeo feito pelo influenciador Felca viralizar nas redes sociais. Ele denunciava como crianças e adolescentes estavam sendo expostas em canais privados nas redes. A Câmara já havia aprovado o texto na semana passada. Veja os principais pontos da medida: 1. Contas vinculadas a responsáveis O texto determina que contas de redes sociais de usuários com até 16 anos sejam obrigatoriamente vinculadas a um responsável legal. ?? Isso significa que pais ou responsáveis terão de ser identificados e poderão ser cobrados pelas atividades das crianças e adolescentes na plataforma. 2. Verificação de idade As plataformas precisarão adotar mecanismos confiáveis de checagem de idade. A autodeclaração do usuário ? quando a própria criança diz quantos anos tem ao criar uma conta ? não será mais aceita. ?? O projeto prevê que o poder público possa atuar como regulador e certificador dos métodos de verificação, para garantir que crianças não acessem conteúdos impróprios. 3. Conteúdos proibidos Serão considerados impróprios para crianças e adolescentes conteúdos relacionados a: exploração e abuso sexual; pornografia; violência física, assédio e cyberbullying; uso e incentivo a drogas, álcool e tabaco; jogos de azar e apostas; práticas publicitárias predatórias. ?? As empresas terão obrigação de remover esse tipo de material e comunicar imediatamente às autoridades nacionais e internacionais em casos de crimes graves, como exploração sexual ou sequestro. 4. Supervisão parental As plataformas deverão oferecer ferramentas de controle parental para permitir que pais e responsáveis acompanhem o conteúdo acessado pelas crianças e limitem o tempo de uso. ?? Além disso, quando essas ferramentas estiverem em funcionamento, deverá aparecer um aviso claro e visível na tela. 5. Multas e sanções O projeto prevê punições pesadas para as empresas que descumprirem as regras: Multas que variam de R$ 10 por usuário cadastrado até o limite de R$ 50 milhões. Suspensão temporária ou até definitiva das atividades no Brasil, em casos mais graves. ?? Usuários que fizerem denúncias falsas de forma reiterada também poderão sofrer sanções, incluindo a suspensão de contas. 6. Jogos eletrônicos O Senado proibiu o acesso de crianças e adolescentes a jogos eletrônicos que contenham "loot boxes" (caixas de recompensa que funcionam como apostas). ?? O relator da proposta, senador Flávio Arns (PSB-PR), argumentou que esse tipo de prática se assemelha a jogos de azar e poderia incentivar menores de idade ao vício. Próximos passos O projeto segue agora para sanção do presidente Lula. Se virar lei, caberá ao governo regulamentar como será feita a verificação de idade e a fiscalização sobre as plataformas.

28/08/2025

Nvidia: vendas de chips de IA aumentam, mas temor de bolha no setor freia entusiasmo

O lavador de pratos que criou a Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo As vendas de chips para inteligência artificial (IA) da Nvidia seguiram em alta no trimestre encerrado em julho. A procura, porém, não foi forte o bastante para aliviar as preocupações recentes de que o entusiasmo em torno da IA esteja perdendo força. A fabricante de chips e semicondutores informou nesta quarta-feira (27) que sua receita total foi de US$ 46,7 bilhões no período, um aumento de 56% em relação ao ano anterior. ?Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Enquanto isso, o lucro da companhia foi de US$ 26,4 bilhões ? ou US$ 1,08 por ação ? uma alta de 59% na comparação anual. Os números vieram acima do previsto por analistas. Apesar dos resultados, as ações da Nvidia caíram 3% no after-market. (leia mais abaixo) A companhia também mostrou otimismo ao projetar receita de US$ 54 bilhões para o próximo trimestre (agosto a outubro), ligeiramente acima das estimativas de analistas para o período. ?Estamos no início da expansão?, disse o CEO da Nvidia, Jensen Huang, em teleconferência nesta quarta. Ele prevê investimentos de US$ 3 trilhões a US$ 4 trilhões em iniciativas de IA até o final desta década. Os resultados divulgados pela empresa eram aguardados com expectativa, já que a Nvidia se tornou um termômetro do boom da IA. Esse movimento, que dura dois anos, tem levado o mercado de ações a níveis recordes nos Estados Unidos. No embalo da IA, a Nvidia se tornou a primeira empresa de capital aberto a atingir um valor de mercado de US$ 4 trilhões. O índice de referência S&P 500 subiu 69% desde o final de 2022, com o entusiasmo em torno do setor sustentando grande parte do otimismo dos investidores. Receios de bolha no setor Mesmo em meio à euforia geral, surgiram questionamentos sobre se a mania da IA será apenas um reflexo do boom e do colapso das empresas "ponto com" no final dos anos 1990, que mergulhou o Vale do Silício em uma crise de vários anos. Nas últimas semanas, por exemplo, relatórios e declarações de executivos de tecnologia de destaque intensificaram a preocupação dos investidores de que a mania da IA possa ter sido exagerada. Os números mais recentes da Nvidia, referentes a maio a julho, podem reforçar essas percepções, já que as vendas de seus processadores ? essenciais nos data centers de IA em construção pelo mundo ? não crescem tão rapidamente como antes. O lançamento do ChatGPT, da OpenAI, no final de 2022, desencadeou um fenômeno tecnológico que começa a transformar a sociedade. Os chips de IA integram a divisão de data centers da Nvidia, que registrou receita de US$ 41,1 bilhões, alta de 56% em relação ao mesmo período do ano passado, mas abaixo da estimativa de US$ 41,3 bilhões dos analistas, segundo a FactSet Research. As ações da Nvidia caíram 3% no after-market após a divulgação dos dados do segundo trimestre fiscal, mostrando que o desempenho não foi suficiente para acalmar os investidores. A decepção era quase inevitável, já que o preço das ações subiu mais de dez vezes nos últimos dois anos e meio. ?Dizer que as ações estavam precificadas para a perfeição seria um enorme eufemismo?, disse o analista da Investing.com, Thomas Monteiro, à Associated Press. O que vem pela frente? Alcançar o crescimento necessário para levar a Nvidia a um valor de mercado de US$ 5 trilhões tornou-se mais desafiador, já que as vendas anuais da empresa passaram de US$ 44 bilhões no ano fiscal de 2024 para um projetado de US$ 204 bilhões no atual ano fiscal, que termina em janeiro. Isso resultou em taxas de crescimento da receita ano a ano progressivamente mais lentas. Após a receita ter pelo menos dobrado ou triplicado em cinco trimestres consecutivos entre 2023 e 2024, o crescimento vem desacelerando nos últimos quatro trimestres. A Nvidia poderia ter apresentado resultados melhores no último trimestre se o presidente dos EUA, Donald Trump, não tivesse imposto uma proibição que bloqueou a venda de seus chips de IA na China durante o período. No entanto, os investidores já haviam sido avisados de que as restrições custariam cerca de US$ 8 bilhões em vendas de maio a julho, de modo que esse desafio já estava refletido no preço das ações. Trump retirou as restrições à Nvidia na China no início deste mês, em troca de um corte de 15% nas vendas da empresa no país ? um acordo que deve impulsionar a receita nos próximos meses, embora não esteja claro com que rapidez. No melhor cenário, a Nvidia pode alcançar entre US$ 2 bilhões e US$ 5 bilhões em vendas de chips de IA para a China, segundo Colette Kress, diretora financeira da empresa. * Com informações da Associated Press Pessoa passa por painel com logomarca da Nvidia na Computex em Taiwan em junho de 2024 Ann Wang/Reuters

27/08/2025

Trump 'socialista'? A polêmica decisão do governo dos EUA de comprar parte da Intel

Donald Trump e Intel BBC/Getty Images Donald Trump está levando o governo americano para o mercado de chips. Ele anunciou na última sexta-feira (22/08) que o governo federal iria adquirir participação de 10% na Intel, empresa que faz parte da Fortune 500 (lista anual das 500 maiores empresas dos EUA por receita) e é uma das maiores fabricantes americanas de semicondutores. E o presidente americano insinuou que os EUA podem não ter terminado de aumentar sua carteira de ações. "Farei acordos como esse para o nosso país o dia todo", escreveu ele em sua rede social, a Truth Social. "Também ajudarei as empresas que fazem acordos tão lucrativos com os Estados Unidos." ?Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A publicação de Trump foi uma resposta a críticas que se acumularam por dias. Os críticos incluem apoiadores da direita, que veem na compra um rompimento da tradição americana e do preceito de um governo enxuto. Além disso, alguns economistas alertam que a promessa de ajudar empresas que fazem acordos com o governo dos EUA aumenta o potencial de corrupção e ineficácia do mercado. "Com isso, as decisões de investimento precisam ser tomadas com base em política, não em economia", disse Tad DeHaven, analista de política econômica do Cato Institute, um think tank (centros de pesquisa e debate que buscam influenciar políticas públicas) libertário. "Isso coloca o governo diretamente na essência do processo decisório de uma grande empresa." Embora Trump diga que os EUA pagaram "zero" pelos cerca de US$ 9 bilhões em ações sem direito a voto da Intel, a transação está longe de ser um presente. Entenda como o governo Trump se tornou sócio da Intel Os EUA converteram subsídios não pagos, designados na Lei de Chips de 2023 (legislação destinada a promover a fabricação nacional de semicondutores), em ações da Intel. A postura de Trump não é totalmente inédita no país. Na crise financeira de 2009, os EUA adquiriram parte da propriedade da General Motors, Citigroup e AIG para evitar a quebra dessas empresas. Essas intervenções foram justificadas pelos então presidentes George W. Bush e Barack Obama como medidas emergenciais para evitar um colapso econômico nacional. O governo Trump justifica a compra de participação na Intel como uma forma de proteger uma indústria vital para a segurança nacional. Mas, para Robert Atkinson, presidente da Information Technology and Innovation Foundation, o objetivo real é outro. "Não se trata realmente de fortalecer a Intel, mas sim de ter controle sobre ela e talvez ganhar mais dinheiro", avalia Atkinson. Se a participação estatal em empresas privadas é uma medida incomum para o governo dos EUA, não é em outros lugares. China e Rússia investem pesadamente em suas empresas nacionais. Até mesmo as democracias europeias têm um histórico de apoiar o que consideram indústrias-chave, como aeroespacial, comunicações e energia. Na terça (26), o secretário de Comércio, Howard Lutnick, delineou uma estratégia semelhante, afirmando que os EUA estão considerando adquirir participações acionárias em empresas de defesa e munições. "A Lockheed Martin obtém 97% de sua receita do governo federal", disse ele. "Se estamos agregando valor fundamental aos seus negócios, acho justo que Donald Trump pense no povo americano." Outro assessor econômico de Trump, Kevin Hassett, sugeriu um plano mais amplo: que esse tipo de intervenção governamental seja o primeiro passo para a criação de um fundo soberano dos EUA. O presidente admira os fundos de investimento administrados por outras nações, como a China e as monarquias do Golfo, como um meio eficaz de gerar receita governamental. Trump indicou que governo dos EUA pode ampliar sua carteira de ações para além da Intel BBC/Getty Images Embora não tenha pressionado o Congresso a autorizar formalmente a criação de um fundo nos EUA, o modelo de investimento da Intel pode fornecer uma rota alternativa sem a supervisão e regulamentação que poderiam vir com a participação mais ativa do Congresso. "Tenho certeza de que em algum momento haverá mais transações, se não neste setor, em outros setores", diz Hassett. Poderiam oferecer mais ativos para tal fundo a golden share (ação preferencial que dá direito a veto a decisões estratégicas) do governo na US Steel, negociada como parte da compra da empresa pelo Japão, e a promessa de investimento estrangeiro em indústrias americanas. Embora Trump frequentemente elogie suas habilidades de negociação e seu conhecimento financeiro, Richard Stern, da conservadora Heritage Foundation, avalia que o controle estatal raramente se iguala ao desempenho do capitalismo de livre mercado. "Mesmo que ele fosse o empresário mais genial que já existiu, a verdade é que parte do que torna os negócios tão bem-sucedidos é que as pessoas envolvidas neles são especializadas. Elas conhecem aquele negócio, aquele produto, aquela área", diz Stern. "Nenhum ser humano pode ser universalmente perfeito na gestão de todos os negócios em todos os setores do planeta." Até agora, poucos políticos republicanos ? incluindo aqueles no Congresso, que poderiam exercer supervisão ? se manifestaram contra o novo interesse do presidente no capitalismo gerido pelo Estado. O senador Rand Paul, um crítico ocasional de Trump, é uma exceção notável. "Se socialismo é o governo possuir os meios de produção", escreveu ele na rede social X, "o governo possuir parte da Intel não seria um passo em direção ao socialismo?" Como se quisesse enfatizar esse ponto, o senador Bernie Sanders, socialista autodeclarado, manifestou apoio à iniciativa de Trump. "Se as empresas de microchip lucram com as generosas verbas que recebem do governo federal", disse o ex-candidato à presidência em um comunicado, "os contribuintes americanos têm direito a um retorno razoável sobre seus investimentos". A perspectiva de que o poder econômico que Trump está acumulando com essas últimas medidas possa ser exercido por um futuro presidente democrata é outro motivo para o desconforto de alguns conservadores. "Alguém acha que eles vão ficar de braços cruzados enquanto o governo detém 10% de participação na Intel sem ter nada a dizer sobre as políticas da Intel em tecnologia verde, diversidade, responsabilidade corporativa e por aí vai?", questionou DeHaven. Isso não pareceu deter Trump, cujos esforços podem ser parte de uma estratégia maior ou simplesmente a ânsia de um empresário em intervir onde puder ? seja direcionando investimentos governamentais, sugerindo que a Coca-Cola mude a fórmula do refrigerante ou recomendando que a Cracker Barrel volte ao seu antigo logotipo. "Todo mundo está se precipitando [em analisar a situação] com os 'ismos' ? corporativismo, socialismo, capitalismo de Estado...", disse DeHaven. "No fim das contas, é o trumpismo." Vampetaço x Tarifaço: entenda trend brasileira

27/08/2025

ChatGPT: o que diz a primeira ação judicial que acusa OpenAI de homicídio culposo

Adam Raine em foto fornecida pela família BBC/Arquivo familiar Um casal da Califórnia está processando a OpenAI pela morte do filho adolescente. Eles alegam que o chatbot ChatGPT o encorajou a tirar a própria vida. Ação movida por Matt e Maria Raine, pais de Adam Raine, 16, no Tribunal Superior da Califórnia nesta terça-feira (26/8) é a primeira a acusar a OpenAI de homicídio culposo, quando há morte sem intenção de matar, por negligência, imprudência ou imperícia. A família anexou registros de conversas entre Adam, morto em abril, e o ChatGPT, nas quais ele relatava ter pensamentos suicidas. Segundo os pais, a inteligência artificial validou suas "ideias mais nocivas e autodestrutivas". ?Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Em nota enviada à BBC, a OpenAI disse que analisa o caso. "Expressamos nossas mais profundas condolências à família Raine neste momento difícil", afirmou a empresa. Na terça-feira, a empresa publicou em seu site um comunicado no qual declarou que "casos recentes e dolorosos de pessoas usando o ChatGPT em meio a crises agudas pesam muito sobre nós". Informou ainda que o sistema é treinado para orientar usuários a buscar ajuda profissional, como a linha 988 de prevenção ao suicídio nos EUA ou a organização britânica Samaritans, de apoio emocional. No Brasil, o apoio está disponível 24 horas pelo CVV (188). A empresa reconheceu, porém, que "houve momentos em que nossos sistemas não se comportaram como o esperado em situações sensíveis". 'Psicose de IA': o aumento de relatos que preocupa chefe da Microsoft Brasil está entre os 3 países que mais usam o ChatGPT, diz OpenAI Aviso: esta reportagem contém informações sensíveis. A ação judicial, obtida pela BBC, acusa a empresa OpenAI de negligência e homicídio culposo. O processo pede indenização e uma "medida cautelar para evitar que casos semelhantes voltem a acontecer". Segundo o processo, Adam Raine começou a usar o ChatGPT em setembro de 2024 para auxiliá-lo nas tarefas escolares. O jovem também recorria ao programa para explorar interesses ? entre eles música e quadrinhos japoneses ? e para pedir orientação sobre estudos universitários. Em poucos meses, "o ChatGPT se tornou o confidente mais próximo do adolescente", afirma a ação, e ele passou a relatar ali sua ansiedade e sofrimento mental. Em janeiro de 2025, a família diz que ele começou a discutir métodos de suicídio com o ChatGPT. Segundo a ação, Adam também enviou ao ChatGPT fotografias suas que mostravam sinais de automutilação. O programa "reconheceu uma emergência médica, mas continuou a interagir mesmo assim", acrescenta o documento. De acordo com a ação, os registros finais de conversa mostram que Adam escreveu sobre seu plano de tirar a própria vida. O ChatGPT teria respondido: "Obrigado por ser direto sobre isso. Você não precisa suavizar comigo, sei o que está perguntando e não vou desviar disso." No mesmo dia, Adam foi encontrado morto por sua mãe, segundo o processo. O processo dos Raines cita como réu o CEO e cofundador da OpenAI, Sam Altman BBC/Getty Images A família alega que a interação do filho com o ChatGPT e sua morte foram "um resultado previsível de escolhas deliberadas de design". Eles acusam a OpenAI de desenvolver o programa de inteligência artificial "para fomentar dependência psicológica nos usuários" e de ter ignorado protocolos de segurança ao lançar o GPT-4o, versão do ChatGPT usada pelo adolescente. O processo cita como réu o cofundador e CEO da OpenAI, Sam Altman, além de funcionários, gestores e engenheiros não identificados que trabalharam no ChatGPT. Na nota divulgada na terça-feira, a OpenAI afirmou que o seu objetivo é ser "genuinamente útil" aos usuários, e não "reter a atenção das pessoas". A empresa acrescentou que seus modelos foram treinados para orientar pessoas que expressam pensamentos sobre a própria morte a buscarem ajuda. Grok, IA de Musk, exalta Hitler em postagens e apaga conteúdo após denúncias IA: 4 perguntas para se fazer antes de usar qualquer ferramenta de inteligência artificial O processo movido pelos Raines não é o primeiro a levantar preocupações sobre o impacto da IA na saúde mental. Em ensaio publicado na semana passada no New York Times, a escritora Laura Reiley relatou que sua filha, Sophie, usou o ChatGPT antes de tirar a própria vida. Segundo Reiley, a postura "concordante" do programa nas conversas ajudou sua filha a ocultar de familiares e pessoas próximas uma grave crise de saúde mental. "A inteligência artificial atendeu ao impulso de Sophie de esconder o pior, de fingir que estava melhor do que realmente estava, de proteger todos de sua agonia completa", escreveu Reiley. Ela pediu que as empresas de IA encontrem formas mais eficazes de conectar usuários a recursos de apoio. Em resposta ao ensaio, um porta-voz da OpenAI disse que a empresa trabalha no desenvolvimento de ferramentas automatizadas para identificar e atender melhor usuários em sofrimento mental ou emocional. No Brasil, pessoas em sofrimento emocional podem procurar o CVV (Centro de Valorização da Vida) pelo telefone 188, disponível 24 horas, todos os dias. O atendimento é gratuito e também está disponível por chat e e-mail no site da instituição. Em caso de emergência, é possível acionar o Samu (192) ou a Polícia Militar (190). O SUS oferece acolhimento pela Rede de Atenção Psicossocial (Raps), por meio dos Caps (Centros de Atenção Psicossocial), que prestam atendimento gratuito. Veja mais: Google e Chat GPT não são médicos; conheça os riscos de se informar somente com eles Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais

27/08/2025

Justiça proíbe trabalho de crianças influencers no Instagram e no Facebook sem autorização judicial

O influenciador Felca fala sobre a repercussão de suas denúncias A Justiça do Trabalho determinou que o Facebook e o Instagram estão proibidos de permitir ou tolerar a exploração de trabalho infantil artístico em suas plataformas sem autorização judicial prévia, sob pena de multa diária de R$ 50 mil por criança ou adolescente encontrado em situação irregular. A decisão liminar (provisória) foi concedida pela 7ª Vara do Trabalho de São Paulo nesta quarta-feira (27) e atende a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo Ministério Público de São Paulo. Cabe recurso. Os órgãos também pedem R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos, além da adoção de medidas de controle nas suas plataformas, como implantação de filtros e sistemas capazes de identificar conteúdos com participação de crianças e adolescentes sem alvará judicial e exigi-los. Os procuradores do Trabalho apontam que a iniciativa não busca impedir a participação artística de crianças, mas garantir que ela ocorra dentro dos limites legais e com a proteção devida. Na decisão, a magistrada destacou que manter crianças e adolescentes expostos na internet para fins de lucro, sem a devida avaliação judicial, ?gera riscos sérios e imediatos? como: Pressão para produzir conteúdo, com impactos na saúde física e mental; Exposição a ataques virtuais (?haters?) e danos à autoestima; Uso indevido da imagem, já que fotos e vídeos podem ser copiados e compartilhados indefinidamente; Prejuízos educacionais, pela dedicação precoce ao trabalho em detrimento da escola; Privação de atividades típicas da infância. O MPT apresentou no processo cópia de inquérito civil que aponta a existência de perfis de crianças e adolescentes com atuação comercial no Facebook e no Instagram. A magistrada destacou que a prática viola o artigo 149 do ECA, o artigo 7º, inciso XXXIII, da Constituição Federal ? que proíbe trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 anos e qualquer trabalho a menores de 16, salvo na condição de aprendiz. Monetização, exploração de menores e redes de pedofilia: entenda denúncias feitas por Felca Quem é Felca, youtuber que denunciou o influenciador Hytalo Santos por exploração de menores Crianças vítimas de exploração sexual na internet no Brasil Felca dá entrevista ao Fantástico sobre alcance do vídeo 'adultização' Reprodução A Polícia Civil de São Paulo mapeou pelo menos 700 vítimas de exploração sexual infantil no Brasil, que tiveram imagens compartilhadas em plataformas digitais. O mapeamento foi feito pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (NOAD), que atua há nove meses nesse tipo de investigação e que identificou que meninos e meninas são aliciados em plataformas digitais. "Eles realizam inúmeros crimes virtuais, e aí nós temos estupros virtuais, automutilações, maus tratos de animais e até induzimento ou instigação para que crianças e adolescentes tirem a própria vida", afirmou a delegada Lisandrea Salvariego, coordenadora do NOAD. As investigações do NOAD apontaram que o grupo agia como organização criminosa, promovendo a venda de pornografia infantil em plataformas digitais.

27/08/2025

Lula assina decreto da TV 3.0

Lula assina decreto da TV 3.0 Transmissões devem começar no primeiro semestre de 2026 nas grandes capitais. Expansão para atingir todo o território nacional deve levar até 15 anos. O presidente Lula assinou nesta quarta-feira (27) o decreto que regulamenta a TV 3.0, também chamada de DTV+; conheça a tecnologia. A nova tecnologia revolucionará a forma de assistir à TV aberta, com melhor qualidade de imagem, som de cinema e interação em tempo real. A partir da regulamentação, as emissoras brasileiras poderão iniciar o processo de implantação do novo sistema. Segundo o governo, as transmissões devem começar no primeiro semestre de 2026 a partir de grandes capitais. A expansão da cobertura para todo o território nacional levará cerca de 15 anos

27/08/2025

Lula assina decreto da TV 3.0; tecnologia garante recursos interativos e melhor qualidade de imagem e som para TV aberta

Lula assina decreto que regulamenta TV 3.0 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (27) o decreto que regulamenta a TV 3.0, também chamada de DTV+. A nova tecnologia revolucionará a forma de assistir à TV aberta, com melhor qualidade de imagem, som de cinema e interação em tempo real, aproximando a experiência atual dos serviços de streaming. A partir da regulamentação, as emissoras brasileiras poderão iniciar o processo de implantação do novo sistema. LEIA TAMBÉM: DTV+: o que é TV 3.0, que oferece melhor qualidade de imagem, som de cinema e recursos interativos Segundo o governo, as transmissões devem começar no primeiro semestre de 2026 a partir de grandes capitais. A expansão da cobertura para todo o território nacional levará cerca de 15 anos (entenda mais abaixo). O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, ressaltou a importância da modernização e reforçou que os usuários não precisarão trocar de TV de imediato. A transição, segundo Filho, será gradual e haverá um período de convivência da tecnologia atual e da nova. "A implantação será gradual, com um período de convivência entre o sinal da TV digital e o da TV 3.0 por 10 a 15 anos, período que pode ser prorrogado. Será uma migração escalonada a partir das grandes capitais", disse o ministro. O presidente do Fórum Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), Raymundo Barros, destacou o salto de qualidade para o telespectador de forma gratuita. "A TV aberta reafirma seu papel como motor da transformação social", disse Barros. O diretor-presidente da Globo, Paulo Marinho, afirmou que a nova tecnologia mantém a força da TV aberta e permite avançar na entrega de conteúdo de qualidade e relevante à população brasileira. "É a TV aberta cada vez mais forte, mantendo a sua relevância. É uma convergência entre o ambiente que conhecemos, da radiodifusão, com os meios digitais. Então a gente vai proporcionar uma televisão mais interativa, mais personalizada, com muito mais qualidade e com uma interatividade bem maior com o consumidor", afirmou. Para Renata Abravanel, presidente do Grupo Silvio Santos, a TV 3.0 é um marco de uma maior aproximação com o público. "É um momento histórico para a TV, que a gente avança em mais uma fronteira de interatividade, de conectividade com o nosso público. Ele vai poder interagir mais com a gente, participar, votar e a gente vai poder estar mais próximo. É um fortalecimento do nosso setor", ponderou. O CEO do Grupo Record, Marcus Vinícius Vieira, destacou que além do ganho junto ao público também há um avanço em termos de trazer novos negócios. "Para gente é um passo enorme tecnologicamente falando. Você vai juntar dois mundos que há muito tempo já era um sonho. É ganho para todo o setor, um grande avanço. A TV 3.0 vai nos ajudar a trazer negócios, atender o mercado de forma geral, mas também o nosso público que vai ter uma plataforma mais amigável", mencionou. Amilcare Dallevo, presidente da Rede TV, destacou o alcance da TV aberta para os brasileiros. "Não tem nada que chegue em mais brasileiros do que a TV aberta, mas, na realidade, vai chegar com mais possibilidades, mais interação, informações e avisos no caso de uma catástrofe, outros recursos de interatividade que hoje só eram disponíveis no computador. Agora, com a TV 3.0, isso também vai estar disponível ali na sala do telespectador", frisou. Competitividade Já o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Flavio Lara Resende, mencionou que a nova tecnologia é determinante "para que a TV aberta se mantenha competitiva, relevante e forte". O setor, segundo Lara Resende, defende políticas públicas que facilitem o acesso da população, em especial de baixa renda, aos receptores da TV 3.0. Márcio Novaes, presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel), explicou que será possível, também, utilizar a TV 3.0 em aparelhos celulares de forma gratuita e sem consumir pacote de dados. O ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, afirmou que o avanço tecnológico também trata da soberania nacional. Segundo Palmeira, o Brasil "não descrimina ninguém" e as empresas que desejam atuar no país serão bem-vindas desde que respeitem a legislação local. Sidônio ainda destacou que os canais de TV aberta não ficarão escondidos do consumidor por causa de parcerias comerciais. "Os canais de TV aberta devem ter o mesmo destaque que os demais", disse. Lula assinou decreto com regras para o lançamento da TV 3.0 Ricardo Stuckert / Presidência da República Infográfico - O que muda com a DTV+. Arte/g1 DTV+ ? A nova tecnologia terá imagens em 4K e 8K, som imersivo, maior interatividade e integração com a internet. ? A TV 3.0 oferecerá ao espectador um serviço interativo e gratuito, com publicidade personalizada e integrada à programação personalizadas, focadas nos interesses e na localização de cada um. ?Num jogo de futebol, por exemplo, o espectador poderá escolher ouvir só o áudio de sua torcida. Em um reality show, como o Big Brother Brasil (BBB), poderá escolher qual câmera seguir. No jornalismo, será possível receber informações de trânsito e clima da região. ?Com o novo modelo, as TVs terão aplicativos e o usuário poderá reorganizar os ícones dos canais. A troca de canais de forma numérica será substituída pela navegação nos aplicativos, a exemplo do que ocorre com as plataformas de streaming. Segundo o governo, a tecnologia exige antenas, acopladas à própria televisão ou antenas externas. O espectador não precisará ter acesso à internet para utilizar a TV 3.0, consumindo o material transmitido pelo sinal aberto e gratuito. No entanto, a internet dará ao usuário melhores opções de conteúdo e a possibilidade de interatividade com os produtos distribuídos pela TV aberta. Inicialmente, para usufruir da nova geração, será necessário adquirir uma caixinha. Contudo, o objetivo é que, no futuro, os novos televisores já saiam de fábrica com toda essa tecnologia integrada.

27/08/2025

VÍDEO: Starship fez belas imagens da Terra minutos antes de pousar no mar e pegar fogo

Starship fez belas imagens da Terra minutos antes de pousar no mar e entrar em chamas A Starship, nave mais poderosa do mundo, fez belas imagens da Terra durante o seu voo realizado na segunda-feira (26). Elas foram captadas minutos antes do veículo espacial pousar no Oceano Índico e pegar fogo em seguida. As imagens também mostram a nave se movimentando e quase "deitando", o que permite ver as "bordas" do globo. Este foi o 10º voo de teste da Starship e, como em todos os experimentos anteriores, não contou com passageiros. A nave fabricada pela SpaceX, empresa do bilionário Elon Musk, deverá ser usada para levar astronautas de volta à Lua. ?Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A SpaceX não informou o que fez a nave ficar coberta por chamas após tocar na água. A empresa já tinha conseguido pousar a nave no mar em outros dois testes, realizados em junho e novembro de 2024. Nos outros três experimentos realizados em 2025, ela não conseguiu realizar essa manobra. LEIA TAMBÉM: Pouso de foguete em base da SpaceX pode baratear voos espaciais; entenda Explosão da Starship em março prejudicou 240 voos nos EUA Starship faz belas imagens da Terra antes de pousar no Oceano Índico Reprodução/SpaceX Starship mostra as "bordas" da Terra durante 10ª missão. Reprodução/Starship Como foi a missão? Pela primeira vez, a nave conseguiu lançar carga útil no espaço ? oito protótipos de satélites da Starlink, braço da SpaceX no setor de internet. Na missão anterior, em maio, ela não conseguiu realizar a façanha. A SpaceX também conseguiu fazer o pouso do foguete propulsor Super Heavy (a parte de baixo da nave) no Golfo do México e reacender um dos motores da Starship no espaço. (Veja abaixo). Antes do lançamento desta terça, o 10º voo da maior nave do mundo tinha sido adiado duas vezes. No domingo (24), devido a um vazamento de oxigênio líquido na plataforma de lançamento, e, na segunda-feira (25), devido às condições climáticas. A Starship vem sendo testada, sem tripulantes, desde abril de 2023. A supernave deverá ser um dos veículos da missão Artemis III, um projeto da agência aeroespacial dos EUA (Nasa) que pretende levar os primeiros humanos à Lua desde a missão Apollo 17, de 1972. O início está previsto para setembro de 2026. Musk também pretende usar a Starship em voos a Marte, onde o homem nunca chegou. Starship mostra imagens da Terra Reprodução/SpaceX Starship, maior nave do mundo, pousa no Oceano Índico Robô humanoide consegue dobrar e empilhar roupas Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas

27/08/2025

DTV+: o que é TV 3.0, que oferece melhor qualidade de imagem, som de cinema e recursos interativos

DTV+: o que é TV 3.0, que oferece melhor qualidade de imagem e recursos interativos O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (27) um decreto que oficializa a TV 3.0, também conhecida como DTV+ no Brasil. A nova geração de TVs promete melhor qualidade de imagem, som envolvente e interatividade, mantendo a TV aberta de graça. O mercado espera que os primeiros usuários possam aproveitar essa inovação já durante a Copa do Mundo de 2026. As transmissões devem começar no primeiro semestre do ano que vem, a partir de grandes capitais. A expansão para todo o território nacional levará cerca de 15 anos. Além do Brasil, outros países têm se preparado para adotá-la. ?Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A DTV+ é o novo padrão da televisão digital, que tornará o sistema da TV mais inteligente e personalizado, além de melhorar imagem e som. Inicialmente, para usufruir da nova geração, será necessário adquirir uma caixinha (conversor). No entanto, o objetivo é que, no futuro, os novos televisores já saiam de fábrica com toda essa tecnologia integrada. Nesta reportagem, você saberá: DTV+: o novo nome da TV 3.0 As vantagens da DTV+ (TV 3.0) Depende de internet? Preciso trocar de televisão? Quanto vai custar o conversor? DTV+: o novo nome da TV 3.0 A primeira televisão, analógica e com imagens em preto e branco, ficou conhecida como 1.0. Anos depois, surgiu a TV 2.0, com imagens em cores e conectividade à internet. Agora, a TV 3.0 representa o próximo patamar da televisão digital e, segundo especialistas, entregará mais interatividade, personalização e qualidade de imagem e som (entenda mais abaixo). É como se os canais se tornassem aplicativos. Em agosto de 2024, o Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre anunciou o novo nome da TV 3.0 no país, que passou a se chamar Digital Television+ (DTV+). A tecnologia de transmissão recomendada será a ATSC 3.0, um dos sistemas de transmissão digital mais avançados do mundo. As vantagens da DTV+ (TV 3.0) ?? Melhores imagens: o usuário poderá assistir a conteúdos da TV aberta com mais definição, brilho e contraste, em qualidade 4K e até 8K. ? Canais: a tecnologia permite que os canais de TV sejam semelhantes a aplicativos. "Em vez de ficar passando de canal em canal, você terá o aplicativo de cada emissora, algo mais próximo do que já vemos hoje nas Smart TVs", disse Wilson Diniz, secretário de Comunicação Social Eletrônica do Ministério das Comunicações. ?Som imersivo: a nova tecnologia oferece uma experiência sonora envolvente, com qualidade de cinema, de acordo com especialistas. ? Personalização da publicidade: assim como já acontece nas redes sociais, as emissoras poderão segmentar ainda mais os anúncios, entregando opções personalizadas. "Se a pessoa quer trocar de carro, será possível exibir propagandas que falem diretamente com quem está em busca de um novo veículo," explicou Leonora Bardini, diretora de programação da TV Globo. ?Interatividade: o público poderá interagir com conteúdos da TV aberta, como votar em enquetes e até comprar produtos exibidos ao vivo. "Assim que ligar e se logar, a TV já vai te conhecer, saber seus gostos e oferecer uma combinação de conteúdo e publicidade. É uma TV personalizada, feita exclusivamente para cada pessoa", disse Leonora Bardini. Infográfico - O que muda com a DTV+. Arte/g1 TV 3.0 será como "será um grande celular na sua frente", diz ministro Globo inaugurou transmissão experimental da DTV+ em abril Depende de internet? Não será necessária conexão à internet para usufruir das vantagens da TV 3.0, explicou Wilson Diniz. "A qualidade de imagem 4K, 8K e o som imersivo estarão disponíveis, mesmo que o usuário não tenha conexão", explicou o secretário das Comunicações. No entanto, conectar a TV à internet permite uma experiência mais completa, ampliando as possibilidades de interatividade e personalização, segundo especialistas. Por exemplo, será possível comprar a mesma roupa que o ator usa na novela ou o bolo que acabou de aparecer no programa de culinária. Além disso, você poderá votar para eliminar um participante de um reality show ? tudo diretamente pela televisão. "Em um jogo entre Brasil e Argentina, a TV já saberá que você é torcedor do Brasil e proporcionará uma experiência completa que dialoga com a sua seleção ou time do coração," exemplificou a diretora de programação da TV Globo, Leonora Bardini. "Isso será possível porque você já informou o seu time ao acessar o ge.globo, por exemplo. Tudo estará sincronizado," completou a executiva. Preciso trocar de televisão? "Ninguém precisará trocar a televisão de uma hora para outra", disse o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, nesta quarta-feira. Num primeiro momento, assim como ocorreu na transição do sinal de TV analógico para o digital, será necessário adquirir um conversor para usufruir da experiência da DTV+. Segundo Siqueira Filho, vai existir um "período de convivência entre as duas tecnologias": TV digital e TV 3.0, e ele poderá ser prorrogado conforme a necessidade da evolução. A migração será escalonada, a partir das grandes capitais. "Vamos ter um tempo necessário para a indústria se adaptar, os conversores se popularizarem e as trocas de televisões, devido ao tempo de uso, acontecerem naturalmente", resumiu o ministro. A expectativa é que, no futuro, os novos televisores já venham de fábrica com suporte à nova tecnologia, dispensando o conversor. As fabricantes estão envolvidas nas discussões da DTV+ desde o início, justamente para preparar o mercado. Quanto vai custar o conversor? Deve custar entre R$ 300 e R$ 350, estimou o ministro das Comunicações em entrevista à GloboNews nesta quarta. Os aparelhos ainda estão sendo desenvolvidos. O governo não confirmou se existirá algum programa de incentivo para a compra do equipamento, mas há discussões sobre a possibilidade de entrega gratuita para famílias de baixa renda, similar ao que ocorreu na expansão do sinal digital. Conversor (à esq) e antena para captação do sinal da DTV+ exibidos na inauguração da transmissão experimental da DTV+ pela Globo, em abril de 2025 g1 LEIA TAMBÉM: Microsoft Copilot: nova versão da IA ganha voz, visão e raciocínio profundo Como limitar quem pode te colocar em grupos no WhatsApp? O serviço de internet da Amazon que quer competir com empresa de Elon Musk Lula assina decreto que regulamenta TV 3.0 TV aberta interativa é o 'maior propósito', diz ministro das Comunicações TV 3.0 é o próximo passo da televisão, diz diretor da TV Globo na Rio Web Summit Entenda a relação entre 5G, o sinal de TV e antenas parabólicas em 5 pontos

27/08/2025

SpaceX lança Starship, maior nave do mundo, pela 10ª vez

SpaceX lança Starship, maior nave do mundo, pela 10ª vez Starship conseguiu liberar carga no espaço pela primeira vez e pousar no Oceano Índico. Após tocar na água, nave apareceu em chamas. A SpaceX conseguiu fazer o 10º voo da Starship, nave mais poderosa do mundo.. A nave conseguiu lançar carga no espaço pela primeira vez e pousar no Oceano Índico, antes de aparecer em chamas.. Esta foi a terceira tentativa para o voo, que tinha sido adiado devido a problemas na nave e ao mau tempo.. Veja aqui como foi o 10º voo da Starship, nesta terça-feira (26).

26/08/2025

Starship, maior nave do mundo, faz lançamento inédito de cargas no espaço

SpaceX lança novo voo da Starship, maior nave do mundo A SpaceX, empresa de foguetes do bilionário Elon Musk, fez nesta terça-feira (26) o 10º voo teste da Starship, a nave espacial mais poderosa do mundo. O voo saiu de Boca Chica, no estado americano do Texas, por volta das 20h30 (horário de Brasília). Assim como os anteriores, a missão não foi tripulada. Pela primeira vez, a nave conseguiu lançar carga útil no espaço ? oito protótipos de satélites da Starlink, braço da SpaceX no setor de internet. Na missão anterior, em maio, ela não conseguiu realizar a façanha. ?Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Pouco mais de uma hora após o lançamento, a Starship pousou no Oceano Índico. Ao tocar na água, a nave ficou coberta por chamas, mas a SpaceX não informou o que aconteceu. A empresa já tinha conseguido pousar a nave em outros dois testes, realizados em junho e novembro de 2024. Nos outros três experimentos realizados em 2025, a empresa não conseguiu realizar essa manobra. LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Starship fez belas imagens da Terra antes de pousar no mar e pegar fogo Starship ficou coberta por chamas após tocar o Oceano Índico Reprodução/SpaceX A SpaceX também conseguiu fazer o pouso do foguete propulsor Super Heavy (a parte de baixo da nave) no Golfo do México e reacender um dos motores da Starship no espaço. (Veja abaixo). Starship, maior nave do mundo, pousa no Oceano Índico Antes do lançamento desta terça, o 10º voo da maior nave do mundo tinha sido adiado duas vezes. No domingo (24), devido a um vazamento de oxigênio líquido na plataforma de lançamento, e, na segunda-feira (25), devido às condições climáticas. Gif mostra lançamento da Starship Reprodução A Starship vem sendo testada, sem tripulantes, desde abril de 2023 (veja abaixo como foi cada voo). A supernave deverá ser um dos veículos da missão Artemis III, um projeto da agência aeroespacial dos EUA (Nasa) que pretende levar os primeiros humanos à Lua desde a missão Apollo 17, de 1972. O início está previsto para setembro de 2026. Musk também pretende usar a Starship em voos a Marte, onde o homem nunca chegou. Como retorno de foguete da SpaceX para base pode tornar voos espaciais mais baratos Como foram os outros testes? No primeiro lançamento, em abril de 2023, a Starship explodiu quando ainda estava acoplada ao Super Heavy. Uma falha nos motores fez a empresa ativar um sistema de destruição para explodir o foguete. Veja como foi o 1º lançamento da Starship No segundo teste, em novembro de 2023, o Super Heavy explodiu, mas logo após se separar da nave. A Administração Federal de Avião dos EUA (FAA, na sigla em inglês) investigou o acidente e afirmou que a SpaceX identificou a necessidade de realizar 17 correções na nave. Veja como foi o 2º lançamento da Starship O terceiro voo aconteceu em março de 2024 e durou 50 minutos. A Starship foi destruída, mas a empresa considerou esse teste um avanço porque nunca tinha ido tão longe neste tipo de missão. Veja como foi o 3º lançamento da Starship O quarto teste foi em junho de 2024 e foi o primeiro bem-sucedido. A Starship conseguiu pousar no Oceano Índico, e o Super Heavy, no Golfo do México, como planejado. Starship completou seu 1º voo bem-sucedido na 5ª tentativa Na quinta missão, em outubro de 2024, a empresa conseguiu o retorno inédito do Super Heavy com a captura no ar pelos "braços da plataforma" e o pouso da Starship no Oceano Índico. A cápsula explodiu, como já era esperado, segundo a companhia. A manobra de retorno do foguete para a base de lançamento pode tornar voos espaciais mais baratos. Em teste da SpaceX, propulsor da Starship pousa com sucesso na torre de lançamento No sexto teste, em novembro de 2024, a SpaceX não conseguiu fazer com que o foguete Super Heavy retornasse para a plataforma de lançamento, como aconteceu no mês anterior. O foguete acabou pousando no Golfo do México poucos minutos depois do lançamento, o que estava previsto caso não houvesse condições ou o comando específico do diretor da missão para repetir a manobra. A nave pousou no Oceano Índico cerca de uma 1h após decolar. O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, assistiu à missão do local do lançamento, com Elon Musk. Trump já tinha anunciado que o bilionário iria liderar o novo Departamento de Eficiência Governamental durante o seu mandato. SpaceX lança nave, mas não traz foguete de volta para plataforma No sétimo voo, em janeiro de 2025, a empresa de Musk conseguiu repetir manobra em que o foguete Super Heavy é levado de volta à plataforma de lançamento. SpaceX pousa foguete na plataforma, mas perde contato com nave Starship Mas a SpaceX perdeu o contato com a nave, pouco antes do pouso, o que já tinha acontecido em outros testes. Daquela vez, um vídeo registrou destroços da Starship riscando o céu no Haiti. Por segurança, voos comerciais que cruzavam a região do Caribe foram forçados a desviar de suas rotas. A empresa disse que os destroços caíram em áreas designadas para tal. SpaceX faz 8º voo da Starship, recupera foguete, mas perde contato com a nave No oitavo voo da Starship, no início de março, a SpaceX perdeu novamente o contato com a nave cerca de 10 minutos após o lançamento. Vídeos registraram os destroços da nave no céu na região das Bahamas (veja abaixo). Segundo o governo dos EUA, 240 voos no país foram prejudicados pela explosão. Apesar disso, pela terceira vez, a empresa conseguiu "capturar" em pleno ar o foguete que transportou a nave, pouco antes de ele pousar, e colocá-lo de volta na plataforma de decolagem. Fragmentos de nave da SpaceX rasgam os céus e causam atrasos em voos Na nona missão, que aconteceu em maio, a SpaceX perdeu o controle com a nave 40 minutos após o lançamento. Ela deveria pousar no Oceano Índico. Outra Além disso, a nave não conseguiu abrir a porta para lançar sua carga ? oito simuladores de satélites da Starlink, braço da SpaceX no setor de internet. E, apesar de conseguir reaproveitar o foguete propulsor Super Heavy pela primeira vez, perdeu o contato com o equipamento durante a descida. Por que deu (quase) tudo errado no 9º voo da Starship? Conheça o maior foguete da história, criado pela empresa de Elon Musk Starship Arte/ g1 Conheça a Starship Veja mais: Recorde mundial: robô monta cubo mágico em 0,1 segundo e entra para o Guinness Amazon lança 27 satélites de internet ao espaço para competir com Starlink

26/08/2025

Pais culpam ChatGPT por suicídio do filho e processam OpenAI

OpenAI Reuters/Dado Ruvic Os pais de um adolescente que se suicidou após o ChatGPT o orientar sobre métodos de autoagressão processaram a OpenAI, dona da IA, e seu presidente-executivo, Sam Altman, nesta terça-feira (26). Adam Raine, de 16 anos, morreu em 11 de abril após conversar por meses sobre suicídio com o ChatGPT, de acordo com a ação judicial apresentada pelos pais dele no tribunal estadual de São Francisco, nos Estados Unidos. A ação judicial quer responsabilizar a OpenAI por homicídio culposo e violações das leis de segurança de produtos, além de buscar indenizações monetárias não especificadas. ?Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo pais de Raine, a empresa priorizou o lucro em detrimento da segurança ao lançar a versão GPT-4o de seu chatbot no ano passado. No processo, a família alega que a OpenAI estava ciente de que características da versão, como lembrar interações passadas, imitar empatia humana e oferecer validação excessiva poderiam representar riscos para usuários vulneráveis na ausência de salvaguardas, mas lançou o produto mesmo assim. Os responsáveis alegam que o ChatGPT validou os pensamentos suicidas de Raine, forneceu informações detalhadas sobre métodos letais de automutilação e o instruiu sobre como roubar álcool do armário de bebidas de seus pais e esconder evidências de uma tentativa fracassada de suicídio. O ChatGPT até se ofereceu para redigir uma nota de suicídio, disseram os pais, Matthew e Maria Raine, no processo. 'Consultas' com Doutor Google e IA podem colocar a saúde em risco França abre investigação contra rede social Kick após morte transmitida ao vivo O que diz a OpenAI Um porta-voz da OpenAI disse que a empresa está triste pelo falecimento de Raine e que o ChatGPT possui salvaguardas, como direcionar pessoas para linhas de apoio em situações de crise. "Embora essas proteções funcionem melhor em trocas curtas e comuns, aprendemos ao longo do tempo que elas podem se tornar menos confiáveis em interações longas, nas quais partes do treinamento de segurança do modelo podem se degradar", disse o porta-voz, acrescentando que a OpenAI vai aprimorar de forma contínua suas proteções. A OpenAI não comentou especificamente sobre as alegações feitas na ação judicial. Sam Altman, CEO da OpenAI, em foto de junho de 2023 AP Photo/Jon Gambrell Em uma publicação de blog, a startup mencionou que está planejando implementar controles parentais e explorar formas de conectar usuários em crise a recursos do mundo real. Isso inclui a potencial criação de uma rede de profissionais licenciados que possam responder por meio do próprio ChatGPT. A OpenAI lançou o GPT-4o em maio de 2024 buscando se manter na vanguarda da tecnologia de IA. "Essa decisão teve dois resultados: a avaliação da OpenAI saltou de US$ 86 bilhões para US$ 300 bilhões, e Adam Raine morreu por suicídio", disseram os pais do adolescente. A ação judicial também solicita que a OpenAI implemente medidas para verificar a idade dos usuários do ChatGPT, recuse perguntas relacionadas a métodos de automutilação e alerte os usuários sobre os riscos de dependência psicológica. Leia também: 'Fui processada porque reclamei de uma empresa no Google' Quase 7 em cada 10 denúncias de crimes digitais no Brasil são de exploração sexual infantil Influenciador morre durante transmissão ao vivo na França e acende alerta

26/08/2025

iPhone 17: Apple anuncia data de evento em que deve revelar novo celular

iPhone 16 em loja da Apple em Londres, em 6 de outubro de 2024 Reuters/Hollie Adams/File Photo A Apple informou nesta terça-feira (26) que vai realizar seu evento anual em 9 de setembro, quando se espera que a empresa revele novos iPhones, relógios e outros dispositivos. Com o lema "De cair o queixo", o evento será realizado no Steve Jobs Theater, no Apple Park, e servirá como uma vitrine para os esforços da empresa na integração da inteligência artificial em seus dispositivos. ?Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Os anúncios da empresa serão acompanhados de perto por investidores receosos sobre a empresa estar perdendo terreno para rivais mais velozes na corrida para implementar a tecnologia de IA. Segundo reportagens da mídia, a Apple também vai revelar uma versão mais fina do seu iPhone mais recente, possivelmente com a marca iPhone Air ecoando suas linhas iPad Air e MacBook Air. A empresa também deve apresentar novas gerações do Apple Watch e do iPad Pro, além de uma versão mais rápida do dispositivo de realidade aumentada Vision Pro, de acordo com a Bloomberg News. LEIA TAMBÉM: Rival do ChatGPT cria fundo para pagar veículos de jornalismo por conteúdo França abre investigação contra rede social Kick após morte de influenciador em live Entenda como o governo Trump se tornou sócio da Intel Evento em que Apple deve apresentar iPhone 17 tem o lema "De cair o queixo" Reprodução/Apple Diferenças entre o iPhone 16e e o iPhone 16

26/08/2025

'Fui processada porque reclamei de uma empresa no Google'

'Assustou muito', diz Michele Petter ao lembrar quando soube que tinha virado ré por conta de uma avaliação no Google Carolina Leipnitz/BBC Um dia, no ano passado, a auxiliar de escritório e influenciadora Michele Petter, de 24 anos, levou um susto do qual levaria dias para se recuperar: ela, o namorado e uma amiga estavam sendo processados, e a autora da ação pedia uma indenização de no mínimo R$ 100 mil. "Assustou muito, porque a gente não tem R$ 100 mil. De onde a gente ia tirar esse dinheiro?", lembra Michele, que vive em Estrela (RS). O motivo que levou os três ao banco dos réus foram avaliações dos serviços de uma advogada publicadas por eles no Google. A mãe de Michele havia contratado esta advogada em uma ação, aberta em 2013, em que pedia que seu ex-marido e pai de Michele ? que ainda era menor de idade ? pagasse pensão alimentícia para a criança. Mas os anos passaram sem uma resolução no caso e, nesse meio tempo, Michele atingiu a maioridade. Mediando o contato entre os pais, Michele buscou agilizar a situação, já que ambas as partes concordaram que queriam resolver o impasse na Justiça logo. A jovem diz que, ao buscar contato com a advogada, teve a mesma dificuldade que sua mãe relatava para ter ligações atendidas e conseguir agendar reuniões. LEIA TAMBÉM: França abre investigação contra rede social Kick após morte de influenciador Musk processa Apple e OpenAI por acusação de monopólio e cobra bilhões de dólares Influenciador morre durante transmissão ao vivo na França e acende alerta "Eu tentei entrar em contato com a advogada, o advogado do meu pai tentou, a minha mãe tentou... Ninguém conseguia. Aí, um certo dia, eu consegui ligar para ela com o celular do meu trabalho, porque acho que ela já conhecia o meu número [pessoal] e não atendia. Ela foi supergrossa e arrogante. Foi terrível", relata Michele. Mãe e filha acabaram resolvendo trocar de advogado e chegaram a um acordo com o pai de Michele na Justiça. No início de 2023, a influenciadora desabafou na plataforma de avaliações do Google: "Advogada que não atende os clientes. Uma única ligação atendida e é extremamente debochada, hostil e nada profissional. Não recomendo!!!" Michele deu para a advogada a nota de uma estrela, de um total de cinco. Seu namorado e amiga fizeram o mesmo ? mas, no caso deles, sem comentários. Meses depois, devido aos comentários, a advogada abriu uma ação penal contra o trio por difamação e injúria ? dois crimes contra a honra de alguém, sendo o primeiro mais voltado para o impacto de uma ofensa na imagem social de uma pessoa, e o segundo, para as consequências da ofensa sentidas pela própria pessoa. Segundo Michele, os três só ficaram sabendo da ação no ano seguinte, em 2024, quando o namorado dela recebeu uma intimação para comparecer a uma audiência de conciliação. "Ele me mandou mensagem apavorado, porque é todo certinho", conta Michele. "A gente ficou mal, né? Eu até fui ver o comentário, porque pensei: 'Na hora da raiva, eu devo ter extrapolado'. Mas aí eu reli e pensei: 'Gente, como assim? Não foi nada que ofendeu ela diretamente'." A advogada envolvida no caso não respondeu aos contatos da reportagem. Namorado e amiga de Michele, que também fizeram avaliações, tornaram-se réus Carolina Leipnitz/BBC Sobre a suposta demora e hostilidade no atendimento a mãe e filha, ela argumentou em documentos judiciais que trabalhou arduamente no caso da pensão alimentícia por dez anos e que foi surpreendida pela troca na defesa. Até o fechamento dessa reportagem, a ação contra o trio ainda aguardava sentença na primeira instância da Justiça do Rio Grande do Sul. As avaliações e o comentário de Michele seguem públicos. Segundo Fernanda Diehl, advogada do trio, um juiz pode determinar, se houver indenização, um valor diferente do solicitado na ação ? e como seria a divisão do pagamento entre os réus. Esta é uma das várias ações encontradas pela BBC News Brasil em que pessoas que fizeram avaliações em sites como Google e Reclame Aqui foram acusadas na Justiça por empresas e profissionais que foram alvo de suas críticas. Essas plataformas, assim como as redes sociais, tornaram-se um canal amplamente buscado por consumidores para compartilhar experiências, fazer reclamações e cobrar empresas e serviços pela resolução de problemas. Mas, diferente de outros canais de reclamação mais tradicionais, como os próprios Serviços de Atendimento ao Cliente (SACs) das empresas e as reclamações nos Procons, essas plataformas expõem na internet as publicações dos consumidores, ampliando seu alcance. Esse tipo de exposição levanta o debate sobre até onde vai o direito de um consumidor se expressar através de uma reclamação e quando isso ultrapassa limites que afetam a honra e a imagem de uma empresa ou profissional. 'Achei que era o fim do mundo: vou ser presa' Outro caso é de Gabriela, que pediu para ter nome real preservado nesta reportagem. Ela reclamou há dois anos no Google da empresa que construiu sua casa porque o imóvel teria sido entregue com vários problemas, como vazamentos, fiação derretida e acabamento ruim. Gabriela também diz que foi difícil conseguir assistência para esses consertos ? afirma que a empresa adiou várias vezes o envio de algum profissional para fazer os reparos e chegou a bloqueá-la no WhatsApp. Por isso, a cliente relata que acabou gastando mais dinheiro para resolver esses problemas com outros profissionais. A avaliação de uma estrela veio acompanhada de um "textão", que continua no ar. Para proteger a identidade da entrevistada, a BBC News Brasil decidiu não reproduzir trechos originais do comentário ? mas, em resumo, afirma que o sonho de ter a casa se tornou um pesadelo para a família e que o dono da empresa seria habilidoso ao vender um projeto, mas agressivo em caso de problemas. Gabriela reconhece que estava "exaltada" quando escreveu o texto. Poucos meses depois, ela recebeu no WhatsApp a notificação do processo enviada por um oficial de Justiça. A empresa pedia uma indenização de R$ 10 mil por danos morais ? previstos principalmente no Código Civil, eles dizem respeito a ofensas que atingem valores morais como a honra, a imagem e a liberdade de uma pessoa. "Fiquei alguns dias no fundo do poço. Achei que era o fim do mundo: pronto, eles vão levar minha casa, eles estão me condenando, eu vou ser presa", lembra Gabriela. "Tinha vergonha de falar para as pessoas o que estava acontecendo". A empresa argumentou que prestou o serviço normalmente e que a reclamação de Gabriela foi excessiva, ultrapassando o direito de se expressar enquanto consumidora. O objetivo seria difamar a empresa, o que teria abalado a credibilidade desta no mercado. Mas um juiz decidiu em janeiro a favor de Gabriela. Ele avaliou que a ré fez uma crítica "severa" mas direcionada apenas ao serviço prestado, sem demonstrar qualquer objetivo de prejudicar a reputação da empresa, que não recorreu da decisão. Em paralelo, Gabriela havia entrado ela própria ? cerca de um mês depois do processo em que se tornou ré pelo comentário ? com uma ação contra o proprietário da empresa, pedindo indenização por danos morais e materiais relacionados à obra. Esta ação ainda não foi julgada. Aplicativo do Reclame Aqui; crítica em plataforma foi alvo de disputa judicial entre médica veterinária e cliente Carolina Leipnitz/BBC 'O abuso é vedado' Em outro processo, a Justiça deu razão à empresa que foi alvo de uma reclamação. Uma confusão sobre o banho e tosa de uma cadela em 2017 resultou em uma longa crítica de uma cliente no Reclame Aqui ? e em um processo, quando a dona da clínica veterinária decidiu entrar com uma ação contra a tutora do animal. A cliente disse que sua cadela teria sofrido um deslocamento do fêmur durante o atendimento feito, em suas palavras, por um "ogro". Ela afirmou ainda que a dona da clínica e seus funcionários seriam "bandidos": "Todo castigo para vocês é pouco". Na ação, a médica veterinária afirmou que a cliente "ultrapassou os limites da crítica", ofendendo sua honra e de seu negócio. A cliente alegou, por sua vez, que suas mensagens à equipe da clínica foram muitas vezes ignoradas ao tentar resolver o problema e que fez uma reclamação em site apropriado para isso. Uma juíza de primeira instância deu em 2018 razão à médica veterinária, afirmando que ela "não se quedou inerte diante dos problemas médicos do animal" e que a consumidora "exacerbou" os parâmetros de uma crítica razoável. Foi determinada uma indenização por danos morais de R$ 1 mil, bem abaixo dos cerca de R$ 37,5 mil pedidos pela autora da ação. A juíza também determinou a retirada do texto publicado no Reclame Aqui. A cliente entrou com um recurso e, na segunda instância, a Justiça continuou dando razão à veterinária. O colegiado do Tribunal de Justiça de São Paulo afirmou, também em 2018: "É livre a manifestação de pensamento e opiniões, mas o abuso de direito é vedado, equiparando-se ao ato ilícito". Nenhuma das envolvidas no processo quis falar com a BBC News Brasil sobre o assunto. Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas Notificação extrajudicial por comentário Leonardo ? também um nome fictício, a pedido ? conta que não chegou a ser processado por um comentário no Google, mas quase: recebeu no início do ano uma notificação extrajudicial de um restaurante, pedindo que ele apagasse uma avaliação. No comentário em questão, que veio acompanhado de uma nota de uma estrela, Leonardo falou que o local era "insalubre" e que, às vezes, "coisas" vinham dentro do pedido ? à reportagem, ele contou ter encontrado uma mosca dentro de um pastel e que já havia tido outros problemas com o estabelecimento, como receber um prato diferente do que havia solicitado. Na notificação, que ele mostrou à reportagem, o restaurante classificou suas declarações como "ofensivas e inverídicas", o que estaria causando "prejuízos à imagem" do estabelecimento. Por isso, o restaurante pediu a "imediata exclusão das publicações difamatórias" e a retratação, na mesma plataforma, no prazo de 48 horas após o recebimento do aviso. "Caso não haja a devida retratação ou exclusão das publicações dentro do prazo estipulado, informamos que serão adotadas as medidas judiciais cabíveis", dizia a notificação. Uma notificação extrajudicial é um documento registrado em cartório que formaliza avisos ou exigências. Há casos específicos previstos em lei em que essa notificação é obrigatória, como na comprovação de que há dívidas no financiamento de um imóvel e no aviso de busca e apreensão de um imóvel nessa situação. Mas, muitas vezes, esse é um passo escolhido por quem quer produzir provas e, no futuro, eventualmente mostrar à Justiça que buscou uma solução amigável. Segundo a Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR), uma notificação extrajudicial não obriga quem a recebeu cumprir o que foi pedido. "Contudo, o descumprimento pode gerar consequências negativas significativas e um futuro processo judicial. Se a questão for levada à Justiça, o fato de a parte ter sido previamente notificada e ter se mantido inerte será levado em consideração pelo magistrado. A Justiça pode interpretar a recusa em cumprir a notificação como um indicativo de má-fé ou de falta de disposição para resolver o litígio de forma amigável", explica a associação. Leonardo diz que não apagou o comentário, porque tinha provas, como a foto de uma mosca próxima ao pastel. Até o fechamento desse texto, ele não foi notificado de nenhum processo. "Fiquei esperando para ver se era só um blefe", conta Leonardo. "Eles devem ter imaginado que eu não teria dinheiro para torrar com advogado, não teria poder nenhum contra. Mas realmente foi um blefe." Diferente de outros casos citados, a BBC News Brasil não conseguiu ver a avaliação ainda pública no Google. Leonardo disse não saber o que houve, e a assessoria de imprensa do Google afirmou que não comentaria casos específicos. O que significa o ícone de óculos nos Stories do Instagram? Justiça é caminho a ser evitado, dizem entrevistados Christian Printes, gerente jurídico do Instituto Brasileiro de Defesa de Consumidores (Idec), avalia que casos como os relatados podem beirar uma postura "abusiva" por parte das empresas ? que, ao abrir processos contra reclamações, estariam inibindo clientes de fazer críticas "muitas vezes legítimas" e de até acionar a Justiça para terem seus problemas de consumo resolvidos. Ele destaca que, antes de publicar uma reclamação, o consumidor muitas vezes já tentou resolver amigavelmente seu problema em diversas ocasiões e por meio de diferentes canais de comunicação. "Obviamente, chega uma hora que o consumidor também perdendo a paciência, além do seu tempo." Entretanto, ele reconhece que os consumidores também devem ter cuidados ao fazer reclamações, como: reunir provas; não proferir ofensas pessoais a funcionários e proprietários e nem publicar dados pessoais deles; não acusar alguém de um crime sem ter evidências disso; não fazer xingamentos ou usar palavrões; e nem recorrer a ameaças ou intimidação. "Uma coisa é falar que pretende tomar as medidas legais cabíveis, como entrar com um processo judicial, porque é um direito ter acesso à Justiça. Agora, é diferente usar a ameaça e a intimidação. Por exemplo, falar que vai quebrar uma loja ou depredar o patrimônio de uma pessoa", alerta. Printes vê com bons olhos o fato de existirem não só canais de reclamação vinculados a órgãos públicos, com o Consumidor.gov e os Procons, mas também plataformas como Google, Reclame Aqui e redes sociais. "Esses sites acabaram se tornando um canal de consulta para os consumidores brasileiros", diz Printes, apontando que os usuários buscam nessas plataformas informações sobre a confiabilidade de uma empresa e experiências de outros clientes. O advogado Percival Maricato, diretor institucional da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em São Paulo, representa um setor que costuma ser alvo de muitas destas avaliações na internet. Ele afirma que, no caso de algum conflito, a disputa judicial é um caminho a ser evitado para ambos os lados. "Um litígio desse tipo leva muito tempo, e todo mundo perde. Mas, às vezes, isso acontece até para defender o trabalho, a verdade, que são coisas que todo mundo tem direito", aponta Maricato "Existe situações em que a reclamação é injusta, nem sempre procede. É muito importante permitir que só vá para Justiça as situações que ultrapassam o limite da razoabilidade." Ele também cobra que plataformas e redes sociais sejam responsabilizadas pelo conteúdo publicados nelas e tenham maior controle sobre quem faz as reclamações ? evitando, por exemplo, que pessoas que nunca tenham frequentado um lugar o avaliem. Esse é um ponto levantado pela advogada que está processando Michele Petter, caso que abre essa reportagem: ela reclama ter recebido avaliações do namorado e da amiga da jovem, que nunca foram seus clientes. Na ação, ela pediu que o Google retirasse imediatamente o comentário de Michele e as três avaliações até que o caso fosse julgado ? o que foi concedido por uma juíza no ano passado, em liminar (quando uma parte pede uma decisão antes do julgamento, alegando que a espera pode causar prejuízos). O Google contestou a decisão. Além de argumentos técnicos, a empresa defendeu que a remoção de comentários "restringe desproporcionalmente as liberdades constitucionais de expressão e de informação (...), podendo caracterizar censura, em última análise". A empresa americana não removeu o comentário e, então, foi intimada. Diante disso, o Google entrou com um mandado de segurança contra a determinação e venceu na segunda instância. Fernanda Diehl, que defende os três réus, afirma que foi surpreendida "positivamente" pela relutância do Google em retirar o comentário. "Seria muito mais fácil para eles [Google] simplesmente fazerem a exclusão e não continuarem uma discussão. Fica muito claro que eles prezam pela força da plataforma deles, que as avaliações vão continuar ali a não ser que realmente tenha uma decisão legítima que peça a exclusão", analisa a advogada. Entretanto, o mérito em si, sobre o supostos crimes de difamação e injúria dos comentários, ainda espera julgamento. O Google, originalmente uma ferramenta de busca, oferece entre seus serviços a possibilidade de uma empresa se cadastrar, oferecer informações de endereço e contato, além de postar imagens de seus serviços e ser avaliada por clientes. Usuários também podem cadastrar empresas. A plataforma não compartilhou dados sobre o número de avaliações registradas ao longo dos anos. Questionada sobre os casos levantados pela reportagem, o Google se limitou a responder que sua plataforma de avaliações ajuda "pessoas a descobrir novos lugares e a decidir para onde ir". Além disso, reforçou que empresas e pessoas podem denunciar locais enganosos e conteúdo inapropriado. "Nossas políticas afirmam claramente que as avaliações devem ser baseadas em experiências e informações reais, e monitoramos de perto 24 horas por dia, sete dias por semana, em busca de conteúdo fraudulento, usando uma combinação de especialistas e tecnologia", disse o Google em nota. O Reclame Aqui, por sua vez, afirma ser o "maior hub [algo como plataforma digital] de opiniões de consumo e de reputação de empresas do mundo" ? com mais de 26,1 milhões de consumidores e 750 mil empresas cadastradas. De acordo com a plataforma, de 2021 a 2024, o número de reclamações publicadas cresceu 45%. O Reclame Aqui afirmou prezar por um "ambiente livre e transparente para que empresas e consumidores resolvam seus problemas nas relações de consumo de forma respeitosa e harmônica" ? e isso, acrescentou, evita inclusive a judicialização dos casos. "O direito dos reclamantes está amparado pelo direito à liberdade de expressão, vedado o anonimato, garantido à empresa o direito de resposta, ambos preceitos constitucionais", diz a nota. A plataforma esclareceu que apenas 1/3 do público que passa pelo site faz reclamações. A maioria faz pesquisas antes de uma compra com base nas experiências relatadas por outros consumidores. "Em comparação à média de 46 mil reclamações registradas/dia no site do Reclame Aqui, o número de casos judicializados é ínfimo", disse a empresa. O Reclame Aqui afirmou ainda que seus Termos de Uso, regras de moderação de conteúdo, ocultamento de palavras de baixo calão e medidas de segurança para validar a identidade de usuários evitam "eventuais abusos de ambas as partes". 'Às vezes, vale mais a gente engolir o sapo' Depois de ter recebido uma notificação extrajudicial, Leonardo diz que não se sentiu desestimulado a fazer novas avaliações. "Até comecei a fazer mais agora, porque antes eu não avaliava os lugares bons que eu ia. Para equilibrar", diz ele. Já Michele e Gabriela dizem que, depois de serem processadas, mudaram seu comportamento. "Fiquei com medo... Hoje, é muito difícil eu fazer uma avaliação", desabafa Michele, citando o "dano psicológico" de responder a uma ação, precisar buscar um advogado ou defensor público e os custos financeiros. "Sempre fazia com cautela. Nunca comentei para prejudicar ninguém, mas acho que as situações às vezes têm que ser demonstradas até para ajudar as pessoas que estão ali procurando um profissional, procurando um lugar para comer", continua. "Entendo que tenha pessoas às vezes que façam realmente por mal, às vezes sem nem ter frequentado lugar, mas de qualquer forma, eu acho complicado [ações estarem acontecendo por conta de avaliações online]." Gabriela é mais taxativa: "Parei, nunca mais vou fazer [uma avaliação]. É muita dor de cabeça". "Querendo ou não, de início, você já tem que entrar com R$ 2 mil para pagar o advogado. Às vezes, vale mais a gente engolir o sapo e ir embora." Christian Printes, do Idec, lamenta que ações na Justiça possam inibir reclamações e insiste que os consumidores devem procurar as empresas quando algo não sai como combinado ? usando o "máximo de bom senso e de inteligência emocional". "O consumidor tem sim direito à reclamação legítima e para isso ele tem que ter meios eficazes de fazer a prova daquilo que ele está passando", afirma Printes. "Caso não consiga a resolução do seu problema de forma extrajudicial, entre com a ação judicial para resguardar aquilo que é direito seu."

26/08/2025

Relator na Câmara quer votar até dezembro regulamentação de trabalhadores de app

Freepik O relator da comissão especial da Câmara que analisa a proposta de regulamentação de trabalho por aplicativo, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), diz esperar que a Casa vote o texto ainda este ano. Coutinho definiu o cronograma de debate do projeto nesta terça-feira (26). O plano foi apresentado e referendado pelos membros do colegiado. ? Segundo o relator, o objetivo é concluir as discussões da proposta ainda no mês de novembro. Augusto Coutinho planeja realizar, no mínimo, dez audiências públicas com trabalhadores e empresas do setor de transporte e de delivery por app. ? A expectativa, de acordo com Coutinho, é que um parecer seja apresentado e votado, pela comissão especial, até a segunda semana de novembro. Depois desta fase, a proposta poderá ser analisada pelo plenário principal da Câmara. O relator defendeu que o Congresso regulamente as relações de trabalho por aplicativo para evitar um "desprazer de algum tribunal legislar por nós". "Na minha opinião, hoje a relação do trabalhador com as plataformas é uma relação injusta. É uma relação em que o trabalhador não tem nenhuma segurança em nada. E também é preciso dar às próprias plataformas segurança jurídica, para que elas saibam quais as obrigações deles", afirmou o deputado. Augusto Coutinho projetou que o texto poderá ser votado pelo conjunto dos deputados ainda em dezembro deste ano. "A ideia é que a gente vote o relatório até o dia 15 de novembro e a gente tenha até o final do ano para votar em plenário. Acho que é uma matéria importante que a gente precisava ao final desse ano entregar ao Brasil uma legislação dessa matéria", declarou. O projeto Motoristas de app: projeto prevê remuneração mínima A proposta em discussão pelo colegiado foi apresentada pelo deputado Luiz Gastão (PSD-CE). O texto contempla trechos de um outro projeto, apresentado pelo governo federal no ano passado, que ficou travado em razão de divergências políticas. ? O projeto define regras para a cobrança de taxas pelas empresas e prevê como deverá ser a remuneração dos trabalhadores. ? Há, por exemplo, veto à cobrança de taxa sobre gorjetas pagas aos profissionais. A proposta também determina que os trabalhadores de app serão considerados como contribuintes individuais da Previdência Social. O texto prevê que a alíquota da contribuição previdenciária será de 5% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição para trabalhadores de família de baixa renda. O relator da comissão especial afirmou que a proposta deve ser "alargada" para tratar de "qualquer serviço realizado por meio de aplicativo ou plataforma digital, e não apenas dos serviços de transporte de pessoas e de entrega de bens".

26/08/2025

Entenda como o governo Trump se tornou sócio da Intel

Governo dos EUA adquire ações da Intel REUTERS/Dado Ruvic/Illustration A Intel e o presidente Donald Trump confirmaram, na sexta-feira (22), que o governo dos EUA será dono de 9,9% da fabricante de chips norte-americana, em um investimento que soma US$ 11,1 bilhões. Segundo a Reuters, a transação deve ser concluída nesta terça-feira (26). A compra, no entanto, foi feita com um dinheiro que a Intel já receberia do governo dos Estados Unidos. Os valores usados na transação são parte de subsídios aprovados à Intel durante o governo de Joe Biden. Agora, Donald Trump decidiu mudar a forma desse apoio: em vez de repassar o dinheiro diretamente, o governo passará a ter participação acionária na empresa. O investimento total de US$ 11,1 bilhões está dividido dessa forma: US$ 5,7 bilhões em subsídios previstos pela Lei Chips, aprovada no governo Biden, ainda não pagos à empresa; US$ 3,2 bilhões de um subsídio relacionado ao programa Secure Enclave, também da era Biden, ainda não pago à empresa; Outros US$ 2,2 bilhões em subsídios da Lei Chips que a Intel já recebeu do governo americano. O governo também obteve desconto de 17,5% na compra. As ações da Intel, que valiam US$ 24,80 no fechamento da sexta-feira, foram adquiridas por US$ 20,80 cada uma, segundo a Reuters. ?O que foi a Lei Chips? Aprovada durante o mandato de Biden, a Lei Chips destinou US$ 52 bilhões em incentivos para a indústria de chips impulsionar a produção de semicondutores no país. LEIA TAMBÉM: Intervenção ou estratégia? Governo Trump compra ações da Intel Musk processa Apple e OpenAI por acusação de monopólio Donald Trump na Casa Branca AP Photo/Evan Vucci Trump afirmou que os EUA ?não pagaram nada? pelas ações, já que usaram subsídios como moeda de troca. Segundo ele, o acordo surgiu durante uma reunião sua com o CEO da Intel, Lip Bu Tan, dias depois de o próprio Trump ter pedido a renúncia do executivo devido a ligações com a China. Em comunicado, a Intel classificou o acordo como ?histórico? e disse que ele mostra a confiança do governo na empresa e em seu papel estratégico na indústria de semicondutores. A fabricante também informou que o governo será um acionista passivo, sem direito a voto no conselho nem acesso a informações internas. As ações da Intel fecharam em alta de 5,5% na sexta-feira com a notícia da participação acionária do governo, mas caíram 1% nas negociações pós-mercado, após a empresa detalhar os termos do acordo. Trump ameaça taxar China e países que regulam empresas de tecnologia em 200% Estratégia controversa Para analistas, o movimento de Trump em relação à Intel, aliado à pressão que ele tem exercido sobre o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), ameaça a agilidade do setor empresarial dos EUA. ?Estamos passando de uma economia puramente capitalista para uma economia muito mais engajada pelo Estado. Isso é uma mudança enorme para os EUA. Nunca vi uma era como esta?, disse Bill George, ex-CEO da Medtronic e pesquisador da Harvard Business School, à Reuters. Nos últimos anos, a Intel passou por problemas de gestão e perdeu sua liderança no setor de fabricação de chips para a TSMC, de Taiwan. Além disso, também foi superada pela Nvidia na corrida por chips de inteligência artificial. A fabricante, no entanto, ainda possui uma reserva de caixa de US$ 9 bilhões e um valor de mercado de US$ 105 bilhões. Segundo a Reuters, um documento regulatório da Intel informou, na segunda-feira (25), que a presença do governo como acionista pode prejudicar as vendas internacionais, dificultar a obtenção de novos subsídios e sujeitar a empresa a mais regulamentações em outros países. A participação também reduziria a influência de voto de outros acionistas, pois os poderes do governo sobre regulamentações que afetam a Intel limitariam a capacidade da empresa de buscar transações em benefício dos sócios, segundo o documento obtido pela agência. Influenciador morre durante transmissão ao vivo na França e acende alerta Investimento ou intervenção? Embora seja incomum para o governo dos EUA adquirir uma participação em uma empresa tão grande como a Intel, isso está alinhado à tendência de Trump de intervir no mercado durante seu segundo mandato, segundo a agência Deutsche Welle. As fabricantes de chips Nvidia e AMD também concordaram, neste mês, em pagar 15% da receita de suas vendas na China ao governo dos EUA. Outro exemplo foi a recente venda da siderúrgica americana US Steel para a japonesa Nippon Steel, em um acordo que garantiu ao governo dos EUA a 'golden share', que dá amplo poder de veto sobre decisões corporativas da US Steel e o direito de nomear um membro do conselho. Houve também o anúncio, em julho, de que o governo dos EUA se tornaria o maior acionista da única mina de terras raras em operação nos país, de propriedade da MP Materials. "A gestão Trump está realmente adotando uma visão ampla do que é possível em termos de intervenções do governo dos EUA no setor privado e forçando muito os limites", afirmou à DW Geoffrey Gertz, pesquisador sênior do Centro para uma Nova Segurança Americana, de Washington. Ele descreveu as medidas como "incomuns" e fez uma distinção entre as políticas que estimulam setores inteiros e a estratégia direcionada de Trump, que fecha acordos pontuais com empresas específicas. "Essa é uma abordagem bem diferente de estabelecer padrões ou diretrizes de política industrial para todo o setor." No entanto, essa abordagem de Trump também recebeu apoio, especialmente quando se trata de setores considerados estrategicamente importantes na rivalidade entre os EUA e a China, como semicondutores e terras raras. "A Intel é mais do que apenas uma empresa, e acho que a decisão de investir deve ser aplaudida", disse à DW Sujai Shivakumar, Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, de Washington. "É hora de entender que esse tipo de política industrial é a norma nas economias avançadas, e que os governos estão fornecendo essa forma de apoio amplo. Se nos agarrarmos a esse mito de um mercado puro aqui nos EUA, corremos o risco de perder terreno em um dos setores mais estratégicos do século", acrescentou.

26/08/2025

Rival do ChatGPT, Perplexity cria fundo para pagar veículos de jornalismo por conteúdo em buscas com IA

Perplexity, plataforma de IA REUTERS/Dado Ruvic A ferramenta de inteligência artificial Perplexity anunciou nesta segunda-feira (25) que começará a pagar milhões de dólares a meios de comunicação como parte de um novo modelo para compartilhar os lucros das buscas com empresas jornalísticas. Os veículos que se tornarem parceiros da companhia receberão pagamentos quando seu trabalho for utilizado pelo navegador ou pelo assistente de IA da Perplexity para responder a consultas ou solicitações, informou a startup sediada em San Francisco. "Estamos compensando os meios de comunicação com o modelo adequado para a era da IA", anunciou a empresa em seu blog. Os pagamentos serão administrados por meio de um serviço de assinatura que será lançado nos próximos meses, chamado Comet Plus, que a Perplexity descreve como um programa que garante que veículos e jornalistas se beneficiem dos novos modelos de negócio que a IA oferece. Foi reservado um fundo comum de US$ 42,5 milhões (R$ 230 milhões) para compartilhar com os meios, e espera-se que ele aumente com o tempo, acrescentou. "Conforme a web evoluiu além da informação para incluir conhecimento, ação e oportunidades, o excelente conteúdo de veículos e jornalistas ganha ainda mais importância", explicou a equipe da Perplexity. A Perplexity é uma startup em ascensão no Vale do Silício, e seu motor de busca baseado em IA é frequentemente citado como um potencial disruptor para o Google. No entanto, a empresa foi processada por meios como o Wall Street Journal, o New York Times e o japonês Yomiuri Shimbun, que alegam que ela se beneficia injustamente de seu trabalho. Um modelo de repartição de receitas por parte da Perplexity seria um gesto de conciliação com os veículos e ajudaria a dissipar as acusações de oportunismo. Diferentemente do ChatGPT ou do Claude, da Anthropic, a Perplexity fornece respostas atualizadas que frequentemente incluem links para os materiais de origem, permitindo que os usuários verifiquem a informação.

26/08/2025

França abre investigação contra rede social Kick após morte de influenciador transmitida ao vivo

Morte de influenciador em live: o que é a Kick, rede social que abrigou transmissão Um tribunal de Paris abriu uma investigação preliminar contra a plataforma australiana Kick. A medida ocorre após a morte do influenciador francês Raphaël Graven, de 46 anos, durante uma transmissão ao vivo na semana passada, informou a agência Reuters nesta terça-feira (26). A justiça vai apurar se a empresa ofereceu conscientemente serviços ilegais, como a transmissão de vídeos de ataques à integridade pessoal, e se cumpriu a legislação europeia sobre serviços digitais, que obriga a notificação de riscos à vida ou à segurança dos usuários. Na semana passada, o Ministério Público de Nice, no sul da França, já havia aberto um inquérito para investigar a causa da morte de Raphaël Graven. ? Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Conhecido como ?Jean Pormanove? e ?JP?, o streamer participava de vídeos em que aparecia sendo submetido a violência e outras humilhações, principalmente por dois homens que eram seus parceiros de conteúdo, conhecidos pelos pseudônimos ?Narutovie? e ?Safine?. O vídeo da morte, transmitido ao vivo na plataforma Kick, foi amplamente compartilhado na rede social. Segundo usuários, as imagens mostram o momento imediatamente anterior à morte de Graven, ou anterior à descoberta de que ele estava morto. No vídeo, o influenciador aparece inconsciente sob um edredom numa cama. Na sequência, é possível ver dois outros homens. Em um determinado momento, um deles atira uma pequena garrafa de plástico na direção de Graven. Na quarta-feira (20), a Kick confirmou que baniu os criadores envolvidos na morte do influenciador. O que é a Kick? Influenciador Jean Pormanove, que morreu durante uma transmissão ao vivo na França X/@JeanPormanove A Kick é uma plataforma de lives com foco em jogos criada em dezembro de 2022. Com mais de 50 milhões de usuários, ela ganhou espaço ao ficar com apenas 5% do valor gerado por influenciadores com assinaturas de seus seguidores. A concorrente Twitch, por outro lado, cobra 50% de taxa, mas tem mais de 105 milhões de usuários. Alguns influenciadores migraram para a Kick por conta de suas regras de moderação flexíveis. A plataforma já permitiu lives que violaram direitos autorais, exibiram conteúdo de sites adultos e promoveram debate com um nazista, segundo reportagem publicada em 2023 pela Bloomberg. Na época, a plataforma disse que estava ampliando seus esforços de moderação e que não tolerava discurso de ódio. Na última quinta-feira (14), a plataforma comemorou a estreia de MrBeast, conhecido como maior influenciador do mundo. Ele fez uma live em que arrecadou US$ 12 milhões para o seu projeto de acesso a água potável. Sobre a morte do influenciador, a Kick afirmou à RFI que não responderia a questionamentos sobre a morte de Graven por conta de sua política de privacidade. Mas um porta-voz disse à BBC que a plataforma estava "revisando com urgência" as circunstâncias da morte do influenciador. "Estamos profundamente tristes com a perda de Jean Pormanove e expressamos nossas condolências à sua família, amigos e comunidade", afirmou. O porta-voz também disse que as diretrizes de comunidade foram "projetadas para proteger os criadores" e que a empresa estava comprometida em manter esses padrões. Quem são os donos da Kick? Rede social Kick Reprodução/Kick A Kick foi criada pelos empresários australianos Edward Craven e Bijan Tehrani, também donos do cassino online Stake. Cada um deles tem fortuna avaliada em US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 15,4 bilhões), segundo a Forbes. O patrimônio deles veio principalmente de jogos de cassino virtuais em que usuários apostam criptomoedas. A Kick e a Stake ganharam notoriedade em 2024 ao patrocinarem a Sauber, equipe de Fórmula 1 que hoje tem o brasileiro Gabriel Bortoleto como um de seus pilotos e que adotou as cores verde e preto das duas marcas em seus carros. Segundo a Forbes Australia, Craven e Tehrani entraram no ramo em 2013, quando o bitcoin valia cerca de US$ 100 (cerca de R$ 550), e aproveitaram a valorização da criptomoeda. A Stake, por exemplo, foi fundada em 2017, quando o bitcoin era vendido por mais de US$ 10 mil (R$ 55 mil). A Kick trouxe prejuízo de US$ 100 milhões para os empresários desde a sua criação, estima a Forbes. Isso não é uma exclusividade da plataforma: a Twitch existe desde 2011 e nunca conseguiu registrar lucro. Ainda de acordo com a revista, as regras de moderação fracas da Kick dificultaram seus esforços em atrair anunciantes para o serviço. O que significa o ícone de óculos nos Stories do Instagram? 'Qual é a minha bênção?': trend com o ChatGPT viraliza e divide opiniões nas redes sociais O seu cérebro quando você assiste a um vídeo em velocidade 1,5

25/08/2025

Musk processa Apple e OpenAI por acusação de monopólio e cobra bilhões de dólares em indenização

Elon Musk participa de um almoço no Capitólio em Washington, DC, em 5 de março de 2025 REUTERS/Kent Nishimura A startup de inteligência artificial xAI, do bilionário empreendedor Elon Musk, processou a Apple e a OpenAI, fabricante do ChatGPT, em um tribunal federal dos EUA no Texas na segunda-feira, acusando-as de conspirar ilegalmente para impedir a concorrência em inteligência artificial. A Apple e a OpenAI "bloquearam mercados para manter seus monopólios e impedir que inovadores como a X e a xAI concorram", afirma o processo. A Apple, em parceria com a OpenAI, integrou o ChatGPT ao seu sistema operacional para iPhones, iPads e Macs. "Se não fosse pelo acordo exclusivo com a OpenAI, a Apple não teria motivos para deixar de destacar os aplicativos X e Grok em sua App Store", afirma o processo. Na ação, a xAI afirmou que busca bilhões de dólares em supostas indenizações. A OpenAI, por sua vez, disse que "este último processo é consistente com o padrão contínuo de assédio do Sr. Musk". A Apple não respondeu imediatamente a um pedido de comentário feito pela Reuters. Leia também: Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais Musk fecha acordo com ex-funcionários do Twitter demitidos após compra da rede social Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais Musk havia ameaçado processar a Apple no início deste mês, afirmando em uma publicação no X que ela "torna impossível para qualquer empresa de IA além da OpenAI alcançar o primeiro lugar na App Store". O ChatGPT, da OpenAI, tornou-se o aplicativo de consumo com crescimento mais rápido da história nos meses seguintes ao seu lançamento no final de 2022. A xAI, de Musk, adquiriu o X em março por US$ 33 bilhões para aprimorar seus recursos de treinamento de chatbots. Musk também integrou o chatbot Grok em veículos fabricados por sua empresa de automóveis elétricos Tesla. A xAI foi lançada há menos de dois anos e concorre com a OpenAI, apoiada pela Microsoft, e com a startup chinesa DeepSeek. Especialistas jurídicos antitruste que não estão envolvidos no processo disseram que a posição dominante da Apple no mercado de smartphones pode reforçar as alegações da xAI de que a empresa está vinculando ilegalmente suas vendas de iPhones ao ChatGPT da OpenAI. Mas eles disseram que a Apple poderia argumentar que a parceria com a OpenAI foi uma decisão de negócios em um ambiente competitivo e que ela não tem obrigação de ajudar seus rivais a ganhar participação de mercado. A Apple também pode argumentar que há razões de segurança ou operacionais para integrar a IA em seu sistema operacional, disse Herbert Hovenkamp, ????que leciona na Faculdade de Direito da Universidade da Pensilvânia. De forma mais ampla, o processo pode dar aos tribunais dos Estados Unidos a primeira oportunidade de avaliar se existe um mercado definido para IA e o que ele abrange, uma questão crucial em litígios antitruste. ?É um sinal de alerta em termos de como os tribunais tratarão a IA, e como tratarão a antitruste e a IA?, disse Christine Bartholomew, professora da Faculdade de Direito da Universidade de Buffalo. As práticas da Apple na App Store têm sido o foco de vários processos judiciais. Em um caso em andamento da Epic Games, fabricante do videogame "Fortnite", um juiz ordenou que a Apple permitisse maior concorrência nas opções de pagamento de aplicativos. Em outra ação, Musk está processando a OpenAI e seu CEO, Sam Altman, em um tribunal federal na Califórnia para impedir sua conversão de uma organização sem fins lucrativos para uma empresa com fins lucrativos. Musk foi cofundador da OpenAI com Altman em 2015 como uma organização sem fins lucrativos.

25/08/2025

Data centers de IA: a corrida do ouro digital - O Assunto #1540

Eles armazenam e processam as informações usadas todos os dias por bilhões de pessoas ao redor do planeta. Os data centers (centro de dados) abrigam os servidores responsáveis por processar todas as informações que estão no ambiente digital. Eles são de diversos tipos, mas um deles tem despertado especial interesse de empresas de tecnologia: os usados para inteligência artificial. Os data centers para IA mobilizam uma corrida por espaços físicos adequados. Esse tipo de instalação demanda muito mais potência ? e, consequentemente, exige mais capacidade para resfriamento. É por isso que esse eles são vistos como um risco para o meio ambiente, por demandar alto consumo de água. Com sua alta capacidade de produção de energia renovável, o Brasil desperta o interesse de gigantes de tecnologia para a construção de data centers para IA. Enquanto isso, o governo diz preparar um plano para atrair investimentos para transformar o país em um polo mundial de centro de dados. Neste episódio, Victor Boyadjian conversa com o repórter do g1 Victor Hugo Silva, que explica quais são diferentes tipos de data centers e o impacto desses centros para o meio ambiente. Victor Hugo relata as promessas de inovação nos centros de processamentos de dados para inteligência artificial e as discussões que cercam o tema. E responde: faz diferença ter um data center perto de você? O que você precisa saber: Primeiros data centers de IA podem consumir mesma energia de 16 milhões de casas Brasil terá política nacional para data centers; entenda o que são 'CIDADES DE SERVIDORES': Entenda como serão os primeiros data centers de IA no Brasil NO ESPAÇO: Os planos para colocar data centers na Lua e em órbita da Terra Quanta água o ChatGPT 'bebe' para responder sua pergunta? Data centers se multiplicam O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Amanda Polato, Sarah Resende, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Carlos Catelan. Apresentação nesta semana: Victor Boyadjian. Data Center: faz diferença ter um por perto? O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Imagem ilustrativa mostra dcenter da Meta em Indiana, nos Estados Unidos Divulgação/Meta

25/08/2025

Como funciona um data center? E por que ele pode consumir tanta energia e água?

Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas Operar um data center exige uma estrutura complexa de energia para que todos os equipamentos funcionem e sejam refrigerados de forma adequada. Como podem ser usados por milhões de pessoas, esses espaços devem funcionar 24 horas por dia. Para garantir isso, as empresas adotam geradores e até suas próprias subestações de energia (veja abaixo como eles funcionam). ? Um data center ("centro de dados", em inglês) é um local que armazena e processa informações. Ele pode ser dividido em dois tipos: nuvem (cloud), para operar serviços na internet, e IA, para treinar modelos de linguagem complexos. ?Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O treinamento dos modelos de IA mais conhecidos envolve um enorme volume de dados e só pode ser feito com chips de processamento modernos, que exigem mais energia e, por isso, esquentam mais. Com equipamentos mais quentes, a única forma de controlar a temperatura é adotar um sistema de resfriamento líquido, por água ou óleo ? data centers de nuvem podem ser refrigerados a ar porque consomem menos energia. Data centers refrigerados a água preocupam por conta do alto consumo. Fazer até 50 perguntas para o ChatGPT pode consumir meio litro de água, segundo um estudo da Universidade da Califórnia, em Riverside. O Brasil tem cerca de 180 data centers em funcionamento. Nenhum deles é voltado para inteligência artificial, mas quatro projetos desse tipo já foram anunciados no país. Eles poderão ter consumo de energia equivalente ao de 16,4 milhões de casas ? saiba mais sobre os projetos. Como funciona um data center por dentro Dhara Assis e Gui Sousa/g1

24/08/2025

O 'álbum novo' de cantora folk que nem ela conhecia ? criado com inteligência artificial

Emily Portman diz que a versão criada por inteligência artificial de sua música é "assustadora" Getty Images via BBC No mês passado, a premiada cantora britânica Emily Portman recebeu uma mensagem de um fã elogiando seu novo álbum e dizendo: "A música folk inglesa está em boas mãos". Isso normalmente seria um elogio, mas a artista de Sheffield ficou intrigada. Então, ela seguiu um link postado pelo fã e foi levada ao que parecia ser seu mais recente lançamento. "Mas eu não reconheci, porque eu não tinha lançado um novo álbum", diz Portman. "Descobri um álbum meu novo em diversos lugares ? no Spotify, no iTunes e em todas as plataformas online." "Chamava-se Orca, e era uma música evidentemente gerada por inteligência artificial, mas que, acredito eu, havia sido bem treinada usando minhas músicas reais." As 10 faixas tinham nomes como Sprig of Thyme e Silent Hearth ? que eram "incrivelmente próximas" de títulos que ela poderia ter criado. Foi algo que Portman, vencedora do prêmio BBC Folk Award em 2013, achou "muito assustador". Quando ela clicou para ouvir, a voz ? supostamente dela ? estava um pouco estranha, mas cantava "em um estilo folk provavelmente o mais próximo possível do meu que a IA consegue produzir", diz ela. A instrumentação das músicas também era assustadoramente semelhante. O álbum Orca foi lançado sob o nome de Emily Portman em uma série de plataformas digitais, incluindo o YouTube BBC A música gerada por IA já é abundante na internet hoje. Mas ela é frequentemente lançada sob nomes fictícios ou imitando grandes estrelas ? e sem que apareça em suas páginas oficiais de streaming. Agora existe uma tendência crescente de artistas consagrados (mas não super estrelas) virando alvos de conteúdo falso que aparece repentinamente em suas páginas no Spotify e outros serviços de streaming. Até mesmo músicos já falecidos tiveram "novos" materiais gerados por IA adicionados aos seus catálogos. Portman não sabe quem publicou o álbum usando seu nome ou o porquê disso. Ela foi falsamente creditada no disco como artista, compositora e detentora dos direitos autorais. O produtor listado nos créditos é Freddie Howells ? mas ela afirma que esse nome não significa nada para ela e que não há nenhum vestígio online de um produtor ou músico com esse nome. Quanto à música em si, embora tenha sido bem feita o suficiente para convencer alguns fãs, a falta de algum elemento humano real na criação faz o álbum soar "vazio e perfeito demais", diz ela. "Eu nunca vou conseguir cantar sendo tão perfeitamente afinada. E não é esse o ponto. Eu nem quero. Eu sou humana." Alguns dias depois, outro álbum apareceu nas páginas de streaming de Portman. Desta vez, era possível perceber que houve bem menos esforço para imitá-la. Eram "20 faixas de baboseiras instrumentais", diz ela. "Só AI slop [termo em inglês para designar conteúdo de baixa qualidade criado por inteligência artificial]." Ela entrou com uma processo na Justiça por direitos autorais para que os álbuns sejam retirados do ar e disse que o episódio redobrou sua "crença na importância da criatividade real e em como ela comove as pessoas". "Espero que a música da IA ??não tenha feito isso com as pessoas", continua ela. "Embora eu tenha recebido um e-mail de alguém perguntando: 'Cadê o Orca? Estou escutando o disco repetidamente'. Então houve pessoas que foram enganadas pelo disco." Josh Kaufman diz que a música produzida por IA imitando seu estilo soa como "uma demo com teclado Casio e letras em inglês macarrônico" Getty Images via BBC Quem postou os álbuns online receberá royalties por ele. Mas nenhuma música do Orca teve mais de 2 mil reproduções no Spotify ? portanto, a receita com o disco não deve ultrapassar US$ 6 (R$ 32) por faixa. De acordo com a Luminate, empresa de análise da indústria musical, todos os dias é feito o upload de cerca de 99 mil músicas para serviços de streaming, geralmente por meio de dezenas de serviços de distribuição, que solicitam os dados do artista. Se essas informações estiverem incorretas e uma música for listada erroneamente sob o nome de um artista já existente, cabe aos artistas ou à gravadora reclamar para removê-la. Portman diz que algumas plataformas foram rápidas em remover o Orca de suas plataformas, mas o Spotify demorou três semanas para fazê-lo. E ela ainda não recuperou o controle de seu perfil de artista no Spotify. Em um comunicado, o Spotify disse: "Esses álbuns foram adicionados incorretamente ao perfil errado de uma artista diferente que tem o mesmo nome e foram removidos após serem sinalizados". Portman questiona isso. Embora haja outra cantora com o mesmo nome que o seu no Spotify, os álbuns falsos não soavam como ela e não foram adicionados ao seu perfil desde então. Ela diz que a experiência "angustiante" parece "o início de algo bastante distópico" ? e também destaca a falta de proteção legal para os artistas. Ela suspeita que artistas independentes estejam sendo alvos dessas ações porque nomes mais famosos costumam ter mais proteção e poder para remover lançamentos fraudulentos rapidamente. Músicas geradas por IA e tocadas em lojas rende debates entre artistas e associações; entenda 'Assinatura da nossa alma' Assim como Portman, o músico, produtor e compositor nova-iorquino Josh Kaufman, que tocou no álbum Folklore de Taylor Swift, foi alertado por seus ouvintes sobre material falso com seu nome. "Eu comecei a receber mensagens de fãs e amigos sobre algumas músicas novas que eu teria acabado de lançar e sobre como elas eram uma grande mudança [de estilo]", diz ele. "Eu acho que a maioria das pessoas percebeu que se tratava de outra pessoa usando meu perfil de artista como forma de lançar uma música estranha, claramente gerada por computador." No caso de Kaufman, sua identidade foi usada para lançar uma faixa chamada Someone Who's Love Me, que soava como "uma demo com teclado Casio e letras em inglês macarrônico". "Foi constrangedor e, depois, meio confuso", diz. "Isso [música] é o que fazemos, certo? Isso é a assinatura da nossa alma, e que outra pessoa possa simplesmente ter acesso a isso..." Ele é um dos diversos artistas de folk-rock e Americana que tiveram faixas falsas postadas usando seus nomes nas últimas semanas ? aparentemente todas da mesma fonte. Outros incluem o vocalista do Wilco, Jeff Tweedy, J Tillman (agora conhecido como Father John Misty), Sam Beam (também conhecido como Iron & Wine), Teddy Thompson e Jakob Dylan. Todos os lançamentos usaram o mesmo estilo de arte com IA e foram creditados a três gravadoras, duas com nomes aparentemente indonésios. Muitos listaram o mesmo nome de um compositor ? Zyan Maliq Mahardika. Esse nome também foi creditado em outras músicas que imitam músicos cristãos e bandas de metalcore dos EUA. O Spotify disse que alertou a distribuidora sobre o problema e removeu essas faixas, pois elas "violavam nossa política contra a personificação de outra pessoa ou marca". A empresa acrescentou que "removeria qualquer distribuidor que permitisse repetidamente esse tipo de conteúdo em nossa plataforma". O mesmo estilo de design foi usado para lançar músicas falsas sob o nome de diversos artistas BBC Kaufman criou uma playlist com todas as faixas que conseguiu encontrar e deu a ela um nome depreciativo. "É mais divertido rir disso do que se sentir mal", diz ele. "Mas é desconcertante que isso possa acontecer." E é estranho para ele ? como músico e produtor que geralmente passa despercebido do grande público ? ser alvo disso. "Por que não procurar algum artista grande? Se você está tentando ganhar royalties de algum tipo", questiona. Ele não faz ideia de para quem esses royalties possam ter ido. "Para ser sincero, nem sei quem é o inimigo", diz ele. "É um computador? É uma pessoa sentada em algum lugar criando essa música só para atrapalhar alguém?" Uma coisa é certa: ele quer que empresas como o Spotify sejam mais proativas na prevenção de músicas fraudulentas em suas plataformas. Tatiana Cirisano, da empresa de análise de mídia e tecnologia Midia Research, afirma que a IA está "tornando mais fácil para os fraudadores" enganarem os ouvintes, que também são mais "passivos" nessa era dos algoritmos. Ela acredita que pessoas mal-intencionadas podem estar se passando por artistas da vida real na esperança de que suas faixas fraudulentas "acumulem streams suficientes" ? centenas de milhares ? para lhes render um belo dinheiro. "Eu acho que as falsificações de IA estão focadas em artistas menos conhecidos na esperança de que seus esquemas passem despercebidos, em vez de mirarem em uma super estrela que poderia imediatamente alertar o Spotify", diz ela. Mas os serviços de streaming e distribuidores estão "trabalhando duro" e melhorando seus sistemas de identificação, ela enfatiza, "ironicamente, também usando IA e aprendizado de máquina". "Acho que está claro para todos que cada parte interessada deve fazer a sua parte", diz ela. "Mas é complicado." Música nova de artista morto Quando uma nova música apareceu no mês passado na página de artista verificado do cantor country americano Blaze Foley, foi uma grande surpresa para Craig McDonald, dono da gravadora de Foley ? principalmente porque Foley morreu em 1989. A "baboseira de inteligência artificial", como McDonald descreve, evidentemente não fazia parte do estilo "cantor e compositor texano de coração" de Foley. "Blaze tinha talento para compor, mas, junto com esse talento, uma autenticidade completa", diz ele. "Como costumam dizer, [ele tinha] três acordes e a verdade. E claramente não era isso." McDonald, que administra a Lost Art Records, está preocupado que imitações de IA possam prejudicar a credibilidade de artistas como Foley, especialmente para pessoas que não conhecem seu som. Ethan Hawke (à esquerda) e Ben Dickey cantaram após a exibição de um filme biográfico sobre Blaze Foley no Texas em 2018 Getty Images via BBC O que Foley teria achado de tudo isso? "Blaze talvez tivesse gostado, porque na foto que acompanhava a música, ele parecia bem mais magro, com uns 15 kg a menos, e ainda ganhou um corte de cabelo moderno", ri McDonald. "Mas ele também diria: 'Quero aqueles 10% de cada centavo que o Spotify está arrecadando. Mandem para mim'." Considerando que a era do streaming já causou grandes perdas na renda de muitos artistas, Emily Portman diz que esse caso parece um "golpe muito baixo". Além de ter que lidar com um impostor de inteligência artificial, ela agora está gravando seu primeiro álbum solo (de verdade) em 10 anos ? o que, ao contrário da IA, exige tempo, dinheiro e profunda criatividade pessoal. Ela diz que o disco custará pelo menos R$ 70 mil no total, para pagar as pessoas de verdade que tocam, produzem, lançam e promovem o disco. Mas o resultado, ela se entusiasma, será algo genuíno e humano. "Estou realmente ansiosa para trazer música de verdade ao mundo!" 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