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NOTICIA

16/07/2024

O WhatsApp pirata que abre as portas do celular para hackers

WhatsApp GB se populariza com oferta de funções exclusivas, mas pode deixar celular vulnerável a ataques virtuais. WhatsApp GB se tornou popular por ter funções inexistentes no aplicativo original Getty Images via BBC O WhatsApp é o aplicativo de mensagens mais popular do mundo. Segundo levantamento da britânica SimilarWeb, 1,2 bilhão de pessoas o acessam diariamente em todo o mundo. Mas uma versão pirata do programa está ficando tão popular no Brasil que virou tema de músicas e preocupa especialistas em tecnologia por deixar o celular mais vulnerável: o WhatsApp GB. Trata-se de uma versão não autorizada do aplicativo original, que pode deixar os celulares onde é instalado mais vulneráveis a ataques de hackers. O WhatsApp GB ficou muito popular porque oferece uma série de funções extras que não estão disponíveis no aplicativo oficial. Isso levou Rosana* (nome fictício), de 45 anos, que mora na região central de São Paulo, a instalar o aplicativo pirata no seu celular. ?Quis fugir um pouco das minhas amigas curiosas e vigiar meu marido, que trabalha fora", diz Rosana, sorrindo. "Eu aprendi a instalar e uso até hoje para aparecer offline, para que não fiquem me julgando, e ainda leio tudo o que tentam esconder de mim." Especialistas em tecnologia da informação e hackers que trabalham testando os sistemas de segurança de grandes empresas ouvidos pela BBC News Brasil afirmam, no entanto, que esses programas piratas trazem riscos. Em troca de funções exclusivas, as pessoas deixam seus celulares mais vulneráveis a ataques de hackers. Como esconder o status 'online' do WhatsApp WhatsApp: veja como tirar o 'online' do status e aprenda a 'sair de fininho' dos grupos O que é o WhastApp GB O WhatsApp GB ? e outras versões piratas do aplicativo que se popularizaram no Brasil, como o Aero e o Plus ? são feitos a partir do código de programação básico do programa oficial, chamado de código-fonte. Isso é feito por usuários ou até mesmo grupos de programadores e empresas que fazem modificações, ou "mods" no linguajar da programação, no código original para criar novas funções. Esses aplicativos piratas podem ser instalados em aparelhos Android, o sistema operacional para celulares do Google, que é o mais popular no Brasil e no mundo como um todo. Mas esses programas não são encontrados na Play Store, porque não são aprovados para uso pela plataforma. Isso significa que as fabricantes de celulares Android e o Google, responsável pela loja de aplicativos, não garantem que é seguro usá-los. Geralmente, os links para download de aplicativos como o WhatsApp GB estão hospedados em blogs, fóruns ou sites especializados em tecnologia. A reportagem procurou os desenvolvedores desses aplicativos para comentar suas funções, mas não obteve respostas. Especialista de empresa de tecnologia diz que pessoas que baixam WhatsApp GB muitas vezes desconhecem os riscos que elas assumem ao usá-lo Divulgação O gerente de segurança da informação Wellington Silva diz que é difícil saber se há brasileiros entre os desenvolvedores do aplicativo pirata. No entanto, afirma que ele foi produzido por um grupo especializado em fazer modificações de softwares para que esses aplicativos tenham funções ou design diferentes dos originais. ?Basicamente, eles utilizam da estrutura tradicional do código do WhatsApp para compor uma versão que possibilite você trazer personalizações?, explica Wellington Silva. Quem usa o aplicativo pirata ainda pode ser banido e ser impedido de usar a versão oficial definitivamente, segundo o WhatsApp. Os riscos de usar o WhatsApp pirata Ao instalar o WhatsApp GB e outras versões piratas do programa, é preciso dar ao aplicativo acesso a todos os arquivos armazenados no celular, como fotos, vídeos e arquivos em geral. Só que, no caso desses aplicativos modificados, essa permissão é dada a um desenvolvedor desconhecido, sem qualquer garantia de que essas informações não serão usadas de forma indevida. Instalar um aplicativo não autorizado por uma loja oficial em seu aparelho pode ainda abrir algumas ?portas? de segurança do celular, que fica vulnerável a ataques digitais. Wellington Silva, gerente de segurança da informação na Palo Alto Networks, uma multinacional americana especializada em segurança cibernética, afirma que muitas pessoas baixam o WhatsApp GB sem se preocupar ou ter conhecimento desse risco. ?Tudo depende do preço que você está disponível a pagar quando você utiliza essas facilidades?, diz Silva. "Não existe almoço grátis e a sua privacidade está em jogo quando você passa a utilizar aplicativos não homologados pela Play Store." Silva alerta que, sem o WhatsApp original e a criptografia do programa oficial ? uma programação que protege informações e garante a privacidade da conversa ?, um hacker pode invadir o celular e roubar as informações privadas contidas nas conversas das vítimas. Isso vai desde a localização em tempo real até informações sobre o local de residência, senhas e quaisquer outros dados pessoais contidos nas mensagens. Golpes no Whatsapp: saiba como se proteger Dois especialistas em segurança que trabalham protegendo empresas de ataques hackers e , que pediram para não ser identificados porque não têm autorização das empresas para compartilhar informações com a imprensa, afirmam que a instalação de programas piratas cria outros riscos. "Uma das coisas que podem ser feitas, além de roubar dados pessoais, como fotos, áudios, mensagens e senhas armazenadas no dispositivo, é fazê-lo trabalhar para o invasor", explica um destes especialistas. "É possível que um invasor faça uma programação para que parte da rede de internet deste aparelho seja usada para minerar criptomoedas." Isso quer dizer que o celular é transformado em uma ferramenta para realizar operações digitais que geram como recompensa moedas digitais, que vão para a conta de quem assumiu o controle do aparelho. Os especialistas em segurança digital afirmam que isso, caso seja feito em larga escala, pode gerar uma grande receita para os invasores. Enquanto isso, o celular da vítima pode ficar mais lento para carregar conteúdos, porque parte do processador e do pacote de dados de internet estão sendo usados por criminosos, sem que ela saiba. Essa informação é confirmada pelo gerente de segurança Wellington Silva. "Vi casos reais nos quais os dispositivos estavam sendo utilizados para fazer essa mineração de cripto", afirma. Geralmente, essa mineração é feita de maneira mais eficaz usando supercomputadores. No entanto, boa parte dos celulares usados atualmente têm uma grande capacidade de processamento ? essencial para a atividade. "Hoje, o celular é um computador, com recursos de memória e processamento que computadores de dez anos atrás não tinham", diz Silva. Isso leva hackers mal-intencionados a invadirem celulares em larga escala para minerar criptomoedas. Caso o celular seja invadido por meio do aplicativo pirata ou até mesmo a aplicação tenha problemas de instabilidade, como travamentos, o usuário pode ter dificuldade em resolver esses problemas pelos canais oficiais porque aceitou baixar um programa sem homologação e garantia da loja de aplicativos oficial. O WhatsApp afirmou por meio de nota que "não pode validar as medidas de segurança implementadas? pelos aplicativos e extensões não oficiais, como o WhatsApp GB. Tema de música Apesar disso, o WhatsApp GB se tornou muito popular e diversos compositores já o citaram. Em 2022, a dupla Hélio & Junior compôs uma canção que fala sobre as principais funções do WhatsApp GB e insinuam que elas foram usadas para ocultar traições. "Agora o zap é GB, ela não manja não Tem um lugar secreto pros amores de colchão Agora o zap é GB, ela não manda em mim De segunda a segunda, na cara do danadin" O compositor Dilsinho Nóbrega também, escreveu a música "Ela usa o WhatsApp GB" com base no sucesso do programa entre usuários no Brasil. Há ainda um funk que também leva o nome do aplicativo, composta por MC Carlinhos Na Voz. Além das músicas, usuários do aplicativo e especialistas ouvidos pela reportagem dizem que a comunicação boca a boca é a maior responsável pelo sucesso do aplicativo pirata. Segundo a Similarweb, 1,2 bilhão de pessoas acessam diariamente o WhatsApp oficial em todo o mundo Reuters/Thomas White Saber o número de usuários, no entanto, é impossível já que não há nenhum dado oficial. "Eu nunca vi nenhuma propaganda, mas já ouvi muita gente recomendando para amigos ou vizinhos. Eu mesma conheci por causa de uma colega de trabalho?, diz Rosana, que instalou o WhatsApp GB para espionar o marido. O WhatsApp reforçou em nota enviada à BBC News Brasil que a instalação dos aplicativos piratas viola seus termos e serviços e que isso "pode levar ao banimento da conta". Em sua página oficial, o aplicativo diz que "não há nenhuma garantia de que suas mensagens e seus dados, como localização ou arquivos compartilhados, permanecerão privados e seguros", caso você instale um aplicativo pirata.

15/07/2024

Meta retira restrições severas às contas de Trump no Facebook e no Instagram por causa da campanha eleitoral

Desde janeiro de 2023, o ex-presidente seguia regras diferentes em ambas as plataformas e corria o risco de ficar suspenso por até dois anos caso publicasse 'conteúdo violador', mesmo que de baixo impacto. Donald Trump no banco dos réus no primeiro dia de julgamento pela acusação de ocultar pagamentos a ex-atriz pornô durante a campanha de 2016, em 15 de abril de 2024. Angela Weiss/Pool via Reuters A Meta anunciou que o ex-presidente Donald Trump não está mais sujeito a restrições severas por violações de regras no Facebook e no Instagram. A decisão foi comunicada por Nick Clegg, presidente de assuntos globais da big tech, na última sexta (12). Anteriormente, Trump podia ser suspenso de ambas as redes caso publicasse "conteúdo violador", ainda que de baixo impacto. Segundo as regras da empresa para o republicano, a suspensão variava entre um mês e dois anos, dependendo da gravidade da violação. Em 2021, a Meta decidiu suspender os perfis de Trump após o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro daquele ano. Em janeiro de 2023, a companhia de Mark Zuckerberg reativou as contas, porém com regras mais duras. Agora, a Meta retirou as penalidades mais severas devido à campanha eleitoral deste ano. "Ao avaliar nossa responsabilidade de permitir a expressão política, acreditamos que o povo americano deve ouvir os indicados à Presidência na mesma base", escreveu Nick Clegg. "Como resultado, o ex-presidente Trump, como indicado do Partido Republicano, não estará mais sujeito às penalidades de suspensão aumentadas. Todos os candidatos permanecem sujeitos aos mesmos Padrões da Comunidade que todos os usuários do Facebook e do Instagram", completou. A Meta não foi a única empresa a suspender Trump de suas plataformas após o ocorrido em 6 de janeiro de 2021. O YouTube (que pertence ao Google) e o Twitter (agora conhecido como X) também desativaram os perfis do ex-presidente. Atualmente, assim como nas redes da Meta, Trump já está autorizado a publicar tanto no YouTube como no X. Brasil manda 4x mais áudios no WhatsApp do que outros países, diz Zuckerberg Brasil manda 4x mais áudios no WhatsApp do que outros países, diz Zuckerberg Samsung lança anel que monitora sono e atividades físicas Samsung lança anel que monitora sono e atividades físicas Conheça o GPT-4o, novo modelo de IA usado pelo ChatGPT Conheça o GPT-4o, novo modelo de IA usado pelo ChatGPT

15/07/2024

Golpistas enviam mensagens falsas sobre restituição do Imposto de Renda; veja como se proteger

Mensagem inclui link que imita site do governo federal e induz usuários a enviarem PIX para agilizar o suposto pagamento. Receita Federal alerta que não inclui links nem pede informações pessoais em comunicações pela internet. Golpe induz usuários a pagarem PIX para receber suposta restituição do Imposto de Renda Reprodução Criminosos estão se passando pelo governo federal em mensagens fraudulentas sobre a restituição do Imposto de Renda. O golpe da vez tenta induzir as vítimas a enviarem um PIX para agilizar o suposto pagamento. Tudo começa em um SMS com um alerta falso de que o valor a ser restituído no Imposto de Renda está prestes a vencer e que, para o contribuinte receber o pagamento imediatamente, é preciso clicar em um link. ?? Mas lembre-se: se você tiver valores a receber, ele será depositado automaticamente na conta que você informou na declaração, seguindo o cronograma da Receita Federal. Você não precisa solicitar a transferência em nenhum lugar. A Receita Federal, responsável pelo Imposto de Renda, não envia links nem solicita dados em mensagens pela internet. Por isso, se você receber esta mensagem, não clique no link (veja ao final como identificar mensagens falsas). Como funciona o golpe? A mensagem está circulando há algumas semanas e indica que é enviada por GOVBR, uma tentativa dos golpistas de se passarem pela plataforma gov.br, criada para permitir o acesso a vários serviços públicos na internet. O link falso leva para um site que imita o do governo federal e leva a vítima a inserir CPF e senha do gov.br. Depois, a página pede para confirmar dados como nome da mãe e data de nascimento. Os golpistas ainda orientam a informar uma chave PIX para onde seria destinado o valor da restituição. E informam que, para confirmar o processo, o contribuinte deve pagar uma suposta taxa do Banco Central via PIX. Mas a chave informada no site é um CNPJ que não tem relação com o Banco Central. O g1 identificou que é titular é, na verdade, uma microempresa registrada na última sexta-feira (12), na cidade de São Paulo. Veja o calendário dos lotes de restituição do Imposto de Renda Hacker coloca à venda suposta lista de quase 10 bilhões de senhas: você deve se preocupar? Golpe induz vítima a pagar taxa para receber suposta restituição do Imposto de Renda Reprodução Como se proteger? Neste caso, somente clicar no link não oferece riscos como vírus para o dispositivo, já que o objetivo é levar a pessoa a fazer uma transferência por PIX. Também há a possibilidade de golpistas coletarem dados do gov.br, ainda que nos testes do g1, foi possível acessar o sistema com senhas fictícias. Há alguns indícios que apontam que uma mensagem é falsa e podem te ajudar a não cair em um golpe. Veja abaixo alguns elementos presentes neste tipo de fraude. ? E-mails ou mensagens de texto com links ou solicitações de dados ou de correções nas declarações ? a Receita Federal não inclui esses itens em suas comunicações pela internet ? O link não tem o final ".gov.br", usado por sites de órgãos públicos ? neste caso, ele termina com ".com" e ainda direciona o usuário para outro endereço ?? O autor da mensagem, GOVBR, tenta se passar pelo gov.br, mas ao clicar no contato, não há mais informações sobre o número que enviou o SMS ? Os golpistas tentam trazer um senso de urgência ao dizer que o prazo está prestes a vencer, induzindo a vítima a clicar no link e seguir as instruções; ?? Texto não segue padrão de mensagens oficiais, ficando sem acentuação e pontuação corretas, além de letras maiúsculas no início das palavras "Imposto de Renda" A Receita Federal também orienta a não abrir anexos, que podem ser programas criados para causar danos ao computador ou coletar suas informações, e orienta: em caso de dúvida, use o site do órgão ou o e-CAC, dois canais oficiais para verificar a autenticidade das comunicações. LEIA TAMBÉM: Confira os 5 golpes do PIX mais comuns feitos pelo celular Como detectar golpes de ofertas falsas de emprego no WhatsApp Golpe do advogado: criminosos se passam por profissionais reais para cobrar 'despesas' de processos Golpes no Whatsapp: saiba como se proteger Saiba se está sendo vigiado: veja sinais um celular infectado com aplicativo espião

13/07/2024

CapCut vai deixar de oferecer armazenamento gratuito a partir de agosto

A ByteDance, dona do app de edição de vídeos, também anunciou que está limitando o número de colaboradores em uma só conta no plano grátis. CapCut vai deixar de oferecer armazenamento gratuito a partir de agosto Unsplash/Onur Binay O CapCut anunciou que vai encerrar o armazenamento gratuito em nuvem em seu app a partir do dia 5 de agosto de 2024. Depois dessa data, os usuários deverão assinar um dos planos oferecidos para conseguir salvar os vídeos editados. A alteração estará em vigor em todos os mercados que o CapCut opera, incluindo o Brasil, confirmou a ByteDance, dona do app de edição de vídeos e também do TikTok, ao g1. Em um alerta no aplicativo, o CapCut diz que a pessoa ainda pode "baixar seus projetos e arquivos existentes, mas não pode carregar novos nem fazer alterações. Para usar todos os recursos do espaço, você precisa assinar um plano de armazenamento". Até então, o app disponibilizava 1 GB sem custo para todo mundo. No Brasil, os planos de armazenamento do CapCut custam a partir de R$ 7,90 e podem chegar a R$ 36,90 por mês, dependendo do espaço escolhido. Outra mudança anunciada é o encerramento do acesso a uma conta por até cinco pessoas no plano gratuito. A partir de agosto, esse limite será de duas pessoas. Um porta-voz da ByteDance, dona do TikTok e do CapCut, disse que "os usuários poderão adicionar um colaborador à sua conta CapCut gratuitamente. Caso queiram colaborar com mais pessoas, o CapCut oferece o pacote Team Tier, que permite que os usuários colaborem com mais contas para usar o mesmo espaço na nuvem". LEIA TAMBÉM: Banco Central alerta sobre vazamento de quase 40 mil chaves Pix de clientes da 99Pay Hacker coloca à venda suposta lista de quase 10 bilhões de senhas: você deve se preocupar? 'Cupido' no Tinder: Saiba como seus amigos podem te ajudar a escolher um 'ficante' no app VÍDEO: Jovens estão trocando o Google pelo TikTok na hora fazer pesquisas Jovens estão trocando o Google pelo TikTok na hora fazer pesquisas VÍDEO: Brasil manda 4x mais áudios no WhatsApp do que outros países, diz Zuckerberg Brasil manda 4x mais áudios no WhatsApp do que outros países, diz Zuckerberg VÍDEO: Como denunciar postagens no Instagram, TikTok e Kwai e em outras redes sociais Como denunciar postagens no Instagram, TikTok e Kwai e em outras redes sociais

12/07/2024

Governo avalia liberar Fortune Tiger no Brasil e bloquear acesso a sites do exterior

Segundo integrantes do Ministério da Fazenda, caça-níquel virtual precisa de alguns ajustes para estar adequado à categoria de jogos online prevista na lei das bets. Portaria que regulamenta o segmento deve ser publicada neste mês. Governo avalia se pode liberar o jogo do Tigrinho O governo federal acredita que o Fortune Tiger pode ser oferecido pelas plataformas de apostas estabelecidas no Brasil e pretende bloquear sites que ofereçam esse jogo online a partir do exterior (entenda mais abaixo). A informação é de integrantes do Ministério da Fazenda ouvidos pelo g1. LEIA TAMBÉM: Bets vão ter de fazer classificação de risco dos apostadores e comunicar operações suspeitas ao Coaf ? Um dos mais populares caça-níqueis online no Brasil atualmente, o Fortune Tiger foi criado por uma empresa com sede em Malta e é oferecido aos jogadores brasileiros por plataformas de apostas sediadas no exterior; ? O Fortune Tiger é um tipo de caça-níquel, ou jogo de slots. Nesse tipo de jogo, os resultados devem ser definidos de forma aleatória e o prêmio deve depender exclusivamente da sorte. Os apostadores podem ganhar, mas, normalmente, a maior chance é de perder (semelhante ao que acontece, por exemplo, numa loteria.) ? O setor das bets e alguns especialistas avaliam que o Fortune Tiger se enquadra no trecho da lei das bets. Isso porque ela trata jogos online baseados em aleatoriedade. Outros veem como ilegal em razão de um decreto-lei de 1946 que proíbe jogos dependentes exclusivamente da sorte; ? Oficialmente, o Ministério da Fazenda diz que ainda está elaborando as normas sobre jogos online que vão definir se um determinado jogo cumpre ou não as regras para ser oferecido a partir das empresas sediadas no Brasil. Em reservado, entretanto, integrantes do Ministério da Fazenda ouvidos pelo g1 dizem que o Fortune Tiger ? conhecido popularmente como jogo do tigrinho ? tem quase todas as características necessárias para se enquadrar na lei das bets, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula (PT) em dezembro de 2023. Na visão dessas fontes, a lei que trata das apostas esportivas abriu a possibilidade de as plataformas oferecerem jogos online como o Fortune Tiger, definidos como aqueles em que: a) há quota fixa, ou seja, o apostador sabe quanto ganhará a depender de quanto apostar e do resultado; b) em que o resultado é determinado de forma aleatória, a partir de um gerador randômico de números, símbolos, figuras ou objetos. Os integrantes da Fazenda ressaltam que, atualmente, outros jogos com características semelhantes ao Fortune Tiger, que também usam roletas e símbolos, podem não ter as condições para serem oferecidos legalmente no Brasil. Para validar quais jogos atendem a essas condições, a lei das bets previu que todos os jogos passem por certificação de empresas credenciadas pelo Ministério da Fazenda. Até o momento, há quatro: Gaming Associates Europe Ltd, BMM Spain Testlabs, eCogra Limited e Gaming Laboratories International LLC. SP teve mais de 500 registros de BOs contra o cassino online; suspeitos podem responder por quatro crimes Bloqueio de acesso a sites hospedados no exterior O mercado regulado de apostas no Brasil vai começar a funcionar em 1º de janeiro de 2025. A partir de então, as empresas que quiserem oferecer os serviços no Brasil vão precisar estar sediadas no país e cumprir as regras estabelecidas pelo Ministério da Fazenda, como a certificação de jogos e a abertura de um domínio bet.br. Até hoje, duas empresas pediram autorização para operar no Brasil. Para evitar que os jogadores sigam jogando em sites do exterior, o Ministério da Fazenda quer que o acesso a eles seja bloqueado, e para isso pretende acionar a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que ficaria responsável por acionar as operadoras de internet. Nesse sentido, nas últimas semanas, a Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj), que tem feito credenciamento de plataformas de apostas online, foi à Justiça para tentar impedir que sites de bets não credenciados por ela fossem impedidos de oferecer o serviço para apostadores do estado. A medida é vista na Fazenda como precipitada. Fortune Tiger Reprodução Bets vão ter de fazer avaliação de risco de apostadores Segundo o g1 apurou, o Ministério da Fazenda deve publicar ainda este mês 7 portarias para regulamentar o mercado de apostas. Uma delas, publicada nesta sexta-feira (12), estabelece que as plataformas estabelecidas no Brasil terão que identificar, qualificar e fazer classificação de risco dos apostadores e comunicar transações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do governo federal que atua no combate à lavagem de dinheiro (leia mais). Outras devem tratar de Regras para os caça-níqueis virtuais e outros jogos online; Direitos e deveres das casas de aposta com os apostadores; Prevenção ao vício em jogos; Promessas infundadas de lucro são proibidas Nos últimos meses, operações policiais em vários estados do país têm mirado influenciadores que divulgam jogos tipo o Fortune Tiger. Em Alagoas, por exemplo, a Polícia Civil descobriu que uma influenciadora usava uma conta de demonstração, que prometia um ganho rápido de R$ 500 que não acontece quando se joga de fato. A suspeita, em casos como esses, é de estelionato, que é o crime de lucrar ilegalmente induzindo alguém a erro. A lei das bets trata do assunto. Ela proíbe as plataformas de veicular informações infundadas sobre a probabilidade de ganhar ou de dar a entender que as apostas podem ser uma alternativa ao emprego, solução para problemas financeiros, fonte de renda adicional ou forma de investimento financeiro. Além disso, a lei obriga empresas que ofertam publicidade na internet a excluir as propagandas que estejam em desacordo com as regras. Ansiedade e promessa de lucro fácil levam apostadores a caça-níqueis on-line na madrugada Como bloquear o ?Jogo do tigrinho? no WhatsApp: Como bloquear o ?Jogo do tigrinho? no WhatsApp Lives do jogo do tigrinho surgem em canais de YouTube sobre culinária e jogos infantis: Lives do jogo do tigrinho, surgem em canais de YouTube sobre culinária e jogos infantis Contas de 'jogo do tigrinho' inundam Instagram: Contas de 'jogo do tigrinho' inundam Instagram

12/07/2024

Bets vão ter de fazer classificação de risco dos apostadores e comunicar operações suspeitas ao Coaf

Para operar no Brasil, as empresas de aposta deverão validar a identidade dos apostadores e fazer uma classificação de risco para clientes, funcionários e fornecedores. Apostas esportivas; jogos online Joédson Alves/Agência Brasil As plataformas de apostas (popularmente conhecida como bets) estabelecidas no Brasil terão que identificar, qualificar e fazer classificação de risco dos apostadores e comunicar transações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do governo federal que atua no combate à lavagem de dinheiro. As determinações constam de uma portaria da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda publicada nesta sexta-feira (12) no Diário Oficial da União. ?A portaria publicada é, segundo o g1 apurou, parte de uma série de normas que o Ministério da Fazenda deve publicar ainda neste mês para regulamentar a lei, publicada em 2023, que regulamenta o mercado de apostas esportivas e jogos online no Brasil. Uma delas vai ser só sobre os jogos on-line, nos quais se enquadram caça-níqueis on-line, como o Fortune Tiger (popularmente conhecido como jogo do tigrinho). LEIA TAMBÉM: Governo avalia liberar Fortune Tiger e bloquear acesso a sites estrangeiros Segundo a portaria desta sexta, a qualificação do apostador inclui avaliar a compatibilidade entre a capacidade econômico-financeira dele e a apostas que ele faz e checar se ele é uma pessoa exposta politicamente ou próxima de alguma. De acordo com a portaria, devem ser objeto de especial atenção as apostas em que haja sinais de falta de fundamentação econômica ou legal, sejam incompatíveis com as práticas do mercado ou tenham indícios de lavagem de dinheiro ou de financiamento ou à proliferação de armas de destruição em massa. Também devem ser objeto de atenção especial, entre outras: Apostas esportivas na categoria bolsa de apostas ? as bet exchange, nas quais o fator multiplicador da aposta, conhecido como odds, é definida não pela plataforma e sim pelos próprios apostadores ? em que haja indício de arranjo entre os apostadores para resultados diferentes e, dividirem o dinheiro do prêmio entre si; Movimentações atípicas de valores de forma que possa sugerir o uso de ferramenta automatizada; Incompatibilidade entre as operações realizadas pelo apostador e sua profissão ou sua situação financeira aparente; As informações devem ser preservadas pelas empresas de aposta por, no mínimo, cinco anos. Além de apostadores, as bets terão de fazer classificação de risco de funcionários e fornecedores. As regras começam a valer em 1º de janeiro de 2025, quando começa a funcionar o mercado regulado de apostas no Brasil. Até o momento, 2 bets se credenciaram para operar a partir do país. Ansiedade e promessa de lucro fácil levam apostadores a caça-níqueis on-line na madrugada Apostas esportivas: governo proíbe pagamento com cartão de crédito, dinheiro em espécie e criptoativos Lei das bets foi publicada em 2023 Entenda a diferença entre as duas modalidades: ? jogos on-line são aqueles em que o resultado é determinado de forma aleatória, a partir de um gerador randômico de números, símbolos, figuras ou objetos ? definido por sistema de regras. ? apostas esportivas envolvem o desempenho de atletas reais, portanto, não dependem da aleatoriedade. Quem pode apostar? A lei das bets atribui às empresas a responsabilidade por impedir que as seguintes pessoas apostem: ?menor de 18 (dezoito) anos de idade; ? proprietário, administrador, diretor, pessoa com influência significativa, gerente ou funcionário do agente operador; ?agente público com atribuições diretamente relacionadas à regulação, ao controle e à fiscalização da atividade no âmbito do ente federativo em cujo quadro de pessoal exerça suas competências; ?pessoa que tenha ou possa ter acesso aos sistemas informatizados de loteria de apostas de quota fixa; ?pessoa que tenha ou possa ter qualquer influência no resultado de evento real de temática esportiva objeto de loteria de apostas de quota fixa, incluídos: ? pessoa que exerça cargo de dirigente desportivo, técnico desportivo, treinador e integrante de comissão técnica; ? árbitro de modalidade desportiva, assistente de árbitro de modalidade desportiva, ou equivalente, empresário desportivo, agente ou procurador de atletas e de técnicos, técnico ou membro de comissão técnica; ? membro de órgão de administração ou de fiscalização de entidade de administração de organizadora de competição ou de prova desportiva; ? atleta participante de competições organizadas pelas entidades integrantes do Sistema Nacional do Esporte; ?pessoa diagnosticada com ludopatia, por laudo de profissional de saúde mental habilitado; e ? outras pessoas previstas na regulamentação do Ministério da Fazenda. ? Ludopatia, ou vício em jogos de azar, é classificada pelos CID-10-Z72.6 (mania de jogo e apostas) e CID-10-F63.0 (jogo patológico).estão autorizados a operar no Brasil. Associação nacional aprova medida Em nota, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) disse que a avaliação da portaria é positiva. "Uma vez que traz medidas a serem implementadas pelos operadores que vão contribuir para o controle da integridade da indústria no Brasil, diz a nota. A associação destaca, ainda, que as medidas serão tomadas pelas bets que atuarem regulamentadas no Brasil, "o que reforça a importância do combate aos sites clandestinos, que não terão qualquer compromisso com essas regras", diz a nota. Propagandas fraudulentas do "Jogo do Tigrinho" invadem celulares e redes sociais

12/07/2024

'Cupido' no Tinder: Saiba como seus amigos podem te ajudar a escolher um 'ficante' no app

Aplicativo permite que seus conhecidos tenham acesso aos perfis da plataforma para 'indicar' aquelas pessoas que mais combinam com você. 'Cupido' no Tinder: Saiba como convidar amigos para te ajudar a arrumar um romance no app Divulgação/Tinder O app de relacionamentos Tinder tem um recurso que permite aos seus amigos e familiares recomendarem perfis que têm a ver com você. Esses conhecidos podem fazer "aprovações" mesmo sem ter uma conta no aplicativo. ? A funcionalidade é chamada de "Tinder matchmaker" ("Tinder casamenteiro", em tradução livre). Para usá-lo, você deve enviar um link do perfil de quem ficou interessado para até 15 pessoas. Depois, os seus cupidos têm até 24 horas para analisar os pretendentes. Veja o passo a passo para ativá-lo?: abra o aplicativo Tinder e clique em "Configurações"; vá até o tópico "Matchmaker" e clique em "Configurações"; ative a opção "Mostrar meu perfil no Matchmaker"; logo abaixo terá a opção de clicar em "Chame seus amigos pra dar uma de cupido"; após clicar na sessão, escolha por qual canal (WhatsApp, Instagram, Facebook, etc) para compartilhar o link exclusivo do perfil interessado com os amigos. Assim que o "cupido" obtiver o link, ele poderá entrar no Tinder pelo navegador como convidado, sem precisar criar uma conta no aplicativo. A partir daí, ele terá a opção de "curtir" o perfil sugerido. Caso o pretendente seja do agrado do cupido, ele poderá dar "like" no perfil e o usuário original do Tinder vai receber uma recomendação. No entanto, as permissões do matchmaker se limitam a apenas esta etapa. Ele não pode enviar mensagens ou "dar like". LEIA TAMBÉM: VEJA TAMBÉM: Samsung lança anel que monitora sono e atividades físicas 'Stalking': saiba quando a perseguição na internet se torna crime Brasil manda 4x mais áudios no WhatsApp do que outros países, diz Zuckerberg Os bastidores, as estratégias e a rotina de quem ganha a vida vendendo vídeos de sexo

12/07/2024

Hacker coloca à venda suposta lista de quase 10 bilhões de senhas: você deve se preocupar?

Batizado de RockYou2024, arquivo seria o maior pacote de senhas roubadas da história, segundo site dos EUA especializado em cibersegurança. Mas especialistas levantam dúvidas sobre verdadeiro potencial. RockYou2024 é uma lista que supostamente inclui quase 10 bilhões de senhas de vários serviços online Pexels Uma lista com quase 10 bilhões de senhas que teriam sido vazadas de vários serviços na internet foi colocada à venda no começo do mês. Segundo pesquisadores do site americano Cybernews, este seria o maior pacote de senhas roubadas da história. O arquivo foi batizado como RockYou2024 e, de acordo com a página especializada em cibersegurança, inclui exatamente 9.948.575.739 senhas em texto simples, isto é, sem criptografia. O veículo também afirmou que a compilação parece ter senhas coletadas de 4.000 bancos de dados ao longo de duas décadas. Só que, ainda segundo o Cybernews, a maioria das senhas já tinha sido anunciada na internet em 2021, em outra versão do RockYou, que alegava reunir 8,4 bilhões de credenciais. Ou seja, muitas delas podem já ter sido substituídas. Além deste fator, especialistas colocam em dúvida o potencial dessa lista pelos seguintes motivos: os registros, em sua maioria, parecem não ser senhas, de fato, e sim palavras tiradas de sites como Wikipedia; a RockYou2024 supostamente reúne apenas senhas, sem que elas estejam associadas a e-mails ou nomes de usuários, dificultando invasões a contas; parte das senhas que realmente foram vazadas pode estar corrompida, isto é, não ser exibida da forma correta, o que faria esses registros serem inutilizados. ?? Mas isso significa que não há motivos para preocupação? Não é bem assim. Listas de senhas como a RockYou2024 podem ser usadas por criminosos para aplicar os chamados "ataques de força bruta". "No ataque de força bruta, você tem uma lista de senhas conhecidas, vai a um site e tenta usar toda a lista para logar em uma conta. Tentam-se diferentes combinações na esperança de que a vítima esteja usando uma delas", explicou ao g1 o engenheiro de pesquisa sênior da Tenable, Satnam Narang. Saiba mais abaixo sobre o RockYou2024, quais os riscos das listas de senhas e como se proteger. O que é RockYou2024? RockYou é uma referência à antiga empresa de serviços online que sofreu um vazamento de dados em 2009. Na ocasião, 32 milhões de contas foram expostas após terem suas senhas armazenadas sem criptografia. Desde então, outras listas de senhas aproveitaram este nome e passaram a circular na internet. A RockYou2024 é a atualização mais recente, divulgada em 4 de julho. O que tem na RockYou2024? A lista foi anunciada como um arquivo de texto com bilhões de senhas, sem referência a outros tipos de dados, como e-mails e nomes de usuário, que costumam ser citados para aumentar o interesse por esse tipo de material. Na RockYou2021, a compilação não incluiu nomes de usuário, mas tinha um problema maior: a maioria das supostas senhas não eram credenciais vazadas, e sim palavras retiradas do Wikipedia e do Projeto Gutenberg, site que digitaliza obras literárias. A informação foi revelada na época por Troy Hunt, criador do site "Have I Been Pwned", que monitora vazamentos de dados. Sobre a nova versão da RockYou, ele afirmou que não há motivos para se preocupar. "Essas não são senhas violadas, são apenas sequências de texto coletadas de todos os tipos de fontes diferentes", afirmou Hunt, no X, no início de julho. Em uma análise de 2021, Hunt também disse que sequer existem 8,4 bilhões de senhas únicas para serem exploradas ao considerar o número aproximado de usuários de internet, de senhas repetidas em vários serviços e de tantos sistemas que não sofreram violações. E há outro ponto para se atentar: é possível que trechos do arquivo que foram obtidos em vazamentos já tenham sido modificados e nem sejam mais exibidos corretamente. Segundo o gerente de engenharia da empresa de ciberseguranaça Palo Alto Networks, Wellington Silva, "muitas vezes, as senhas podem vir num formato corrompido, às vezes, por caracteres especiais que são removidos ou senhas que são muito longas". Parte das senhas pode ser exploradas, mas algumas delas acabam "quebradas", ou seja, sem a devida formatação. Segundo Wellington, isso acontece "porque não foi possível vazar toda a estrutura da senha, às vezes, pelo procedimento usado para extrair essas informações". Tecno Lógica: Senhas de futebol estão entre as mais usadas na internet; entenda por que é inseguro utilizá-las Para que servem listas de senhas? Esse tipo de material serve para os "ataques de dicionário" ou "ataques de força bruta", métodos menos sofisticados em que hackers buscam invadir contas por tentativa e erro, a partir da combinação de um e-mail ou nome de usuário com as senhas presentes na lista. A técnica não serve para serviços online mais conhecidos, que costumam limitar o login depois de um determinado número de tentativas de acesso erradas. Mas pode ser útil para sites menores, em que não há tanta segurança. "Força bruta significa que está se tentando tudo, está se usando tudo ao alcance para tentar arrombar a porta. Então, você continua tentando, tentando, até que algo funcione", afirmou Narang, da Tenable. Depois de descobrir o login e senha de um serviço menos conhecido, cibercriminosos podem testar a combinação em plataformas maiores, como redes sociais e e-mails, na esperança de que o titular usou a senha em mais de um lugar. "Tentarão usar esses dados em outro site. Isso é mais fácil do que tentar o ataque de força bruta, onde se tenta todas as combinações de senhas", disse Narang. Como se proteger? Não há um meio de evitar com 100% de certeza que suas informações sejam expostas indevidamente, avaliou o diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina, Fabio Assolini. "O vazamento de dados é algo impossível de evitar", disse. "Hoje, o usuário deve entender que já não é questão de se os dados vão vazar, mas quando. É inevitável. A partir disso, você precisa adotar hábitos para diminuir o prejuízo desse vazamento". Para aumentar sua segurança na internet, especialistas ouvidos pelo g1 sugerem as medidas abaixo. Use senhas diferentes, sem repeti-las em vários serviços; Para lembrar de todas, adote um gerenciador de senhas ? alguns deles informam caso elas apareçam em vazamentos de dados (saiba mais sobre eles); Ative o gerenciamento em duas etapas, que exige um segundo fator de autenticação além da senha para acessar suas contas (veja como habilitar nos principais aplicativos); Monitore seus dados por meio de sites como o Have I Been Pwned, que informa se eles apareceram em um vazamento; Informe dados fictícios nos casos em que eles não são necessários ? um site de jogos online nem sempre precisa do seu endereço, por exemplo. Golpes no Whatsapp: saiba como se proteger

11/07/2024

Banco Central alerta sobre vazamento de quase 40 mil chaves Pix de clientes da 99Pay

Empresa afirmou que as chaves foram 'indevidamente acessadas em um incidente recente de segurança'. Segundo o BC, não foram expostos dados sensíveis, como senhas e outras informações sigilosas. 99Pay Divulgação/99 O Banco Central (BC) emitiu um comunicado nesta quarta-feira (10) alertando sobre o vazamento de 39.088 chaves Pix de clientes do banco digital 99Pay. O incidente ocorreu entre os dias 26 de junho e 2 de julho de 2024 e, segundo o BC, não foram expostos dados sensíveis, como senhas e outros dados sigilosos. Por isso, a instituição considera o impacto desse vazamento como "baixo". Em nota enviada ao g1, a 99 disse que as "chaves Pix foram indevidamente acessadas em um incidente recente de segurança" e que o problema já foi resolvido. A empresa também ressaltou que "não foi exposto nenhum dado sensível"(leia o comunicado na íntegra ao final da reportagem). "A empresa já contatou seus usuários afetados, que representam cerca de 0,0003% de sua base, para oferecer esclarecimentos e apoio", completou. Segundo a apuração do BC, foram expostos nome de usuário, o CPF com máscara, a instituição de relacionamento, o número da conta e da agência. O Banco Central disse que iniciou uma apuração do caso e que irá "aplicar medidas sancionadoras previstas na regulação vigente". O que diz a 99: "A 99Pay informa que, lamentavelmente, dados associados a um número reduzido de chaves Pix foram indevidamente acessados em um incidente recente de segurança, já sanado. Não foi exposto nenhum dado sensível, como senhas, informações de transações, saldos financeiros ou qualquer outra informação sigilosa bancária, não acarretando, portanto, em perdas financeiras de qualquer tipo. A empresa já contatou seus usuários afetados, que representam cerca de 0,0003% de sua base, para oferecer esclarecimentos e apoio. As demais pessoas que tiveram seus dados acessados, devido ao incidente, serão notificadas exclusivamente por meio do aplicativo, email ou pelo internet banking da sua própria instituição financeira. A 99Pay reforça seu compromisso com a segurança, a privacidade de dados e o combate às fraudes digitais como prioridade em todas as operações. Seus canais oficiais de atendimento seguem à disposição para responder dúvidas e orientar os usuários da melhor forma possível." LEIA TAMBÉM: Musk diz que Neuralink pretende implantar chip cerebral em mais 6 pessoas ainda neste ano O aplicativo é confiável? Como saber se um programa para Android ou iPhone é seguro Por que o WhatsApp deixa de funcionar em celulares antigos VÍDEO: Samsung lança anel que monitora sono e atividades físicas Samsung lança anel que monitora sono e atividades físicas VÍDEO: Os bastidores, as estratégias e a rotina de quem ganha a vida vendendo vídeos de sexo VÍDEO: Saiba se está sendo vigiado: veja sinais um celular infectado com aplicativo espião Saiba se está sendo vigiado: veja sinais um celular infectado com aplicativo espião

11/07/2024

Musk diz que Neuralink pretende implantar chip cerebral em mais 6 pessoas ainda neste ano

Após problema com o primeiro implantado, que recebeu o equipamento em janeiro, a empresa está retomando as operações. 'Estamos passando para nosso segundo paciente', disse o bilionário em uma transmissão ao vivo. Neuralink, do bilionário Elon Musk, realizou bateria de exames antes de implantar chip em seu primeiro paciente Reprodução/Neuralink O bilionário Elon Musk anunciou na quarta-feira (10) que a Neuralink retomará os implantes cerebrais em humanos, após resolver um problema que afetou a capacidade do primeiro paciente de mover o cursor de um computador com o pensamento, segundo informações da AFP. A empresa, cofundada por Musk em 2016, pretende desenvolver um canal de comunicação direta entre o cérebro e os computadores, inicialmente para devolver a autonomia a pessoas com necessidades médicas, especialmente com tetraplegia. Sua tecnologia, que promete no futuro "libertar o potencial humano", opera através de um dispositivo do tamanho de cinco moedas empilhadas que é inserido no cérebro por meio de cirurgia invasiva e permite controlar dispositivos com a mente (veja abaixo). "Agora, estamos passando para nosso segundo paciente. Mas esperamos, se tudo correr bem, ter mais de cinco ainda este ano", disse Musk em uma transmissão ao vivo no X (ex-Twitter). "Para a próxima fase de implementação, realmente queremos garantir que fazemos o máximo progresso possível entre cada paciente", completou. Em maio de 2023, a empresa recebeu luz verde da Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) para testes clínicos de seu implante. Em janeiro, a Neuralink inseriu seu primeiro implante cerebral em um humano, Noland Arbaugh, de 29 anos, tetraplégico após um acidente de mergulho. A empresa publicou em março um vídeo mostrando Noland jogando xadrez on-line usando sua mente, sem mencionar um detalhe: após a operação, alguns dos cabos revestidos de eletrodos haviam se retraído. Neuralink faz demonstração com 1º paciente a receber seu chip cerebral Como eles servem para captar sinais neurais, o paciente perdeu temporariamente a capacidade de controlar o cursor da tela. A Neuralink informou em maio que resolveu o problema, particularmente melhorando o algoritmo para torná-lo mais sensível aos sinais. Agora, a empresa fez um balanço de seus progressos, incluindo a implantação de cabos em maior profundidade no cérebro para melhorar as capacidades dos pacientes. Musk reiterou em seu discurso que esta tecnologia dará "superpoderes" aos humanos. Segundo ele, a Neuralink pretende aumentar a largura de banda da conexão entre o cérebro e o computador, porque "para a simbiose entre humanos e inteligência artificial, é muito importante poder se comunicar a uma velocidade que a IA possa acompanhar". LEIA TAMBÉM: Banco Central alerta sobre vazamento de quase 40 mil chaves Pix de clientes da 99Pay Funcionários da Samsung estendem greve na Coreia do Sul e decisão pode afetar produção de vários produtos O aplicativo é confiável? Como saber se um programa para Android ou iPhone é seguro Chip da Neuralink Arte/g1 ASSISTA TAMBÉM: Samsung lança anel que monitora sono e atividades físicas Brasil manda 4x mais áudios no WhatsApp do que outros países, diz Zuckerberg Conheça o GPT-4o, novo modelo de IA usado pelo ChatGPT

10/07/2024

Funcionários da Samsung estendem greve na Coreia do Sul e decisão pode afetar produção de vários produtos

Trabalhadores da fabricante sul-coreana pedem aumento salarial e bônus transparentes baseados no rendimento. Empresa nega que a fabricação de seus chips será afetada pela paralisação. Tradutor da nova Galaxy AI no celular Galaxy Z Flip6 Samsung/Divulgação Um sindicato que representa mais de 30 mil funcionários da Samsung na Coreia do Sul anunciou nesta quarta-feira (10) uma "greve geral por tempo indeterminado". Os trabalhadores da empresa defendem melhores salários, entre outras medidas. A greve, a maior na história da Samsung, aumenta a pressão sobre a empresa, que na semana passada anunciou a previsão de alta expressiva no lucro operacional no segundo trimestre. A Samsung é a maior fabricante de chips de memória do mundo e responsável por uma parte significativa da produção global de chips de última geração utilizados na inteligência artificial (IA) generativa. A paralisação na produção pode afetar a fabricação de muitos produtos que usam chips produzidos pela Samsung, apesar de a companhia ter negado essa possibilidade à AFP. Nesta quarta, a Samsung anunciou uma série de novidades em Paris. Entre elas, o Galaxy Ring, um anel inteligente que acompanha sono e exercícios do usuário. Também foram anunciados os novos dobráveis Z Flip6 e Z Fold6, e mais modelos. As reivindicações incluem aumento salarial de 5,6% para todos os integrantes do sindicato, bônus transparentes baseados no rendimento, compensações pelas perdas econômicas sofridas com a greve e um dia de folga na data de aniversário do sindicato. Mais de 5 mil membros do sindicato iniciaram na segunda-feira (8) uma paralisação geral de três dias como parte da luta por aumentos salariais e outros benefícios. "Declaramos uma segunda greve geral, por tempo indeterminado, a partir de 10 de julho, depois de compreender que a gerência não tem disposição para conversar depois da primeira greve", afirmou o Sindicato Nacional Samsung Electronics em um comunicado. O sindicato, que representa mais de 20% da força de trabalho da empresa, já realizou uma greve de 24 horas em junho, a primeira na história da empresa, que não tinha sindicato até 2019. "A Samsung garantirá que não aconteçam interrupções nas linhas de produção", declarou um porta-voz da empresa. "A empresa continua comprometida em manter negociações de boa-fé com o sindicato", acrescentou a companhia. A empresa está envolvida desde janeiro em negociações com o sindicato sobre salários e benefícios. A Samsung conseguiu impedir a sindicalização dos seus funcionários durante quase 50 anos - em alguns momentos com táticas consideradas cruéis, segundo os críticos -, enquanto se tornava a maior fabricante mundial de smartphones e semicondutores. O fundador da empresa, Lee Byung-chul, que faleceu em 1987, era contrário de modo veemente aos sindicatos e afirmava que nunca os permitiria. Depois da fundação do primeiro sindicato em 2019, Lee Jae-yong, neto do fundador e atual presidente da empresa, declarou o fim do princípio de não sindicalização em 2020. Samsung lança anel que monitora sono e atividades físicas Samsung lança anel que monitora sono e atividades físicas Samsung lança Galaxy S24 em três versões Samsung lança Galaxy S24 em três versões Lives do jogo do tigrinho, surgem em canais de YouTube sobre culinária e jogos infantis Lives do jogo do tigrinho, surgem em canais de YouTube sobre culinária e jogos infantis

10/07/2024

Galaxy AI: Samsung lança novos recursos de inteligência artificial em celulares dobráveis

Relógios Galaxy Watch 7 e Watch Ultra e os fones sem fio Buds3 e Buds3 Pro também contam com funcionalidades de IA. Tradutor da nova Galaxy AI no celular Galaxy Z Flip6 Samsung/Divulgação Além do Galaxy Ring, a Samsung anunciou nesta quarta-feira (10) novos celulares dobráveis (Z Flip6 e Z Fold6), smartwatches (Galaxy Watch7 e Watch Ultra) e fones de ouvido sem fios (Buds3 e Buds3 Pro). ? O que eles têm em comum? Novidades em recursos de inteligência artificial. A fabricante coreana lançou em janeiro a linha Galaxy S24 com funcionalidades de IA, como edição de fotos, criação de textos automáticos e buscar na web circulando itens na tela. O g1 teve acesso aos novos produtos e separou uma lista com as novidades em IA. ?Nos celulares dobráveis Galaxy Z Flip6 e Galaxy Z Fold 6 Sistema de IA foi adaptado para a tela dobrável, utilizando o display externo. Modo ?intérprete? permite conversar com tradução e transcrição do áudio em tempo real, com a tela interna mostrando o idioma original, e o externo, a outra língua. Tradutor pode ?falar? se a pessoa estiver usando os fones Galaxy Buds3. Apps de terceiros (como WhatsApp e Google Meet) passam a ter suporte para tradução simultânea e acesso ao ?chat inteligente? da Samsung, que ajuda a compor frases e que ?entende? o contexto, criando respostas customizadas. Papéis de paredes criados com IA generativa, que podem ser criados com palavras-chave ou usando como base uma imagem já existente. A câmera do Z Flip6, agora com 50 mp de resolução, ganha recursos de IA com zoom automático e ajuste de ângulo da imagem, com funcionalidades do ProVisual Engine presente na linha Galaxy S24. ??Nos smartwatches Galaxy Watch 7 e Watch Ultra Análise utilizando diversos indicadores para a ?Pontuação de Saúde? (também presente no Galaxy Ring), que é definida com base em fatores como tempo e consistência de sono, horário de dormir e de acordar, total de atividades físicas do dia e medições de frequência cardíaca durante a noite. Recurso de ?melhor performance?, que analisa 14 dias de exercícios físicos (como bicicleta ou corrida) e permite selecionar uma data para ?competir? com seus próprios resultados. Apps de mensagens nos relógios, como WhatsApp e SMS, contam com respostas inteligentes que analisam o contexto da conversa e sugerem uma resposta automática. No Galaxy Watch Ultra, a IA (e o acelerômetro do relógio, sensor que mede a movimentação do corpo) consegue detectar quedas e acionar uma sirene de 86 decibéis (equivalente ao ruído de um secador de cabelos, por exemplo). Função similar está presente no concorrente Apple Watch Ultra. ? Nos fones sem fio Galaxy Buds3 e Buds3 Pro Os fones de ouvido sem fios vêm com recursos de IA para otimização da qualidade do som, ajustes do equalizador e do cancelamento ativo de ruído (ANC). Se os fones forem usados com o Galaxy Z Flip6 ou Z Fold6, é possível ouvir a tradução em tempo real do modo ?intérprete?. O Buds3 Pro tem um modo automático que detecta voz humana e a diferencia de barulhos. Segundo a Samsung, quando o usuário do fone começa a falar, o fone entra sozinho no modo de Som Ambiente e o volume da mídia sendo reproduzida é reduzido ? a ideia é conversar sem precisar tirar os fones do ouvido. O cancelamento ativo de ruídos do Buds3 Pro se adapta ao ambiente também de forma automática, isolando ou não determinados sons. No exemplo citado pela Samsung, uma pessoa usando os fones na rua pode ouvir sons de sirene (que são um alerta), mas não os de uma obra na rua. Acessórios agora contam com um assistente de voz pessoal (que não é o Google Assistente ou a Samsung Bixby), que entende alguns comandos ? por enquanto, somente em inglês e coreano ?, como atender chamadas, aumentar o volume ou reproduzir música. Não é preciso usar um comando de ativação, basta dar a ordem. Recursos de IA no Galaxy S24 x iPhone 15

10/07/2024

Galaxy Ring: anel inteligente que acompanha sono e exercícios chega ao Brasil neste semestre

Samsung também anunciou atualização na linha de celulares dobráveis, smartwatches e fones de ouvido sem fio, todos com recursos de inteligência artificial. Samsung lança anel que monitora sono e atividades físicas A Samsung anunciou o lançamento do Galaxy Ring, seu primeiro anel inteligente, nesta quarta-feira (10). O produto chega ao Brasil ainda este ano em três cores: preto, dourado e prateado. ? O preço em reais ainda não foi divulgado pela companhia. O Galaxy Ring vai funcionar somente conectado a celulares e relógios da própria marca. A sincronia de dados será feita pelo app Samsung Health. ? Mas não é obrigatório ter um smartwatch, embora o uso do produto seja mais otimizado se estiver conectado a um Galaxy Watch 7 ou Galaxy Watch Ultra. Segundo a fabricante, a duração da bateria pode aumentar em 30% se os aparelhos forem usados em conjunto. ?Isso permite uma análise mais precisa dos dados. Mas usar o anel apenas não perde nenhuma funcionalidade?, disse Rafael Araujo, gerente sênior de produtos da Samsung Brasil, ao g1. Novos anéis Galaxy Ring Divulgação/Samsung O anel tem 7 milímetros de largura por 2,6 mm de espessura. O peso varia entre 2,3 e 3 gramas, dependendo do tamanho. Serão 9 tamanhos disponíveis, para que o dispositivo caiba em dedos de tamanhos distintos. As medidas vão do 5 (pequeno) ao 13 (grande). Vale ressaltar que, conforme maior for o anel, mais tempo a bateria vai durar. De acordo com a fabricante, as durações estimadas são: Tamanhos 5, 6 e 7: 5 dias Tamanhos 8, 9, 10, 11: 6 dias Tamanhos 12 e 13: 7 dias O Galaxy Ring pode ser usado em qualquer dedo, mas a fabricante recomenda o uso no indicador. Galaxy Ring em uso com o app Samsung Health Divulgação ?Funcionalidades O anel é descrito pela Samsung como um ?assistente de bem-estar?. Permite o monitoramento avançado do sono e acompanhar dados de saúde, incluindo ciclo menstrual e ovulação. Ao ser utilizado, detecta de forma automática caminhadas e corridas. O aparelho tem resistência a água de até 100 metros e pode ficar submerso em água doce por até 30 min. Pode ser utilizado para natação. Um dos recursos de inteligência artificial presentes no Galaxy Ring é a ?Pontuação de Energia?, que avalia dados de sono, atividade e frequência cardíaca para indicar qual o nível de energia do dono do anel naquele momento. Essa funcionalidade também faz parte dos recém-anunciados Galaxy Watch 7 e Galaxy Watch Ultra e utiliza recursos de inteligência artificial para realizar o cálculo. O anel inteligente vai permitir comandar ações no celular, como dar dois toques com os dedos (indicador e polegar) para desativar um alarme ou tirar uma foto com o smartphone. Araujo comenta que essa funcionalidade deve ser ampliada com o tempo, permitindo realizar outras funções com o toque duplo. O anel da Samsung vem em um estojo de acrílico, com luzes indicadoras da recarga do dispositivo. A recarga pode ser feita usando um cabo USB-C com carregador de tomada ou uma base sem fios. Apesar do lançamento da Samsung, anéis inteligentes não são uma novidade. Companhias como a Oura, Circle e Ultrahuman já vendem acessórios similares no exterior. O Oura Ring original foi lançado em 2015, por exemplo, e está na sua terceira geração. ???Outros lançamentos A companhia também anunciou novos celulares dobráveis (Z Flip6 e Z Fold6), smartwatches (Watch7 e Watch Ultra) e fones de ouvido sem fios (Buds 3 e 3 Pro), todos com recursos de inteligência artificial integrados. Os produtos entram em pré-venda a partir desta quarta (10) no Brasil. Os celulares chegam às lojas no dia 22 de julho, com preços que começam em R$ 7.999 para o Z Flip6 e R$ 13.799 para o Z Fold6. Os fones serão vendidos por R$ 1.699 (Galaxy Buds3) e R$ 2.199 (Buds3 Pro), chegando às lojas a partir de 15 de julho. Os valores dos smartwatches começam em R$ 2.499 (Galaxy Watch 7) e R$ 4.999 (Galaxy Watch Ultra). Os relógios estarão disponíveis a partir de 8 de agosto. Galaxy Z Flip6 Samsung/Divulgação Galaxy Z Fold6 e Galaxy Watch Ultra Samsung/Divulgação Fones Galaxy Buds3 Pro Samsung/Divulgação

10/07/2024

Órgão ligado ao governo dá mais 5 dias para Meta informar que parou de usar de dados de usuários para treinar inteligência artificial

ANPD manteve ordem para empresa suspender prática e vai analisar pedido de reconsideração. Meta disse, na semana passada, estar 'desapontada' com a decisão anterior. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) decidiu prorrogar o prazo dado à Meta ? big tech responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp ? para a empresa suspender, no Brasil, a validade da nova política de privacidade da empresa sobre o uso dos dados pessoais dos usuários. O órgão é uma autarquia federal ligada ao Ministério da Justiça. Pela primeira decisão, do dia 2 de julho, a Meta tinha cinco dias para dizer ao governo que tinha suspendido a política ? e comprovar a suspensão. O prazo foi renovado nesta quarta-feira (10) por mais cinco dias. Os novos termos de uso passaram a permitir que a empresa use dados de publicações abertas de usuários, como fotos e textos, para treinar sistemas de inteligência artificial (IA) generativa. ?? Por que isso importa? Porque o conteúdo que milhões de pessoas postam no Instagram e no Facebook está servindo para treinar inteligência artificial sem a empresa oferecer contrapartidas, nem informações detalhadas sobre onde a ferramenta poderá ser usada. A prática foi alvo de questionamento na Europa e, no Brasil, pelo Instituto de Defesa de Consumidores (Idec). Meta passa a coletar dados das redes para IA. Saiba passo a passo para desativar Na nova decisão, a ANPD também adiou a análise do recurso da Meta que tenta derrubar a decisão por completo ? ou seja, liberar o uso dos dados para treinar os sistemas de IA da empresa. O adiamento vale "até a realização de análise técnica das medidas propostas e apresentação de plano de conformidade pela Meta, com a especificação de prazos concretos para a implementação das medidas [...] ou de documentação que comprove a sua entrada em vigor". Em nota divulgada na semana passada, quando a ANPD determinou a suspensão da política de privacidade, a Meta disse estar "desapontada" com a decisão. A empresa defende que sua abordagem para a inteligência artificial está de acordo com a legislação brasileira. "Treinamento de IA não é algo único dos nossos serviços, e somos mais transparentes do que muitos participantes nessa indústria que têm usado conteúdos públicos para treinar seus modelos e produtos," diz o comunicado. "Nossa abordagem cumpre com as leis de privacidade e regulações no Brasil, e continuaremos a trabalhar com a ANPD para endereçar suas dúvidas. Isso é um retrocesso para a inovação e a competividade no desenvolvimento de IA, e atrasa a chegada de benefícios da IA para as pessoas no Brasil", prossegue a Meta. O que a Meta diz sobre a coleta de dados para treinar IA e como desativar Por que a prática está sendo questionada? Como impedir Instagram e Facebook de usarem suas fotos para treinar IA 'Balanceamento' de interesses A ANPD também definiu, na nova decisão, prazo de 10 dias para a conclusão de um teste de balanceamento sobre a nova política de dados da Meta e de seus serviços. Esse teste é definido em manuais da própria Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) como uma ponderação sobre o que deve prevalecer: os interesses de uma empresa ou cidadão ao usar dados de outras pessoas, ou os direitos e liberdades fundamentais dos titulares desses dados. "O que a LGPD [Lei Geral de Proteção de Dados] exige não é o impacto zero, mas, sim, que eventuais impactos sejam minimizados e levados em consideração na adoção de salvaguardas a fim de assegurar que, no caso concreto, os interesses que justificam a realização do tratamento são compatíveis com o respeito aos direitos e as liberdades fundamentais do titular", diz um guia da ANPD sobre o tema publicado em fevereiro. O passo a passo para desativar a coleta de informações no Instagram g1 Grupo Globo atualiza princípios editoriais para incluir uso de inteligência artificial

10/07/2024

ANPD rejeita recurso da Meta e mantém decisão que obriga suspensão do uso de dados de brasileiros para treinar IA

Órgão ligado ao Ministério da Justiça deu mais prazo para envio de documentação e afirmou que só fará reconsideração da decisão após análise técnica. Agência estipulou multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento. Meta Inteligência Artificial REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) negou um recurso da Meta e manteve a decisão que obriga a empresa a suspender o uso de dados de brasileiros para treinar inteligência artificial (IA). Um despacho foi publicado nesta quarta-feira (10). No início de julho, o órgão ligado ao Ministério da Justiça estipulou multa de R$ 50 mil para empresa caso a ordem fosse descumprida. A Meta é responsável por redes sociais como Facebook, Instagram e WhatsApp. A diretora da ANPD, Miriam Wimmer, afirmou que a agência viu indícios de violação de direitos por parte da big tech na coleta de dados de usuários das plataformas. O órgão tomou a decisão após a Meta adotar novos termos de uso de redes que permitirem o uso de dados de publicações abertas de usuários, como fotos e textos, para treinar sistemas de inteligência artificial generativa. "Esta foi a primeira vez que adotamos uma medida efetiva, de natureza cautelar preventiva, justamente em função da existência de indícios de violação de direitos que pode gerar danos de difícil reparação ou irreparáveis", afirmou a diretora da ANPD. No despacho publicado nesta quarta-feira, a ANPD deu mais prazo para que a Meta envie documentação assinada por um representante legal da empresa atestando que o uso dos dados foi suspenso. O órgão determinou ainda que a reconsideração integral da decisão só acontecerá após uma análise técnica sobre as medidas propostas pela Meta, além de um plano de conformidade apresentado pela empresa. Após a decisão publicada no início de julho, a Meta afirmou que a abordagem da empresa para a inteligência artificial está de acordo com a legislação brasileira. LEIA TAMBÉM O que a Meta diz sobre a coleta de dados para treinar IA e como desativar Por que a prática está sendo questionada? Como impedir Instagram e Facebook de usarem suas fotos para treinar IA Dados pessoais para 'treinar' IA Meta passa a coletar dados das redes para IA. Saiba passo a passo para desativar O caso ganhou atenção em 4 de junho, depois que a Meta informou na União Europeia e no Reino Unido que a sua política de privacidade passaria a prever a possibilidade de usar dados de usuários para treinar sua IA. Com isso, o conteúdo de milhões de pessoas postados no Instagram e no Facebook estaria servindo para treinar inteligência artificial sem que a empresa oferecesse contrapartidas, nem informações detalhadas sobre onde a ferramenta seria usada. Com a repercussão negativa, a empresa voltou atrás e adiou a mudança da política na Europa ? mas não fez o mesmo para o Brasil. Quando o Instituto de Defesa de Consumidores acionou o governo contra a nova política de privacidade desses serviços, a Meta firmou que o uso das informações para treinar uma inteligência artificial é de seu legítimo interesse, bem como de seus usuários e outras pessoas. "Estamos comprometidos em desenvolver a inteligência artificial na Meta ? nossa coleção de recursos e experiências generativas de inteligência artificial junto com os modelos que os alimentam ? de forma segura, responsável e atendendo as regulações de privacidade no Brasil", disse a companhia ao g1 em 23 de junho. Treinamentos de modelos de inteligência artificial envolvem o uso de grandes quantidades de dados e são necessários para que, em uma etapa seguinte, eles sejam capazes de analisar informações e até gerar conteúdo por conta própria. O passo a passo para desativar a coleta de informações no Instagram g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1

09/07/2024

WhatsApp vai dar mais detalhes de grupos caso você seja adicionado por um desconhecido; veja como vai funcionar

Segundo o aplicativo, a ideia do recurso é ajudar usuários a decidirem rapidamente se desejam permanecer ou sair de um grupo. WhatsApp vai dar mais informações quando te adicionarem a um grupo Divulgação/WhatsApp O WhatsApp oficializou nesta terça-feira (9) um recurso que mostra mais informações sobre um grupo caso você tenha sido adicionado por alguém que não está na sua lista de contatos. A atualização faz o aplicativo destacar quem te adicionou, há quanto tempo o grupo foi criado e quem o criou. Essas informações serão acompanhadas de atalhos para deixar o grupo e ajustar configurações de segurança. Segundo o WhatsApp, o objetivo do recurso é oferecer segurança e te ajudar a decidir rapidamente se desejam permanecer ou sair de um grupo. Nas últimas semanas, brasileiros reclamaram de terem sido incluídos sem autorização em grupos e comunidades do WhatsApp voltados para promover o jogo "Fortune Tiger", também conhecido como "jogo do tigrinho". Com o novo recurso, será possível identificar mais facilmente se desconhecidos te colocaram nesse grupo, já que o WhatsApp vai dar mais destaque para isso, como acontece em conversas privadas no aplicativo. A mudança já começou a ser liberada para alguns usuários e estará disponível para todos nas próximas semanas. ?? Como limitar quem pode te adicionar em grupos no WhatsApp? Como denunciar números desconhecidos no WhatsApp Arte/g1 Como bloquear o ?Jogo do tigrinho? no Whatsapp

08/07/2024

Como funcionam as recomendações de conteúdo nos sites da Globo

Objetivo é manter os leitores bem-informados e atualizados não apenas sobre os temas de importância nacional e global, mas também sobre acontecimentos específicos, como notícias sobre a região onde a pessoa está ou programas de TV a que assiste. A globo.com, o ge, o gshow e o g1 oferecem em suas páginas conteúdos recomendados para seus leitores. São sugestões sobre temas que mais interessam a quem está navegando, podendo ser diferentes para cada pessoa. Esses conteúdos aparecem tanto no computador quanto no celular e nos aplicativos dos produtos digitais da Globo. O objetivo é manter os leitores bem-informados e atualizados não apenas sobre os temas de importância nacional e global, mas também sobre acontecimentos específicos, como notícias sobre a região onde a pessoa está ou programas de TV a que assiste. Essas recomendações são feitas com base nas preferências dos usuários, no histórico de navegação e nos dados que o leitor informa, como o time do coração. As recomendações também podem seguir a lógica de "quem viu isso também viu..." ou sugerir uma reportagem a partir de conteúdos mais populares. Essas sugestões aparecem, por exemplo, na capa da globo.com e do g1, e ao final de reportagens. E também por meio de vídeos que o usuário poderá assistir ao fim daquele que terminou de ver. Veja abaixo alguns exemplos. Conteúdo recomendado oferecido nas colunas da capa da globo.com Juan Silva/g1 Conteúdo recomendado na capa do g1 Juan Silva/g1 Sugestão de conteúdo recomendado aparece ao fim das reportagens do g1 Juan Silva/g1 Vídeo é recomendado ao final de outro conteúdo exibido no g1 Juan Silva/g1

08/07/2024

O aplicativo é confiável? Como saber se um programa para Android ou iPhone é seguro

Lojas de aplicativos tem várias camadas de segurança, mas suas barreiras podem deixar alguns escaparem. Para diminuir riscos de baixar ferramentas maliciosas, é possível verificar algumas informações no Google Play e na App Store. Google Play, loja de aplicativos do Google Reprodução Aplicativos baixados de fontes suspeitas podem trazer vírus para o celular e ter acesso indevido às suas informações. Para diminuir riscos com programas mal-intencionados, a dica é priorizar lojas como o Google Play e a App Store, da Apple (veja outras recomendações abaixo). No iPhone, o risco é um pouco menor, já que a Apple limita os downloads à sua loja. Já no Android, há várias formas de baixar um aplicativo, o que oferece mais opções aos usuários, mas diminui o controle sobre o que é oferecido a eles. Para oferecer mais segurança, o Google começou a testar no Brasil uma ferramenta que impede a instalação de apps que foram baixados de fontes não confiáveis (navegadores, aplicativos de mensagens e gerenciadores de arquivos) e que pedem permissões muito excessivas. O diretor de Estratégia de Segurança de Android, Eugene Liberman, afirmou que "esses aplicativos tentam solicitar permissões confidenciais comumente exploradas para fraudes financeiras". "São quatro permissões frequentemente abusadas por golpistas para, por exemplo, interceptar senhas de uso único enviadas por SMS ou notificações e monitorar o conteúdo da tela", disse Liderman, ao g1. Para aplicar golpes, criadores desses programas tentam convencer o usuário a conceder permissões sensíveis. "Nossos dados mostram que 95% desses ataques acontece por meio de aplicativos baixados por fontes não oficiais", afirmou. Ainda que o Google Play e App Store sejam confiáveis, é importante se atentar ao que está sendo baixado. As páginas dos aplicativos nessas lojas apresentam algumas informações que podem indicar se a ferramenta é legítima ou não. Confira abaixo. Como identificar um aplicativo falso? 1) Verifique o desenvolvedor do aplicativo No Google Play e na App Store, a informação sobre o desenvolvedor aparece logo abaixo do nome do aplicativo. Em geral, esse espaço informa qual é a empresa responsável pelo serviço, como o banco que administra um app para acessar a conta corrente. Se o nome desenvolvedor não tiver relação com a marca do aplicativo, é possível desconfiar que se trata de um aplicativo falso. Vale lembrar que, em alguns casos, o nome da empresa de informática que desenvolveu o aplicativo é exibido no lugar da empresa. Como receber alerta se a busca do Google mostrar seus dados Veja onde conferir o desenvolvedor dos aplicativos no Google Play Reprodução 2) Verifique o contato do desenvolvedor A seção "Contato do desenvolvedor" na página do aplicativo no Google Play mostra o e-mail e o site da empresa que criou o aplicativo. Na App Store, há o link chamado "Site dos desenvolvedores". É importante que esses dados sejam condizentes com o desenvolvedor. No caso de aplicativos de governo, por exemplo, a maioria deles está registrada em e-mails com final ".gov.br" e ".jus.br". E-mail de cadastro do aplicativo pode ajudar a encontrar um app oficial Reprodução 3) Veja a data de lançamento do aplicativo A seção "Sobre este app" no Google Play mostra detalhes sobre a data de publicação do aplicativo. Em geral, um aplicativo presente há muito tempo na loja é mais confiável do que um lançado há pouco tempo. Ao mesmo tempo, desconfie de aplicativos antigos que usam o nome de ferramentas que surgiram recentemente, como um serviço criado pelo governo. Neste caso, o app pode ter mudado de nome na loja na tentativa de atrair vítimas. Datas de cadastro e atualização do aplicativo podem ajudar a identificar um app legítimo Reprodução 4) Confira as avaliações do aplicativo As avaliações que usuários deixam sobre aplicativos podem ser úteis para identificar a legitimidade dessas ferramentas. Além da quantidade de estrelas, é importante ler alguns comentários e avaliar se vale a pena fazer o download. Lembre-se que alguns apps maliciosos contam com avaliações falsas feitas para atrair confiança e fazer outras pessoas baixarem o serviço. Por isso, tente identificar também se esses comentários realmente foram escritos por humanos. LEIA TAMBÉM: Como apagar histórico no Chrome e em outros serviços do Google 'Jogo do tigrinho' contrata influenciadores mirins e direcionam anúncios para crianças Quem são os 12 filhos de Elon Musk Saiba se está sendo vigiado: veja sinais um celular infectado com aplicativo espião Entenda as permissões que alguns aplicativos pedem no Android

07/07/2024

As novas leis que tentam tornar redes sociais menos viciantes para crianças e adolescentes

Nova York aprovou uma lei sobre feeds de mídia social 'viciantes' para crianças, mas alguns pesquisadores questionam o que isso realmente significa. O Estado americano de Nova York aprovou recentemente leis referentes aos feeds 'viciantes' de redes sociais para crianças Getty Images via BBC A governadora do Estado americano de Nova York, Kathy Hochul, deixou clara sua opinião sobre as redes sociais no início de julho, ao anunciar a assinatura de duas novas leis estaduais destinadas a proteger menores de idade contra os riscos do mundo digital. Hochul declarou que os aplicativos são responsáveis por transformar "crianças despreocupadas em adolescentes deprimidos". Mas ela acredita que a legislação sancionada por ela ajudará a combater esta situação. "Hoje, nós salvamos nossos filhos", afirmou a governadora. "Jovens de todo o país estão enfrentando uma crise de saúde mental alimentada pelos feeds viciantes das redes sociais." A partir de 2025, as novas leis podem forçar aplicativos, como o TikTok e o Instagram, a transportar as crianças de volta aos primórdios das redes sociais, quando o conteúdo ainda não era definido pelas "curtidas" dos usuários e as gigantes da tecnologia não coletavam dados sobre nossos interesses, humor, hábitos e muito mais. A Lei da Suspensão da Exploração de Feeds Viciantes para Crianças (Safe, na sigla em inglês, ou "Seguro") exige que as plataformas de redes sociais e lojas de aplicativos busquem o consentimento dos pais para que menores de 18 anos usem aplicativos com "feeds viciantes". Esta é uma tentativa inovadora de regulamentar as recomendações dos algoritmos das redes sociais. A Lei Safe irá proibir que os aplicativos enviem notificações para crianças e adolescentes entre 0h e 6h ? criando, na prática, uma hora de dormir legal para os aparelhos. Ela também exige melhores sistemas de verificação da idade, para evitar que a inscrição de crianças passe despercebida. Como o cérebro reage às notificações de apps e por que elas viciam tanto A segunda lei, chamada de Lei de Proteção de Dados das Crianças de Nova York, limita a coleta de informações dos usuários pelos provedores de aplicativos. "Ao controlar os feeds viciantes e proteger os dados pessoais das crianças, iremos fornecer um ambiente digital mais seguro, com mais tranquilidade para os pais, e criar um futuro mais brilhante para os jovens de toda Nova York", disse a governadora. As duas leis fazem parte de uma preocupação cada vez maior com os efeitos das redes sociais sobre a saúde mental dos jovens. O cirurgião-geral dos Estados Unidos (autoridade máxima em saúde pública do país), Vivek Murthy, chegou recentemente a defender alertas para os aplicativos de redes sociais, similares aos avisos incluídos nas embalagens de cigarros. Nos Estados Unidos e em várias outras partes do mundo, jovens enfrentam uma crise de saúde mental e os próprios funcionários de grandes empresas de tecnologia reconheceram os danos causados a algumas crianças. Os viciados em redes sociais que processaram 'gigantes da tecnologia' nos EUA Mas as conclusões científicas relacionando as redes sociais a problemas de saúde mental são muito menos evidentes do que se imagina. Na verdade, inúmeros estudos chegaram a demonstrar que as redes sociais podem trazer benefícios para a saúde mental dos adolescentes. Esta situação levou alguns analistas da tecnologia e psicólogos infantis a chamar recentes intervenções políticas de "pânico moral". Os defensores das políticas e especialistas em redes sociais também questionam como simples intervenções legislativas, como a Lei Safe, serão colocadas em prática. Eles afirmam que a legislação pode retardar os esforços tão necessários de combater os riscos reais das redes sociais, como a divulgação de material sobre abusos sexuais infantis, violações de privacidade, discurso do ódio, desinformação, conteúdo ilegal e perigoso ? e muito mais. Mensagens contraditórias Muitos estudos que encontram relações com problemas de saúde mental se concentram no "uso problemático" ? indivíduos que usam as redes sociais de forma descontrolada. Esta questão já foi associada, por exemplo, ao aumento da incidência de diversas formas de ansiedade, além de depressão e estresse. Alguns estudos indicam que existe um aspecto relacionado à dosagem, com os sintomas negativos de saúde mental aumentando proporcionalmente ao tempo passado nas redes sociais. Mas outros estudos sugerem que essas associações são fracas ou que não foram encontradas evidências que relacionem a expansão das redes sociais a problemas psicológicos generalizados. Existem estudos que chegam a sugerir que o uso moderado das redes sociais pode ser benéfico em algumas circunstâncias, por ajudar a criar uma sensação de comunidade. De fato, as próprias orientações do cirurgião-geral dos Estados Unidos sobre os impactos da tecnologia sobre os jovens indicam que os seus efeitos podem ser tanto positivos quanto negativos. O relatório afirma que 58% dos jovens declararam que as redes sociais fizeram com que eles se sentissem mais aceitos, enquanto 80% elogiaram a capacidade das redes de conectar as pessoas com a vida dos seus amigos. As redes sociais são acusadas de causar uma crise de saúde mental entre as crianças, mas a realidade pode ser bem mais complicada Getty Images via BBC E existem até discussões para determinar se o uso problemático das redes sociais é realmente um problema em crescimento. Uma recente meta-análise de 139 estudos, realizados em 32 países, concluiu que não existem sinais de aumento do uso problemático das redes sociais nos últimos sete anos ? exceto nos países de baixa renda, onde costuma haver maior incidência de condições de saúde mental. Um problema que costuma ser indicado é que muitos dos estudos nesta área se baseiam em padrões de uso e humor relatados pelos próprios usuários, o que pode gerar viés nos dados. E eles também empregam uma variedade de métodos tão ampla que dificulta sua comparação. Mas esta incerteza da ciência não impediu os alertas de preocupação entre os legisladores e os ativistas da proteção infantil. Eles defendem que é prudente adotar um princípio preventivo e que é preciso aumentar as ações para forçar as grandes plataformas tecnológicas a tomar medidas. E as duas leis sancionadas por Hochul foram o passo mais recente deste processo. "Existe uma real sensação de urgência sobre tudo isso, que precisamos mostrar que estamos fazendo algo neste momento para solucionar o problema", disse o professor de Psicologia e Comunicação Científica Pete Etchells, da Universidade Bath Spa, no Reino Unido. Ele é o autor do livro Unlocked: The Real Science of Screen Time ("Desbloqueado: a ciência real do tempo na tela", em tradução livre). "Mas, só porque parece ser um problema urgente a ser resolvido, isso não significa que a primeira solução que surgir irá realmente funcionar", diz. Reações contraditórias Alguns especialistas em segurança online são favoráveis às novas leis de Nova York. "Embora a legislação de Nova York seja muito mais ampla e menos concentrada nos danos concretos do que a Lei de Segurança Online do Reino Unido, fica claro que a regulamentação é a única forma que irá fazer com que as grandes empresas de tecnologia limpem seus algoritmos e impeçam as crianças de receber recomendações de imensas quantidades de conteúdo prejudicial sobre suicídio e automutilação", afirma Andy Burrows, consultor da Fundação Molly Rose. A fundação foi criada pelos pais da adolescente britânica Molly Russell, que se suicidou em 2017, depois de observar uma série de imagens de automutilação nas redes sociais. Um parecer histórico de um médico legista londrino em 2022 afirmou que as imagens contribuíram para a morte da criança. Molly Russell teve acesso a grandes quantidades de material sobre automutilação, suicídio e depressão nas redes sociais Família Russell via BBC Para Burrows, as rápidas ações de Hochul devem ser observadas favoravelmente em comparação com o Congresso americano que, segundo ele, "é muito lento para aprovar medidas federais abrangentes". "As normas são muito fracas e esta legislação se destaca apenas por ser melhor do que as inúmeras leis ruins existentes", afirma a professora de mídias digitais Jess Maddox, da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos. "Em termos de Estados americanos que tentam regulamentar as redes sociais, esta é uma das melhores tentativas que já vi." Ela elogia a legislação de Nova York por não impedir completamente que menores de idade façam uso das redes sociais ? algo que um projeto similar está tentando fazer na Flórida. Há quem receie que esta medida possa levar ao analfabetismo digital, deixando as crianças menos preparadas para o futuro. "Esta legislação coloca o ônus sobre as plataformas de redes sociais, para que elas façam alguma coisa", explica Maddox. A reação das próprias plataformas de redes sociais foi contraditória. A Netchoice ? um órgão do setor que representa diversas empresas importantes de tecnologia, como a Google, X, Meta e Snap ? descreveu a legislação de Nova York como repressiva e "inconstitucional". E alertou que as leis podem até trazer consequências inesperadas, como aumentar potencialmente o risco de exposição das crianças a conteúdo prejudicial, por eliminar a capacidade de fazer curadoria dos feeds e apresentar possíveis questões de privacidade. Mas um porta-voz da Meta, responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, declarou que "embora não concordemos com todos os aspectos da legislação, manifestamos nosso apoio a Nova York por se tornar o primeiro Estado a aprovar leis que reconhecem a responsabilidade das lojas de aplicativos". A empresa indica pesquisas que sugerem que a maior parte dos pais apoia a legislação que exige que as lojas de aplicativos busquem a aprovação dos pais e acrescenta: "Continuaremos a trabalhar junto aos legisladores de Nova York e de outros lugares para fazer avançar esta questão." O X, TikTok, a Apple e a Google, empresa proprietária do YouTube, não responderam ao pedido de comentários da BBC sobre esta questão. As leis que exigem o consentimento dos pais para uso de redes sociais pelos seus filhos menores de idade também enfrentam barreiras na justiça. Em fevereiro, um juiz federal americano manteve o bloqueio sobre uma lei do Estado de Ohio que exigia a permissão dos pais para que crianças com menos de 16 anos usassem as redes sociais. Quando a Lei Safe for inevitavelmente analisada, o debate sobre a ciência poderá enfraquecer ainda mais a sua viabilidade, segundo a professora de Comunicação Digital Ysabel Gerrard, da Universidade de Sheffield, no Reino Unido. Ela estuda o movimento pela segurança online. "Ela é baseada na premissa de que a 'dependência' das redes sociais é um fenômeno comprovado, mas não é", explica ela. "Por mais que haja consenso de que as plataformas, pelo seu próprio projeto e pelo seu interesse em obter lucros, são criadas para serem agradáveis para os seus usuários e reter sua atenção, ainda se discute se elas devem ser classificadas como [objeto de] 'dependência'." Mas Gerrard é da opinião de que a segunda lei, de Proteção dos Dados das Crianças de Nova York, é mais forte. "Eu me preocupo há muito tempo com a perda de controle das crianças ? bem, de todos nós ? sobre os nossos dados e o desconhecimento que todos nós temos de até onde isso vai", afirma ela. Gerrard acredita que a lei exigirá que as plataformas expliquem onde estão usando os dados coletados, o que representaria uma mudança radical. "Concordo totalmente com os princípios por trás desta lei, mas vou observar com interesse como ela vai evoluir, já que ela exigiria que as plataformas fizessem algo que ainda não conseguiram." O representante da governadora Hochul, Sam Spokony, recusou-se a comentar ao ser questionado para responder às críticas. Dificuldades de execução Existem também temores de que uma abordagem errada na regulamentação das plataformas de redes sociais possa trazer consequências de longo prazo. Jess Maddox elogia as leis por serem melhores do que algumas tentativas realizadas por outros Estados. Mas "é aqui que encerro o elogio, pois elas parecem, em grande parte, inexequíveis", segundo ela. A professora destaca que é difícil interromper "feeds viciantes" em um único Estado. Ela compara a questão com as leis de verificação de idade online, que proibiram eficientemente o acesso a websites pornográficos em diferentes Estados americanos. Uma preocupação é a dificuldade de verificar se os feeds das redes sociais passarão a ser menos viciantes depois que a lei entrar em vigor. Isso, por si só, irá dificultar sua execução. "Se elas não puderem ser postas em prática, poderemos ver as empresas de redes sociais indicando esta experiência como prova de que elas não podem, ou não devem, ser regulamentadas", explica Maddox. Outra dificuldade são as muitas abordagens diferentes, adotadas por diversos Estados, para regulamentar o uso das redes sociais pelas crianças. As redes sociais transcendem frequentemente as fronteiras estaduais e internacionais. E muitos legisladores importantes reconhecem a dificuldade de implementação de diferentes restrições locais. Esta diferença de leis locais já deu espaço para que as empresas de redes sociais questionassem a legislação na Justiça, em Estados americanos como Ohio, Califórnia e Arkansas. Maddox receia que, se forem criadas às pressas, essas leis possam trazer mais prejuízos do que benefícios na proteção das crianças online, em comparação com as leis que receberam tempo adequado para análise. "No curto prazo, poderemos ter feito alguma coisa", destaca ela. "Mas, no longo prazo, provavelmente nada irá acontecer." Ela não é a única a ter este mesmo receio. Gerrard afirma que sua preocupação "é que as pessoas no poder estejam perdendo tempo precioso em algo que é inexequível". Mas os críticos da nova legislação têm uma alternativa melhor? "Claramente, a longo prazo, será muito melhor para todos os envolvidos ? e acho que isso também inclui as empresas de tecnologia ? ter uma única abordagem federal bem desenvolvida do que uma colcha de retalhos de 50 Estados tomando medidas separadas", explica Andy Burrows. Os especialistas defendem que seria preferível uma abordagem unificada, baseada nas evidências científicas, e que sirva de padrão global. E a indústria da tecnologia parece estar de acordo com esta proposta. O mundo nascente da regulamentação da inteligência artificial oferece modelos que também poderão ser adotados para as redes sociais. Legisladores estão lutando, por exemplo, para estabelecer auditorias públicas de algoritmos. O objetivo é forçar as empresas a abrir seus sistemas de IA para especialistas externos. Mas esta é uma decisão que ainda pode exigir um consenso global. O Reino Unido, por exemplo, pede aos produtores de modelos de IA que apresentem seus produtos para análise pelo seu órgão supervisor de IA, mas diversas empresas afirmaram que não irão atender ao pedido porque a jurisdição é relativamente pequena. Enquanto isso, Estados americanos individuais estão levando adiante suas tentativas de proteger as crianças contra o que elas poderão observar e sentir durante o uso das redes sociais ? e também enfrentam a reação das grandes empresas de tecnologia. O que parece estar claro é que a guerra sobre o futuro das redes sociais está apenas começando. Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Innovation.

06/07/2024

As apostas em IA que fizeram Microsoft e Nvidia ultrapassar Apple em valor de mercado podem ser uma bolha?

As duas empresas de tecnologia foram das primeiras a enxergar o potencial comercial da inteligência artificial. Sob a liderança de Jensen Huang, a Nvidia viu o preço das suas ações disparar Getty Images via BBC A vida pode mudar num passe de mágica. No mês passado, a Nvidia, fabricante de chips para softwares de inteligência artificial (IA), se tornou brevemente a empresa mais valiosa do mundo, ultrapassando a Microsoft, que por sua vez havia superado a Apple. Quando esta notícia foi dada no palco de um evento da indústria tecnológica do qual participei em Copenhague, na Dinamarca, arrancou aplausos espontâneos da plateia. Enquanto escrevo, a Nvidia está agora de volta ao segundo lugar, depois de uma queda no preço de suas ações ter reduzido seu valor de mercado para US$ 3 trilhões, em comparação com US$ 3,4 trilhões da Microsoft. Dois fatores catapultaram estas duas empresas americanas de tecnologia ao topo: a inteligência artificial e a habilidade de prever o que viria pela frente. A Microsoft começou a investir na OpenAI, a criadora do popular ChatGPT, em 2019. Enquanto o chefe da Nvidia, Jensen Huang, levou a empresa a desenvolver chips para IA muitos anos antes de a inteligência artificial ??generativa entrar em cena. Quem é Jensen Huang, imigrante ex-lavador de pratos que fundou a Nvidia Ambas as empresas fizeram uma aposta de longo prazo no atual boom da inteligência artificial ??? e até agora, valeu a pena, uma vez que a Apple, outrora na liderança, ficou para trás. Mas quanto tempo isso vai durar? A London Tech Week deste ano, evento anual da cena tecnológica do Reino Unido, poderia muito bem ter sido chamada de London IA Week. As letras IA estavam estampadas em todos os estandes, e foram pronunciadas em todos os discursos. Encontrei Anne Boden, fundadora do Starling Bank, banco digital que se destaca no setor de fintech (tecnologia financeira). Ela estava muito empolgada. "Achávamos que sabíamos quem eram os vencedores e os perdedores [na área de tecnologia]", ela me disse. "Mas com a IA, estamos jogando os dados novamente". Apple vai oferecer curso gratuito de inteligência artificial no Brasil; veja como participar Boden acredita que está observando a revolução da inteligência artificial ??remodelar o setor de tecnologia e quer fazer parte disso. Naquela semana, também participei do Founders Forum, encontro anual de cerca de 250 empreendedores e investidores de alto nível. Com muito dinheiro, em outras palavras. É um evento confidencial, mas não acho que vou arrumar um problema ao dizer que grande parte do bate-papo também girou em torno da inteligência artificial. Poucos dias depois, uma notícia do jornal Financial Times chamou minha atenção. "A maioria das ações consideradas vencedoras do boom da IA ??caíram neste ano", dizia o texto, alegando que mais da metade das ações da "cesta de vencedoras da IA" do Citigroup haviam perdido valor em 2024. A vida muda, de fato, num passe de mágica. Anne Boden diz que a IA chacoalhou completamente o setor de tecnologia Getty Images via BBC "Dado o quão alto o valor das empresas de tecnologia saltaram, passos em falso podem causar grandes oscilações nos preços das ações", adverte Susannah Streeter, responsável pelo departamento financeiro e de mercados da empresa de investimentos Hargreaves Lansdown. "Assim como a bolha ponto.com, o entusiasmo excessivo corre o risco de se transformar em decepção." Em 2023, você teria sido perdoado por pensar que qualquer coisa com a sigla IA garantiria a abertura de um canal lucrativo de financiamento, com investimentos inundando todas as coisas relacionadas à inteligência artificial. Meu amigo Saurabh Dayal, baseado na Escócia, identifica projetos de IA com os quais sua empresa farmacêutica pode potencialmente colaborar. Ele disse que logo se cansou das propostas enganosas. "Passo muito tempo dizendo? 'Mas isso não é IA'", ele me conta. Parece que tanto os investidores quanto os clientes estão finalmente ficando mais conscientes em relação ao termo inteligência artificial ? e, como consequência, mais exigentes. Em declaração ao Financial Times, Stuart Kaiser, do Citi, disse que embora a inteligência artificial continue a ser um grande tema no mundo das ações, "apenas dizer IA 15 vezes não vai resolver mais". Além disso, há uma maior consciência de que os atuais produtos de inteligência artificial generativa não estão exatamente à altura do seu próprio 'hype'. Há imprecisões, desinformação, demonstrações de viés, violações de direitos autorais e alguns conteúdos que são simplesmente estranhos. E os primeiros dispositivos habilitados para inteligência artificial, como o  Rabbit R1 e o Humane Pin, receberam críticas negativas. "Estamos vendo o mercado em torno da inteligência artificial generativa amadurecer um pouco agora ? os primeiros experimentos estabeleceram muitas expectativas altas, mas quando chegou a hora da verdade, houve muitos resultados inesperados", diz Chris Weston, diretor digital e de informação da empresa de serviços de tecnologia Jumar. "As empresas têm muito valor associado à boa vontade ? a confiança e o conforto que seus clientes sentem em relação a seus serviços. A introdução de chatbots ingovernáveis ??é um passo grande demais para muitos neste momento." O analista de tecnologia Paolo Pescatore concorda que existe uma pressão para que as empresas de inteligência artificial cumpram suas promessas. "A bolha vai estourar no momento em que um dos gigantes não conseguir mostrar qualquer crescimento significativo da IA", diz ele. Mas ele não acredita que isso vá acontecer tão cedo. "Todos continuam se acotovelando por um espaço, e todas as empresas estão baseando suas estratégias na IA", acrescenta. "Todos os participantes do mercado estão intensificando suas atividades, aumentando os gastos e alegando sucessos iniciais.? Brasil será 1º país no mundo a ter 'modo ladrão' em celulares Android; veja como vai funcionar O ChatGPT realmente chamou a atenção do público Getty Images via BBC Há outra razão pela qual a bolha da inteligência artificial ??pode estourar. Não tem nada a ver com a qualidade dos produtos ou com seu valor de mercado. É se o próprio planeta pode se dar ao luxo disso. Um estudo publicado no ano passado previu que o setor de inteligência artificial poderia consumir a mesma quantidade de energia de um país do tamanho da Holanda até 2027, se o crescimento continuar no ritmo atual. Entrevistei Kate Crawford, professora da Universidade do Sul da Califórnia, nos EUA, para o podcast Tech Life, da BBC, e ela me disse que a preocupação com a quantidade de energia e água necessária para abastecer a inteligência artificial tirava o sono dela. Sasha Luccioni, da empresa de machine learning (aprendizado automático) Hugging Face, também está preocupada. "Simplesmente não há energia renovável suficiente para abastecer a IA neste momento ? a maior parte dessa bolha é abastecida por petróleo e gás", afirma. A esperança é que a tecnologia possa ser usada para identificar soluções de sustentabilidade ? como, por exemplo, o segredo da fusão nuclear, mesmo processo pelo qual o Sol obtém sua energia. Mas isso ainda não aconteceu e, enquanto isso, "os sistemas de IA colocam uma enorme pressão sobre as redes energéticas que já estão sob uma forte pressão", acrescenta Luccioni. Com tanta incerteza, poucos devem apostar contra outra dança das cadeiras entre as empresas mais valiosas do mundo. Mas, atualmente, a Apple tem um desafio pela frente para alcançar a Microsoft e a Nvidia na corrida da inteligência artificial. Os brasileiros que ganham R$ 500 por mês para treinar inteligências artificiais Cozinheira perde R$ 80 mil em dois meses: relatos de quem perdeu tudo com cassinos online Quem são os 12 filhos de Elon Musk Conheça o GPT-4o, novo modelo de IA usado pelo ChatGPT

06/07/2024

Golpe do advogado: criminosos se passam por profissionais reais para cobrar 'despesas' de processos

Vítimas são induzidas a fazer um PIX para cobrir custos jurídicos e receber um suposto valor ao qual teriam direito. Bandidos tentaram enganar o ator Cassio Scapin, o 'Nino' do 'Castelo Rá-Tim-Bum'. Criminosos falsificam documentos oficiais e se passam por escritórios de advocacia em Franca, SP Reprodução O ator Cassio Scapin, famoso por interpretar o Nino no programa "Castelo Rá-Tim-Bum", contou nas suas redes sociais no último domingo (3) que foi alvo de um golpe do PIX pelo WhatsApp. Criminosos tentaram se passar pelo advogado dele e afirmaram que o ator havia vencido um processo na Justiça e teria direito a receber R$ 180 mil. Só que, para receber o valor, ele teria que transferir, via PIX, um valor para cobrir despesas advocatícias e documentação. Scapin não caiu no golpe: ao ligar para o número que o contatou, percebeu que a voz do bandido não correspondia à do profissional real. O ator, então, postou vídeos em suas redes sociais, alertando seguidores sobre como os criminosos agiram. Esse tipo de golpe tem se tornado mais comum e, por isso, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tem divulgado orientações para prevenir clientes e profissionais, que têm seus nomes usados indevidamente. A principal recomendação é não fazer nenhuma transferência antes de falar direto com o escritório do qual a pessoa seja cliente (e não ligar para o número que a contatou ou que foi informado na mensagem). Initial plugin text Um professor universitário de Jaboticabal (SP) relatou ao g1, em 2023, que tinha perdido R$ 36 mil nesse golpe. Depois disso, a mulher dele também foi abordada pelos criminosos com a mesma narrativa. "Mandaram mensagem pra minha esposa e ela disse 'a doutora Danielle [advogada] quer falar com você, olha aqui no WhatsApp'", contou. "Eu falei 'isso aqui não procede, não', porque eu tinha conversado com ela [advogada] dois dias antes. Agora como eles sabiam inclusive o telefone da minha esposa?". Em Franca (SP), outra vítima contou ao g1, em junho, que tem um processo em andamento para receber juros do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que corre há mais de cinco anos. Os criminosos tomaram conhecimento da ação e, se passando pela advogada dela, entraram em contato afirmando que a vítima havia vencido a causa e receberia um total de R$ 50 mil. Mas, antes do depósito do valor, era preciso pagar R$ 854,75 de custos processuais. Após a vítima afirmar que não tinha todo o valor, a suposta advogada aceitou receber apenas metade. Ela fez o PIX aos bandidos, utilizando um dinheiro destinado ao pagamento da prestação de sua casa. Com o sumiço da pessoa que acreditava ser sua advogada, percebeu que tinha caído em um golpe. Entenda, a seguir, como funciona o golpe e como se prevenir. Como os golpistas agem ??Os golpistas usam nomes reais do advogado ou escritório de advocacia que já atende a vítima, muitas vezes usando a mesma foto de perfil do profissional verdadeiro, mas com um número diferente ? é a clonagem de conta de WhatsApp. ??Ao entrar em contato pelo aplicativo de mensagens, os bandidos afirmam que a vítima ganhou um processo (que pode ser baseado em uma ação real); ??Para que o montante da causa seja liberado, o suposto advogado pede que a vítima faça uma transferência via PIX para um número de conta que ele informa, alegando que serão para cobrir custos do escritório com o processo. Mas como o bandido sabe que a pessoa tem um processo em andamento? Segundo a OAB , os golpistas conseguem os dados dos processos com consulta pública, por isso, usam o nome e a logomarca de escritórios de advocacia reais e ainda fornecem dados do autor da ação para fazer tudo parecer verdadeiro. Em seu vídeo nas redes, o ator Cassio Scapin disse que o golpista que o procurou chegou a enviar imagens do suposto processo via WhatsApp, "com papel timbrado e o logo da prefeitura". Como se prevenir A OAB recomenda que: ??Ao receber o contato do suposto advogado com uma cobrança suspeita, a pessoa entre em contato com o escritório usando o número para o qual o cliente já esteja habituado a ligar, para checar se a mensagem anterior é verdadeira. ??De mesmo modo, é importante nunca ligar para o número que enviou a mensagem ou clicar em links enviados nela. ??A OAB diz que erros de português são muito comuns nesse tipo de ação criminosa. Desde o primeiro contato via WhatsApp, os golpistas costumam dar indícios de que não são advogados ou procuradores pela linguagem que utilizam. Os erros também são encontrados nos documentos falsificados. Nem sempre é o caso: Scapin afirmou que, ao telefone, o golpista discorreu sobre o processo usando termos jurídicos. ??Outro indício de fraude é que o a cobrança de custos pelo WhatsApp para liberação do valor ganho no processo não é o procedimento padrão adotado pela Justiça. Normalmente, isso é feito pelos canais oficiais dos escritórios. ??Se ainda assim cair no golpe, é fundamental fazer um boletim de ocorrência. Para comprovar que foi enganado pelos bandidos, é importante registrar "prints" (cópias da tela do celular exibindo as mensagens trocadas) e salvar o número da conta para a qual a transferência foi feita. Leia também: Os 5 golpes do PIX mais comuns feitos pelo celular; confira lista Tinder lança ferramenta que ajuda a evitar 'golpe do amor'; saiba como usar Wi-Fi público tem risco baixo, mas pode permitir golpes; veja dicas para se prevenir Veja mais dicas de segurança: Promessa de lucro fácil em jogos caça-níquel online é fraude, dizem especialistas e setor App para controle de ciclo menstrual pode coletar seus dados? Saiba se está sendo vigiado: veja sinais um celular infectado com aplicativo espião

05/07/2024

Por que o WhatsApp deixa de funcionar em celulares antigos

Meta, dona do app, revisa anualmente os sistemas operacionais que suportam o serviço, mas não divulga a lista dos aparelhos onde ele deixará de funcionar. Veja como saber se o seu celular pode perder o suporte. Saiba por que o WhatsApp deixa de funcionar em celulares antigos AP Photo/Patrick Sison Todo ano, o WhatsApp faz uma revisão dos sistemas operacionais (softwares) que serão compatíveis com o seu serviço e informa os novos requisitos de operação. Consequentemente, essa medida faz com que alguns aparelhos antigos deixem de ter o app de mensagens funcionando. Isso porque a Meta, dona do WhatsApp, prioriza uma lista de versões mais recentes de sistemas operacionais e que tenham mais usuários. Embora possa ser assustador, esse é um procedimento normal e empresa diz que a suspensão do suporte para o app não acontece "do nada", mas que informa o usuário antes de ele perder o acesso total ao aplicativo. Mas a Meta não divulga uma lista oficial dos aparelhos que deixarão de suportar o app de mensagens. O que ela informa é com quais sistemas ele é compatível. O Google, criador do sistema Android, o mais popular no mundo, e a Apple, responsável pelo iOS, que roda nos iPhones, costumam lançar uma nova versão todo ano, que é disponibilizada para modelos mais recentes. E mantêm, por algum tempo, versões anteriores, que atendem a aparelhos que não são tão novos. Atualmente, o WhatsApp é compatível com os sistemas: Android versão 5.0 e posterior iOS versão 12 e posterior KaiOS 2.5.0 e posterior ?????? Conheça o sistema KaiOS Como verificar o sistema operacional do seu celular ? No Android, siga este passo a passo: Clique no ícone de "Configurações" do celular; Em seguida, toque em "Sobre o dispositivo" e, depois, "Versão do Android"; Por fim, verifique a "Versão do Android". ? No iPhone (iOS), siga este passo a passo: Toque no ícone "Ajustes"; Depois, clique em "Geral" e "Atualização de Software"; Em seguida, verifique a última versão instalada. Por que celulares antigos perdem suporte? O WhatsApp deixa de oferecer suporte para softwares mais antigos e com menos usuários porque, segundo a Meta, eles podem não abranger as atualizações de segurança mais recentes do aplicativo ou não incluir funcionalidades necessárias para operar o WhatsApp. Celular antigo ou com defeito? Saiba se é hora de trocar de aparelho No caso dos iPhones, o WhatsApp terá suporte em aparelhos que estão, pelo menos, na versão 12 do iOS, que não é a mais nova (a mais recente, atualmente, é a iOS 17.5.1, que ficou disponível em maio deste ano para iPhone XS e posteriores). O iOS 12 é compatível com celulares da Apple entre o iPhone 5s e o iPhone XR. Assim, o WhatsApp é compatível com os modelos neste grupo e todos os outros lançados pela marca desde então. Como saberei quando meu celular não for mais compatível? A lista de versões de sistemas operacionais que são compatíveis com o WhatsApp é mantida na Central de Ajuda do app e atualizada anualmente. A Meta diz ainda que, antes de deixar de oferecer suporte para um sistema operacional, exibirá uma notificação no WhatsApp. "Também exibiremos alguns lembretes solicitando que você atualize o sistema", informa o app. LEIA TAMBÉM: WhatsApp de cara nova, novidade nos canais e mais recursos lançados em 2024 Governo manda Meta suspender uso de dados de usuários para treinar IA Como excluir sua conta do WhatsApp Celular perdido? Veja como localizar iPhone e Android pelo computador ou por app

04/07/2024

Por que o Japão só vai parar de usar disquetes em 2024

Até o mês passado, as pessoas ainda eram solicitadas a enviar documentos ao governo usando estes dispositivos de armazenamento ultrapassados. Os disquetes saíram de moda na década de 1990, à medida que soluções de armazenamento mais eficientes foram criadas Getty Images via BBC Demorou, mas o Japão finalmente disse adeus aos disquetes. Até o mês passado, ainda se exigia que pessoas enviassem documentos ao governo usando dispositivos de armazenamento ultrapassados, com mais de mil regulamentações exigindo seu uso. Mas estas regras foram finalmente eliminadas, segundo o ministro de Assuntos Digitais, Taro Kono. Em 2021, Kono "declarou guerra" aos disquetes. E, na quarta-feira (3/7), quase três anos depois, ele anunciou: "Vencemos a guerra contra os disquetes!" Kano estabeleceu como meta eliminar a tecnologia obsoleta desde que foi nomeado para o cargo. Ele também havia dito anteriormente que iria "se livrar do aparelho de fax". Outrora visto como uma potência tecnológica, o Japão ficou para trás na onda global de transformação digital dos últimos anos, devido a uma profunda resistência à mudança. Por exemplo, os locais de trabalho continuaram favorecendo os aparelhos de fax em vez dos e-mails ? planos anteriores para remover estes aparelhos dos escritórios públicos foram cancelados devido à resistência. O anúncio foi amplamente discutido nas redes sociais japonesas ? um usuário do X (antigo Twitter) chamou os disquetes de "símbolo de uma gestão anacrônica". "O governo ainda usa disquetes? Isso é tão ultrapassado... Acho que está cheio de pessoas idosas", dizia outro comentário no X. Outras postagens foram mais nostálgicas. "Me pergunto se os disquetes vão começar a aparecer em sites de leilão", escreveu um usuário. Criados na década de 1960, os dispositivos quadrados saíram de moda na década de 1990, à medida que soluções de armazenamento mais eficientes foram criadas. Um disquete de 3,5 polegadas (3 ½) é capaz de armazenar até 1,44 MB de dados. Seriam necessário mais de 22 mil destes discos para replicar um pendrive que armazena 32 GB de informação. A Sony, última fabricante de disquetes, encerrou sua produção em 2011. Lives do "jogo do tigrinho" surgem em canais de YouTube sobre culinária e jogos infantis Visto como potência tecnológica, Japão tem ficado para trás em algumas áreas por conta da resistência à mudança Getty Images via BBC Como parte da campanha tardia para digitalizar sua burocracia, o Japão lançou uma Agência Digital em setembro de 2021, liderada por Kono. Mas as tentativas do Japão para se tornar digital podem não ser tão simples na prática. Muitas empresas japonesas ainda exigem que os documentos oficiais sejam endossados ??com carimbos que equivalem a uma assinatura oficial, chamados hanko, apesar dos esforços do governo para eliminá-los gradualmente. As pessoas estão desapegando destes carimbos muito lentamente, segundo o jornal local The Japan Times. E só em 2019 que o último fornecedor de pager do país fechou seu negócio. O último assinante privado do serviço explicou que era o método de comunicação preferido da mãe idosa. LEIA TAMBÉM: Brasil será 1º país no mundo a ter 'modo ladrão' em celulares Android; veja como vai funcionar Contas de 'jogo do tigrinho' inundam Instagram e incomodam usuários; entenda Quem são os 12 filhos de Elon Musk A loja nos EUA que ainda vende disquetes

04/07/2024

Como receber alerta se a busca do Google mostrar seus dados, como endereço, telefone e e-mail

Chamada de "Privacidade nos resultados sobre você", a ferramenta monitora se informações pessoais estão sendo exibidas no buscador e permite solicitar que elas sejam removidas da pesquisa. Alerta do Google sobre resultados com seus dados pessoais Divulgação/Google Você sabia que seus dados pessoais podem estar disponíveis para qualquer pessoa que acessar o Google? São dados como endereço, telefones e até número de documentos. Pensando nisso, a empresa liberou para o Brasil uma ferramenta que alerta caso suas informações pessoais sejam exibidas em buscas (veja como ativar o recurso abaixo). Batizada de "Privacidade nos resultados sobre você", a opção permite registrar dados que você deseja monitorar. Depois, o Google informa se algum deles caiu na busca e oferece espaço para você solicitar a remoção. Para usar o recurso, é preciso informar nome, endereço, telefone ou e-mail, que, inicialmente, são os dados que o Google vai monitorar. A empresa disse que, ainda este ano, passará a suportar documentos como CPF, carteira de habilitação e passaporte. ?? A novidade não é capaz de excluir dados pessoais que aparecem em outros sites, mas ajuda a limitar o acesso a eles, já que a busca funciona como uma importante vitrine para a internet. Essa ferramenta já tinha sido lançada em 2022, mas só foi anunciada para o país no começo deste mês. A novidade foi apresentada no Google For Brasil 2024, evento com lançamentos para o mercado brasileiro. Ela se parece com o formulário para pedir remoção de dados da pesquisa, mas atua de forma proativa. Abaixo, confira o passo a passo para ativar o modo privacidade nos resultados sobre você. Como ativar alerta sobre dados pessoais no Google O recurso está disponível em goo.gle/resultsaboutyou. Também é possível acessá-lo ao clicar em sua foto no app do Google e selecionar "Privacidade nos resultados sobre você" ou ao clicar nos três pontos ao lado de um resultado da busca. Depois, siga os passos abaixo: No primeiro acesso, clique em "Começar agora" e confirme que deseja prosseguir; Adicione seus dados de contato, como nome, endereço, telefone e e-mail (é possível incluir mais de um dado em cada categoria), e selecione "Continuar"; Escolha onde você deseja receber o alerta caso as informações apareçam na busca ? e-mail ou notificação no app; Clique em "Salvar" e, depois, em "Terminei". Em seguida, o Google começará a procurar resultados que correspondam a seus dados pessoais, o que pode levar algumas horas. Ao final do processo, a empresa enviará uma notificação, mas também mostrará o que encontrou na seção "Resultados para analisar" da página. A lista mostrará o título e a fonte de cada resultado, e permitirá que você peça para remover algo ao clicar nos três pontos ao lado do resultado e, então em "Remover". O conteúdo será removido se atender aos critérios do Google. A empresa retira, por exemplo, informações de identificação pessoal e outros tipos de dados caso eles sejam compartilhados de forma mal-intencionada. LEIA TAMBÉM: Como apagar histórico no Chrome e em outros serviços do Google Os 12 filhos de Elon Musk 'Jogo do tigrinho' contrata influenciadores mirins e direcionam anúncios para crianças Celular perdido? Veja como localizar iPhone e Android pelo computador ou por app Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual Saiba se está sendo vigiado: veja sinais um celular infectado com aplicativo espião

04/07/2024

Lives de Fortune Tiger, o jogo do tigrinho, surgem em canais de YouTube sobre culinária e jogos infantis

Transmissões, na verdade, são vídeos que se repetem por horas e prometem lucro alto. Diretrizes do YouTube proíbem mensagens do tipo. Alguns dos responsáveis dizem que tiveram as contas invadidas. Lives do jogo do tigrinho, surgem em canais de YouTube sobre culinária e jogos infantis Lives com dezenas de horas de duração sobre o Fortune Tiger (ou jogo do tigrinho), um dos mais famosos caça-níqueis online, têm surgido diariamente em canais populares de YouTube sem qualquer relação com o assunto ? como culinária, música e jogos infantis. Em vez de transmissões ao vivo, essas lives são, na verdade, repetições por horas a fio de um mesmo conteúdo gravado. O conteúdo é sempre o mesmo: um apresentador diz ter encontrado uma falha que permite ganhar muito dinheiro em supostas novas versões do Fortune Tiger, nome oficial do jogo do tigrinho. Em um dos casos, o apresentador diz que lucrou o equivalente a 8 salários em meia hora. O g1 analisou oito lives assim, postadas em sete canais diferentes, que têm entre 1 milhão e 7,2 milhões de seguidores. Sete lives ficaram inacessíveis após a reportagem entrar em contato com os donos dos canais e uma foi removida pelo YouTube por violar as diretrizes da plataforma. Advogados e especialistas do setor de aposta apontam ilegalidade de lives que promovem apostas como fonte de renda e falsas estratégias para garantir ganho de dinheiro. "Jogo é entretenimento e não fonte de renda extra. O jogo regulamentado é randômico e auditável e não há como prever o resultado futuro, a oferta de estratégias que apresentem essa possibilidade são enganosas" diz a advogada Ana Gatti, diretora de operações da Associação Brasileira dos Bingos Cassinos e Similares (Abrabincs). REDES SOCIAIS: brasileiros reclamam de serem colocados sem querer em grupos do 'jogo do tigrinho' no WhatsApp TIGRINHO: veja como funciona uma 'conta demo', usada por influenciadores para mostrar 'ganhos' de milhares de reais As regras do YouTube proíbem vídeos que façam promessas exageradas, como afirmar que os espectadores podem enriquecer rapidamente. Os responsáveis por 2 dos 7 canais (@familiasantana e @leomedeiros) disseram à reportagem que tiveram as contas invadidas e negaram relação com as lives. Os responsáveis pelos canais @SrPedroCanal (jogos infantis), @McArcoIris (conteúdo para adolescentes), @DandoTrela (humor) e @pedrobennington (humor) não responderam até a publicação desta reportagem. O g1 não conseguiu encontrar contato do responsável pelo canal @GahMarinax. Lives do tigrinho promovem ganhos milagrosos; setor de apostas aponta que jogos são para entretenimento, não fonte de renda Arte g1 80 comentários iguais de 22 contas diferentes Enquanto as transmissões ocorrem, usuários diferentes postam links para sites de apostas e fazem comentários repetitivos com elogios a essas plataformas. Em um dos vídeos, ao longo de 25 minutos, a mensagem "muito boa essa plataforma" apareceu 80 vezes, postada por 22 contas diferentes. Em outra, o mesmo comentário ("muito boa essa plataforma") aparece 49 vezes, postado por 19 perfis diferentes num intervalo de 13 minutos. Essa repetição indica que comentários postados nas lives são automatizados, segundo o especialista de segurança digital Thiago Ayub. A prática de inflar artificialmente comentários para aumentar o engajamento também é proibida pelo YouTube. Lives promovem links para sites no exterior Além de elogios, nos comentários são postados links de sites de apostas que estão em português, mas são hospedados no exterior, segundo análise do perito digital Wanderson Castilho. Os sites mmabet.com e go.aff.apostatudo.bet dizem ter autorização do governo de Curaçao para operar ? naquele país, os caça-níqueis online são liberados. O g1 entrou em contato com ambos para saber se têm conhecimento das lives falsas, mas não obteve retorno. O g1 não conseguiu contato com o grandebetpix.com, que não informa de onde é. Segundo o advogado Fábio Jantalia, especialista em jogos e apostas, empresas sediadas no exterior podem oferecer o jogo do tigrinho para jogadores brasileiros, desde que tenham autorizações dos países em que estão sediadas. "Atualmente, ele é explorado a partir de outros países, em BETs que têm sede em outros países, nos quais elas hospedam seu site e são licenciadas para isso. Portanto, mesmo aquelas que oferecem o jogo do tigre em plataformas sediadas no exterior, desde que o país onde essa plataforma esteja sediada tenha autorização, também não há nenhuma irregularidade". No Brasil, o setor de apostas avalia que o jogo do tigrinho se enquadra na categoria de jogos on-line prevista na lei que regulamentou o mercado de apostas, publicada em dezembro de 2023. Essa lei define que os jogos on-line são aqueles em que o resultado é determinado de forma aleatória, a partir de um gerador randômico de números, símbolos, figuras ou objetos ? definido por sistema de regras. Para alguns integrantes do setor, é nessa categoria que se enquadram caça-níqueis como o tigrinho. O advogado Luis Felipe Ferrari ressalta, entretanto, que para ser oferecido por plataformas sediadas no Brasil, o jogo precisa cumprir uma série de regras ? a lei das bets exige que os jogos passem por um processo de certificação. "O jogo do tigrinho até poderia se enquadrar nessa nova lei, desde que cumprisse com os requisitos previstos na norma, principalmente em relação à integridade de apostas e prevenção à manipulação de resultados, o que hoje não é possível auditar", afirma o advogado. Além disso, as plataformas precisam ter autorização do Ministério da Fazenda para atuar no país. As empresas que tiverem interesse terão até 31 dezembro de 2024 para se adequarem à nova legislação. "A partir de 1º de janeiro de 2025, serão iniciadas as atividades de monitoramento e fiscalização e eventualmente de sanção das empresas que tiverem sido autorizadas. Aquelas que não tiverem uma autorização do Ministério da Fazenda não poderão ofertar serviço em nível nacional", segundo a pasta. REGULAMENTAÇÃO: governo Lula deve publicar neste mês portaria sobre apostas on-line Vídeo: como influencers atraem mais vítimas para o jogo do tigrinho Propagandas fraudulentas do "Jogo do Tigrinho" invadem celulares e redes sociais

03/07/2024

Koo fecha e se despede de brasileiros: 'Teremos boas lembranças um do outro'

Rede social indiana que ficou conhecida no Brasil após a compra do X (então Twitter) pelo bilionário Elon Musk disse que seu decidiu encerrar suas operações por conta de 'um ambiente de financiamento ruim'. Rede social Koo anuncia encerramento de operações Reprodução O Koo vai deixar de funcionar. A rede social indiana, que ficou conhecida no Brasil após a compra do X (então Twitter) pelo bilionário Elon Musk, anunciou que vai encerrar suas operações em todo o mundo nesta quarta-feira (3). A empresa afirmou que seu encerramento aconteceu "devido a um ambiente de financiamento ruim" e agradeceu aos brasileiros: "Nós amamos vocês". "Não se preocupe. Sempre teremos boas lembranças um do outro. Interagir com sua positividade, por mais curta que tenha sido, foi um romance que sempre valorizaremos", disse o Koo, em comunicado no X. Em seu site, o Koo afirmou que recebeu mais de 60 milhões de downloads e tinha cerca de 8 mil perfis VIPs, voltados para influenciadores, e 100 contas de veículos de comunicação. "Infelizmente, administrar uma rede social envolve gastos pesados ??por alguns anos antes que ela se torne lucrativa. Nós também precisávamos de mais tempo para chegar lá", disse a empresa. "Temos procurado arrecadar fundos nos últimos dois anos, mas o mercado de financiamento azedou, não apenas para Koo, mas para milhares de startups por aí. Tornando muito difícil continuar executando as operações". A plataforma foi lançada em 2020, mas chamou a atenção de brasileiros em novembro de 2022. Na época, muitas pessoas buscavam alternativas ao Twitter por entenderem que, sob o comando de Elon Musk, a moderação de conteúdo seria afrouxada. Por ter uma proposta parecida e um trocadilho involuntário em sua marca, o Koo ganhou a simpatia de usuários no Brasil: em uma semana, o aplicativo da rede social foi baixado por 2 milhões de pessoas no país. Polêmicas na Índia Na Índia, a plataforma foi cercada de controvérsias e chegou a ser acusada de promover campanhas do governo e de não agir de forma adequada contra discurso de ódio, em meio a uma batalha entre o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o Twitter. Modi determinou que o Twitter bloqueasse contas de agricultores contrários às medidas do governo. A rede social chegou a atender a ordem, mas voltou atrás por entender que se tratava de "justificativa insuficiente", iniciando um embate entre o governo e a empresa. Insatisfeitos com as medidas do Twitter, integrantes do governo Modi e celebridades de extrema-direita migraram em peso para o Koo e, com eles, outros milhões de seguidores indianos. A divisão religiosa no país, muitas vezes cercada por tensão, ampliou o discurso de ódio no Koo, mas também em outras redes, como o Facebook. O Koo é acusado de promover propagandas do governo e de não combater eficientemente o discurso de ódio contra muçulmanos. Rede social Koo viralizou entre brasileiros em 2022 Divulgação/Reuters Forbes divulga lista dos maiores influenciadores do mundo em 2023

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