Aguia

MANUTENÇÃO E MONTAGEM

NOTICIA

18/04/2024

Google demite 28 funcionários que protestaram contra contrato entre a empresa e Israel

Vice-presidente de Segurança Global da empresa, Chris Rackow, anunciou a demissão através de um e-mail. Manifestações ocorreram na terça-feira (16), nos Estados Unidos, contra um suposto acordo de 1,2 bilhão que estaria apoiando o conflito na Faixa de Gaza. Manifestantes exigem que Google encerre contrato de nuvem com Israel REUTERS/Nathan Frandino O Google demitiu nesta quinta-feira (18) 28 funcionários que protestaram contra projeto Nimbus, um acordo da empresa com o governo de Israel. O contrato de US$ 1,2 bilhão prevê o uso da estrutura de nuvem da companhia para serviços de inteligência artificial e detecção facial. O desligamento dos funcionários foi anunciado pelo vice-presidente de Segurança Global da empresa, Chris Rackow, em um e-mail enviado ao corpo de empregados da companhia, ao qual o jornal norte-americano The Wall Street Journal teve acesso. Em comunicado, funcionários do Google afiliados à campanha No Tech for Apartheid (Nenhuma tecnologia para o apartheid, em tradução livre) classificaram a medida de ?ato flagrante de retaliação?. Além disso, a nota diz que alguns dos empregados demitidos não estavam no protesto, que ocorreu na terça-feira (16) nas cidades de Nova York e Sunnyvale, ambas nos Estados Unidos. Na ocasião, os manifestantes ameaçavam ocupar os escritórios da empresa até o cancelamento do contrato (saiba mais abaixo). Ao todo, 9 trabalhadores chegaram a ser presos em Sunnyvale no dia do protesto, segundo à Reuters. ?Impedir fisicamente o trabalho de outros funcionários e impedi-los de acessar nossas instalações é uma clara violação de nossas políticas e um comportamento completamente inaceitável?, afirmou o Google em comunicado. Os empregados do Google protestam e criticam publicamente o contrato desde 2021, mas à medida que o conflito entre o governo israelense e o grupo terrorista Hamas aumenta, isso se intensificou. Leia também: Estudo contraria ideia de que jovens brasileiros usam mais usa internet O que acontece com nossas contas de rede social quando morremos ?O contrato O projeto Nimbus fornece serviços em nuvem ao governo israelense. Esse acordo, segundo a Reuters, poderia apoiar o desenvolvimento de ferramentas militares pelo governo israelense. A Amazon, outra grande empresa do setor, também faz parte do acordo. O serviço disponibiliza ferramentas de inteligência artificial, detecção facial, categorização automatizada de imagens, rastreamento de objetos e análise de sentimentos. Em sua declaração, o Google sustentou que o contrato da Nimbus ?não é direcionado a cargas de trabalho altamente sensíveis, confidenciais ou militares relevantes para armas ou serviços de inteligência?. Em nota ao TechCrunch , Hasan Ibraheem, um engenheiro de software do Google que participou do protesto na cidade de Nova York, disse que, ao fornecer infraestrutura de nuvem e IA para os militares israelenses, o Google está ? diretamente implicado no genocídio do povo palestino?. Ajudar pessoas na rua e filmar para postar e ganhar seguidores é crime? Saiba mais no vídeo abaixo Vídeos com ajuda a pessoas em mercados ganham milhões de visualizações g1 testou óculos virtual da Apple; assista ao vídeo e veja as impressões Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual

18/04/2024

Entenda como o TikTok impacta nos negócios e conheça produtos que viraram sucesso após viralizar

A diretora geral de negócios do TikTok para América Latina, Gabriela Comazzetto, esteve no Web Summit nesta quarta-feira (17) e citou exemplos como o livro 'É Assim Que Começa', da escritora Colleen Hoover, que explodiu de vendas após usuários o colocarem em lista de recomendação. A diretora geral de negócios do TikTok para América Latina, Gabriela Comazzetto, esteve no Web Summit nesta quarta-feira (17) Raoni Alves / g1 Rio Se você ainda acredita que o TikTok é apenas uma rede social para ver e postar dancinhas coreografadas é preciso rever seus conceitos. Este foi uma das ideias passadas na apresentação da diretora geral de negócios do TikTok para América Latina, Gabriela Comazzetto, no Web Summit nesta quarta-feira (17). Ela apresentou alguns exemplos de como a plataforma está impactando os negócios de diferentes setores. Segundo Gabriela, o TikTok não deve ser visto como uma rede social e sim como uma plataforma de entretenimento e conteúdo. "O TikTok não é uma rede social. O principal papel do TikTok é entretenimento e conteúdo. Não importa o número de seguidores, o feed construído é baseado em seus interesses". "Você não entra no TikTok para ver o que um amigo ta fazendo, você entra pra ver conteúdo", definiu a executiva. Com mais de 1 bilhão de usuários ativos no planeta, o TikTok vem se destacando pela influência de suas comunidades. Esses grupos são formados por usuários com o mesmo interesse. São comunidades que passaram a causar grande impacto em seguimentos como o literário, musical, de cosméticos, de produtos de limpeza e de educação financeira, por exemplo. Segundo Gabriela, os seguidores de determinado grupo ficam sabendo de algum produto através do TikTok e passam a recomendar para outros usuários. Quando aquele item viraliza geralmente as vendas explodem. Exemplos de sucesso após viralização: livros da escritora Colleen Hoover; produtos de beleza da marca Skala; hidratante labial Carmed Fini; e músicas feitas pensando na plataforma; Na opinião da executiva da plataforma de vídeos curtos, essas comunidades estão criando movimentos culturais, além de impulsionar vendas dos produtos que eles aprovam. "O grande ponto aqui (TikTok) é que não importa quantos seguidores você tem. Não importa se você tem 10 milhões, 1 milhão, 500 mil ou dez mil seguidores. O que importa, de fato, é a história que cada um de vocês veio para contar", analisou. "Por isso a gente fala da democratização da cultura. Todo mundo pode e tem voz na plataforma", explicou Gabriela. Escritora independente vira líder de vendas Uma das comunidades mais famosas e engajadas do Tiktok é a 'BookTok'. Seus usuários conseguiram influenciar a maneira como os livros são lançados, divulgados e vendidos no Brasil e no mundo. Executiva do TikTok ensina como monetizar na plataforma; veja dicas Na maioria dos vídeos, os seguidores da 'BookTok' compartilham indicações de livros e resenhas. O principal exemplo de sucesso que surgiu desse grupo foi a escritora norte-americana Colleen Hoover, que nos últimos dois anos liderou o número de vendas online de livros no Brasil. Os livros ?É Assim que Começa? e ?É Assim que Acaba?, são dois exemplos de como os usuários mudaram a carreira de Colleen. A escritora de 44 anos já tinha mais de 20 publicações, sem muito destaque, até que um de seus livros viralizou no TikTok. "É Assim que Começa" fala sobre relacionamento abusivo, violência doméstica e violência contra a mulher e virou febre no TikTok, principalmente no Brasil, onde já ultrapassou os 2 milhões de unidades vendidas. O impacto provocado pela comunidade foi tão grande, que a escritora decidiu dedicar aos usuários do TikTok uma página inteira no livro que conta a sequência da história. "Na última página do livro dela (É Assim que Acaba) ela dedica para a comunidade e ela fala que ele só aconteceu porque a comunidade pediu a sequência da história", explicou Gabriela. Com a descoberta desse novo fenômeno da internet, as editoras, livrarias e sites de e-comerce passaram a criar sessões dedicadas aos livros que viralizam no TikTok. Estoque zerado em 15 dias Assim como as livrarias, muitas farmácias brasileiras também precisaram se adaptar e criar áreas para um produto que viralizou no TikTok. Como ganhar dinheiro no TikTok? Conheça as modalidades Séries e Bônus Ao mencionar o impacto da plataforma para os negócios, Gabriela lembrou o caso Carmed Fini, um hidratante labial produzido pela Cimed em parceria com a empresa de doces Fini. O sucesso começou com um vídeo postado por uma das donas da Cimed. A publicação mostrava a produção do novo produto. O vídeo bombou. Segundo Gabriela, a empresa tinha previsto um estoque para seis meses. A procura foi tão grande que eles venderam tudo em 15 dias. "As pessoas começaram a correr nos pontos de venda procurando o Carmed Fini, que ainda não tinha. A empresa acelerou a produção e eles venderam em 15 dias o que eles esperavam vender em 6 meses", contou a executiva do TikTok. "As farmácias tiveram que colocar na entrada placas dizendo que não tinham Carmed Fini porque as pessoas entravam na loja procurando", completou. A própria dona da Cimed, Karla Marques Felmanas, postou um vídeo falando sobre a situação inusitada. "Eu sou a prova viva da força do TikTok. Vocês conhecem esse produto? Ele é um sucesso porque o TikTok estourou ele antes dele chegar na farmácia. Esse produto aqui foi quase seis meses pensando no lançamento, pedindo estoque para seis meses de venda. Pra nossa surpresa, esgotou tudo em 15 dias", reforçou Karla. Empresa passou a exportar para os EUA Um vídeo postado por uma cliente peruana que morava nos EUA e estava no Brasil de passagem fez uma pequena empresa mineira ganhar milhares de clientes nos Estados Unidos. Na publicação, a jovem peruana falava sobre um produto para cabelos comprado no Brasil por menos de cinco dólares. Segundo ela, o creme era maravilhoso. O vídeo teve mais de 10 milhões de visualizações em poucos dias. A Skala, empresa que vendia o produto, passou a ver grande potencial no mercado norte-americano. "Ela subiu esse vídeo no TikTok organicamente. Esse vídeo viralizou nos EUA e a Skala começou a exportar o produto para o mercado americano por conta de um vídeo orgânico que subiu no TikTok", comentou Gabriela. O mesmo impacto já havia sido percebido no mercado da produção musical no Brasil. Segundo a executiva do TikTok, muitos artistas já compõem pensando primeiro em viralizar na plataforma. "As marcas que hoje estão tendo todo esse sucesso entenderam como fazer essa comunicação, como engajar profundamente uma comunidade e como consequência estão vendendo cada vez mais", disse Gabriela durante sua palestra. Jovens estão trocando o Google pelo TikTok na hora fazer pesquisas

17/04/2024

'Liberdade de expressão não inclui homofobia, racismo e crime de ódio', diz presidente do Google no Brasil

Fábio Coelho participou do Web Summit Rio 2024, maior evento de tecnologia e inovação do mundo, que acontece até quinta-feira (18). Declaração acontece dias após ameaças e ataques de Elon Musk contra decisões do STF. Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, esteve no Web Summit, o maior evento de tecnologia e inovação do mundo, que acontece no Rio de Janeiro até a próxima quinta-feira (18). Raoni Alves / g1 Rio O presidente do Google Brasil, Fábio Coelho, afirmou nesta quarta-feira (17) que a empresa é a favor da liberdade de expressão, desde que a opinião publicada não seja crime. A declaração foi feita no evento de tecnologia e inovação Web Summit Rio 2024. "O exercício da cidadania pressupõe a liberdade de expressão, mas a liberdade de expressão não inclui homofobia, racismo e o crime de ódio", disse Fábio durante o evento na Zona Oeste do Rio. A fala do executivo acontece dias após ameaças e ataques do bilionário Elon Musk, dono da rede social X (antigo Twitter), contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinavam a suspensão de perfis dessa plataforma. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a conduta de Musk seja investigada em novo inquérito. Ele também incluiu o empresário entre os investigados no inquérito já existente das milícias digitais. "As empresas, as plataformas, estão sujeitas ao arcabouço legal do país. Decisões em primeira instância podem ser discutidas, mas quando chega na suprema corte, no Supremo Tribunal Federal, essa decisão tem que ser cumprida. A internet não é um espaço onde vale qualquer coisa", comentou Fábio Coelho. Luta contra a desinformação Fábio Coelho participou do painel "Aproveitando a IA para um futuro melhor". No evento, ele também contou como o Google lida com "fakes news" e quais são as estratégias da empresa para impedir a propagação de notícias falsas. "Todas as empresas têm que ter responsabilidade para tratar das questões da desinformação", disse o executivo. Ele afirmou que o Google tenta valorizar conteúdos de qualidade e remover rapidamente o conteúdo de baixa qualidade com a ajuda de algoritmos. "E, finalmente, temos que respeitar as ordens judiciais, principalmente as da Suprema Corte, que estão aí para serem cumpridas", completou. O presidente do Google Brasil também falou sobre o papel do cidadão na batalha contra a desinformação. Fábio Coelho afirmou que as pessoas podem ter opinião, mas não devem repassar aquilo que sabem ser "fake news". "O contraditório é importante. Deixar as pessoas ter opinião é super importante, mas aquilo que são realmente fake news tem que ser removidas da internet". "O cidadão também tem um papel nisso ao não repassar coisas que a gente sabe que são fake news", finalizou. O primeiro tradutor de Libras foi apresentado no Web Summit Rio 2024 Com mais de 50 milhões de seguidores, Mari Maria dá dicas de como empreender na internet

17/04/2024

Grindr quer promover 'bairros gays' digitais com recurso que mostra perfil para outros países

Objetivo da empresa é fazer com que usuários possam aproveitar o app para unir a comunidade LGBTQIA+ para 'busca de recomendações, informações, recursos locais'. Chinesa dona do Grindr vende aplicativo por US$ 608 milhões Aly Song/Reuters O Grindr, principal app de relacionamento LGBTQIA+, anunciou que deseja ajudar a criar "bairros gays (também chamados de "gayborhoods) em sua plataforma, espaços em que pessoas podem interagir com segurança. Parte das comemorações de 15 anos do aplicativo, a novidade foi apresentada no Web Summit Rio 2024, maior evento de tecnologia e inovação do mundo. Ela vai envolver algumas mudanças no aplicativo, começando pelo recurso batizado de Roam. O Roam do Grindr permite ao usuário exibir seu perfil em outros países antes mesmo de viajar. Já em testes e prevista para ser lançada globalmente no terceiro trimestre, a funcionalidade é parecida com o que existe em aplicativos como Tinder e Bumble. Segundo o presidente-executivo do Grindr, George Arison, o recurso vem para aprimorar laços entre a comunidade e fazer com que o app também seja usado para outros tipos de conexões: "busca de recomendações, informações, recursos e um senso de conexão". "Em breve, vamos anunciar a nossa nova declaração de missão já com o propósito dos bairros gays e teremos outras novidades exclusivas para eles", conta George Arison em entrevista ao g1. Com 50 milhões de seguidores, influencer Mari Maria dá dicas de como empreender na internet Por que o Grindr quer criar bairros gays? O Grindr afirma que, durante muito tempo, a comunidade LGBTQIA+ se conectou fisicamente em várias cidades do mundo criando os "gayborhoods" ("bairros gays" na tradução). O objetivo era fazer com que pessoas da comunidade pudessem se conectar livremente e em segurança, explicou Arison em sua palestra. "Quando as pessoas se assumiam como gay, por exemplo, elas queriam estar cercadas de gente como elas, frequentando locais em que elas se sentem bem e para conhecer novas pessoas. Mas nem todo mundo tem ou teve essa oportunidade em suas regiões. O Grindr quer ajudar elas nisso", diz George Arison. Apesar da nova proposta, a empresa ressalta que não quer mudar a ideia principal da plataforma, que é um ser um app de relacionamento, assim como o Tinder. LEIA TAMBÉM: Embraer abre inscrições para programa de estágio com vagas em todo o Brasil; veja como concorrer Lenovo apresenta primeiro tradutor de Libras do mundo desenvolvido com inteligência artificial Boca Rosa diz apostar na diversidade para faturar R$ 1 bilhão por ano em 2030 George Arison, CEO do Grindr no Web Summit Rio 2024 Darlan Helder/g1 O primeiro tradutor de Libras foi apresentado no Web Summit Rio 2024 Com mais de 50 milhões de seguidores, Mari Maria dá dicas de como empreender na internet

17/04/2024

Estudo contraria ideia de que jovens brasileiros fazem parte de faixa etária que mais usa internet

Pesquisa sobre níveis de conectividade mostra que pessoas entre 10 e 24 anos, que estão na faixa de maior conectividade, não passam de 25%. Desigualdade social é o principal motivo. Pesquisa aponta que jovens brasileiros não são maioria em conexão virtual Freepik Jovens brasileiros entre 10 e 24 anos de idade não são maioria entre aqueles que têm uma experiência completa na internet no Brasil. É o que aponta o estudo do Cetic (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação) sobre os níveis de uso da rede no Brasil. O levantamento apontou deficiências no acesso, na forma de utilizá-la e no alcance da internet no âmbito nacional. No recorte de faixa etária, o estudo aponta que não é real a ideia de que quanto mais jovem, mais conectada ao mundo virtual a pessoa será. A coordenadora do estudo, Graziela Castello, explica que a pesquisa contraria a ideia de que a inclusão digital está relacionada a uma possível transição geracional, partindo do que sugere o senso-comum, de os jovens são superconectados. "Quando entendemos a conectividade como um todo, fica claro que uma parcela importante desse grupo possui condições precárias de conectividade e vai ingressar no mercado de trabalho com uma desvantagem grande", declara. Segundo ela, a realidade de um jovem que mora na periferia e não tem qualidade na conexão "é muito distinta da de um jovem da mesma idade que tem melhores condições. Essas diferenças potencializam desigualdades já existentes". Nesse contexto, a pesquisa teve como base 9 indicadores: custo da conexão domiciliar; plano de celular; dispositivos per capita; computador no domicílio; uso diversificado de dispositivos; tipo de conexão domiciliar; velocidade da conexão domiciliar; frequência de uso da internet; locais de uso diversificado. A partir disso, o levantamento revela que somente 16% e 24% daqueles com idades entre 10 e 15 anos e 16 e 24 anos, respectivamente, preenchem de 7 a 9 desses indicadores, como mostra o gráfico abaixo: Gráfico sobre níveis de conectividade e dimensão sociodemográfica no Brasil Fonte: NIC.BR (2023C) Os níveis mais elevados ocorrem justamente entre os grupos etários de maior incidência no mercado de trabalho - entre 25 e 44 anos. A pesquisa aponta ainda que 84% da população brasileira de 10 anos ou mais acessa a internet, mas somente 22% dos brasileiros a partir dessa idade têm condições de utilizar a internet de forma satisfatória, enquanto para a maioria (57%), a realidade é menos positiva.

17/04/2024

Com mais de 50 milhões de seguidores, a influencer Mari Maria dá dicas de como empreender na internet

Dona da marca de maquiagens Mari Maria Makeup, a empresária de 31 anos foi uma das convidadas do Web Summit 2024, no Rio. Ao g1, ela contou como começou a empreender e quais são os próximos passos da carreira. Com mais de 50 milhões de seguidores, Mari Maria dá dicas de como empreender na internet Com mais de 50 milhões de seguidores em suas redes, dona de uma marca que fatura milhões por mês, com produtos em todo o Brasil e uma das influenciadoras mais bem pagas do mundo, Mari Maria é um fenômeno digital brasileiro. No primeiro dia do Web Summit 2024, nesta terça-feira (16), a dona da marca de maquiagens Mari Maria Makeup afirmou que sonha em levar seus produtos de beleza para o mundo, sem esquecer do seu principal objetivo: melhorar a autoestima das pessoas. Ao g1, a mineira, que morou em Brasília e hoje vive em São Paulo, justamente para estar mais perto do seu negócio, contou um pouco sobre sua trajetória e deu algumas dicas para quem está começando a empreender. Com mais de 50 milhões de seguidores, a influencer Mari Maria participa do Web Summit Divulgação Dicas da Mari Forme o seu público "Eu vou começar com dicas que eu acabei fazendo na minha carreira. Primeira dica é para você conquistar um público. Quando você encontra um público você já sabe porque você vai fazer aquele produto". Descubra qual produto o seu público quer "A segunda dica é saber qual produto que vai fazer sentido para o seu público. Quando você cria essa comunidade e oferece esse produto certo, você sabe que vai ter uma comunidade fiel". Se envolva com o negócio "A terceira dica é: Esteja dentro do desenvolvimento, viva o seu negócio. É importante você viver aquilo que você acredita. Então você tem que estar ali todo dia. Ser obcecado pelo seu negócio faz muito sentido. Essas são as dicas que não só eu dou pra você como eu dou pra mim todo dia". Trajetória de sucesso A carreira como influenciadora digital de Mari Maria teve início em 2014, quando ela começou a fazer seus primeiros vídeos. Influenciada pelo marido, Mari decidiu mostrar na internet como ela fazia suas maquiagens. "Eu comecei na internet pela minha paixão pela make, muito pelo incentivo do meu marido. Ele via eu me maquiando e falava pra eu gravar vídeos na internet. Um belo dia resolvi gravar", disse. Grande público para ouvir Mari Maria no Web Summit Raoni Alves / g1 Rio Do início quase despretensioso aos primeiros contratos, não demorou muito. Apesar de ser uma época em que os vídeos não tinham o mesmo alcance de hoje, Mari foi notada por algumas marcas do setor depois de fazer tutoriais de maquiagem para cobrir uma de suas marcas registradas, as sarnas no rosto. "Naquela época, as coisas não viralizavam como hoje. Eu comecei pelo Youtube, fazendo uns vídeos. Mas eles só começaram a viralizar quando eu passei a mostrar como eu cobria as minhas sardas. As marcas começaram a ter interesse na divulgação do meu perfil, por conta dos meus tutoriais". Poucos anos depois, Mari e o marido, Rudy Loures, viram que aquela ideia poderia ter um potencial de grande negócio. Nessa época, eles decidiram investir em um produto próprio, mas sem deixar de fazer parcerias. Com alguns bons resultados, a dupla de empresários resolveu então dar mais um passo fora da zona de conforto do casal. Eles deixaram a cidade de Brasília e se mudaram para São Paulo. A ideia era estar mais perto das fábricas que desenvolviam os produtos da Mari. "Não dava mais para ser só criador de conteúdo. Por muito tempo eu fui criador e eu podia morar onde eu quisesse. As marcas me mandavam os produtos e eu fazia os vídeos. Mas a partir do momento que você faz e desenvolve os produtos você tem que ta nos grandes centros, principalmente perto das fábricas", explicou Mari. "Meu sonho é conseguir levar a maquiagem brasileira, com fórmulas brasileiras, falar de brasilidade no mercado internacional. E fazer isso com qualidade", apontou Mari Maria. Mari Maria tem mais de 50 milhões de seguidores Raoni Alves / g1 Rio A carreira de Mari explodiu depois da mudança de cidade. A Mari Maria Makeup fechou grandes parcerias com gigantes do setor de cosméticos e passou a expandir suas vendas para todo o Brasil. Atualmente, a empresa conta com mais de 5 mil pontos de venda, tem parcerias com marcas de shampoo e sapato e um potencial enorme. Contudo, mesmo com a estrada bem pavimentada, os fãs de Mari podem ficar tranquilos que ela não pretende deixar as redes sociais para ocupar apenas o papel de empresária. "Eu não quero só ser empresária e não aparecer mais na internet. Eu acho que seria ruim para os seguidores e talvez não vendesse mais como eu vendo hoje. Eu acho que tem que fazer sentido", ponderou. Depois de dez anos de trabalho, Mari Maria segue pensando em como levar seus produtos para mais lugares e como influenciar cada vez mais pessoas. "Eu to sempre buscando novidades, buscando entender como encaixar, entender meu seguimento, meu público-alvo. É bem complexo, mas meu objetivo é influenciar para que as pessoas possam ter acesso a maquiagens de qualidade. Hoje eu quero ser uma grande influenciadora e grande marca no Brasil e no mundo", projetou a empresária. "Eu acredito que a maquiagem mexe com a parte interna das pessoas, a autoestima, a confiança e pode mudar a vida de muitas pessoas. Se eu sou parte desse movimento, eu sempre vou buscar novas fórmulas, entender o que existe de novo no mercado e trazer isso de forma democrática", disse a empresária de 31 anos, dona da marca de maquiagens Mari Maria Makeup.

17/04/2024

Embraer abre inscrições para programa de estágio com vagas em todo o Brasil; veja como concorrer

Ao todo, são 200 vagas ofertadas e podem participar candidatos dos cursos de administração, engenharia e tecnologia da informação. Embraer abre inscrições para programa de estágio com vagas em todo o Brasil; veja como concorrer Divulgação/Embraer A Embraer está com inscrições abertas para o seu programa de estágio em todo o Brasil. São 200 vagas disponíveis para início em agosto de 2024. O anúncio foi feito pela própria empresa durante o Web Summit Rio 2024, maior evento de tecnologia e inovação do mundo, que acontece até o dia 18 de abril no Rio de Janeiro. As inscrições começaram nesta terça-feira (16) e vão até o dia 10 de maio. Os interessados podem se inscrever neste link ? todo o processo seletivo será on-line, segundo a companhia. Há oportunidades para estágio nos modelos remoto, híbrido ou presencial em diversas áreas, como administração, engenharia e tecnologia da informação (TI) dos níveis técnico e superior, de todas as idades. A bolsa-auxílio pode variar entre R$1.000 a R$2.400, e depende da quantidade de horas de estágio por semana. Os aprovados também receberão convênio médico e odontológico, vale-transporte, vale-refeição, recesso remunerado e outros benefícios. Veja mais sobre trabalho e carreira: Short friday: sair mais cedo do trabalho às sextas já é realidade em algumas empresas Usuários do TikTok compartilham o momento em que são dispensados de seus trabalhos O que diz quem passa pelo teste da semana de 4 dias no Brasil

17/04/2024

Lenovo apresenta primeiro tradutor de Libras do mundo desenvolvido com inteligência artificial

Projeto apresentado no Web Summit, no Rio, foi feito em parceria com o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) e usa IA para transformar gestos em texto e áudio. O primeiro tradutor de Libras foi apresentado no Web Summit Rio 2024 O primeiro tradutor simultâneo de Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi apresentado nesta terça-feira (16) durante o Web Summit Rio 2024, evento de tecnologia e inovação que acontece no Rio de Janeiro. O sistema, que conta com o uso de inteligência artificial (IA) para reconhecer o que está sendo comunicado na linguagem de sinais, foi desenvolvido pela Lenovo em parceria com o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), um núcleo de pesquisa e inovação sem fins lucrativos. A empresa investiu US$ 4 milhões no projeto e já patenteou a tecnologia no país, revela o diretor executivo da Lenovo, Hildebrando Lima, em entrevista ao g1. Lauro Elias Neto, diretor executivo da Cesar, afirma que o projeto levou cinco anos para ser desenvolvido e o maior desafio foi reunir dados. "Diferente de outras soluções em que você utiliza IA, para este produto, nós não tínhamos uma biblioteca de informações para ensinar a IA a traduzir", diz. "Nós, então, criamos uma base de informações do zero, com várias pessoas que se comunicam com Libras para conseguir lançar o tradutor", completa Lauro. Tradutor de Libras foi desenvolvido pela Lenovo em parceria com o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife Divulgação A inteligência artificial é a responsável por capturar os movimentos das mãos e dedos e transformá-los em mensagens de texto e áudio em português. Tudo é feito em tempo real. A demonstração do recurso ao público do Web Summit foi feita usando um notebook, mas o objetivo é que ele esteja em outras soluções, como totens de atendimento ao público e aplicativos para celulares, por exemplo. Neste primeiro momento, o tradutor estará disponível apenas nos canais de suporte de atendimento ao cliente da Lenovo. Leia também: Boca Rosa diz apostar na diversidade para faturar R$ 1 bilhão por ano em 2030 Web Summit pode injetar R$ 33 milhões por dia na economia do Rio Meta e Google revelam nova geração de chip de inteligência artificial para empresas Web Summit Rio conecta empreendedores e investidores de tecnologia e inovação Youtubers ensinam a lucrar com uso de inteligência artificial para criar vídeos e livros

16/04/2024

Índia manda rede social X, de Elon Musk, derrubar posts, e empresa obedece

Ordem foi da comissão eleitoral; eleições acontecem na sexta. A empresa, controlada por Elon Musk, afirmou que discorda das ordens da comissão, mas que vai cumpri-las. Elon Musk em foto de 16 de junho de 2023 REUTERS/Gonzalo Fuentes/File Photo A rede social X (antigo Twitter) afirmou nesta terça-feira (16) que a comissão eleitoral da Índia deu ordem para derrubar posts de políticos, partidos e de candidatos. A plataforma afirma que tirou as publicações do ar. Não está claro o motivo da restrição emitida pela comissão. ? Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A empresa, que é controlada por Elon Musk, afirmou que discorda das ordens da comissão eleitoral da Índia, mas que vai cumpri-las --no Brasil, aconteceu algo parecido: Musk afirmou que o X não iria obedecer ordens do Tribunal Superior Eleitoral, mas a companhia enviou uma carta ao Supremo Tribunal Federal dizendo que vai acatar as determinações da Justiça do Brasil. (Leia mais abaixo) ?Em cumprimento às ordens, nós suspendemos esses posts até o fim do período eleitoral, no entanto nós discordamos dessas ações e afirmamos que a liberdade de expressão deve ser estendida a esses posts e ao discurso político em geral?, diz a nota, segundo o jornal ?Times of Índia?. A empresa pediu para no futuro que a comissão eleitoral torne públicas suas ordens à rede social X. A rede X divulgou imagens das ordens da comissão. Em uma das ordens, afirma-se que há uma cláusula da regra eleitoral que determina que não se pode publicar críticas a vida particular de políticos, ?não conectadas às atividades públicas dos líderes de outros partidos?. O texto termina da seguinte forma: ?Portanto, X (Twitter) é ordenado a derrubar o tuíte imediatamente. Isso foi aprovado pela autoridade competente?. Initial plugin text Eleições na Índia As eleições na Índia começam na próxima sexta-feira (19) e vão durar 44 dias. Há quase 1 bilhão de eleitores indianos, e essa é considerada a maior democracia do mundo. O atual primeiro-ministro, Narendra Modi, está buscando o terceiro mandato consecutivo. Ele enfrentará uma aliança de partidos de oposição. A maioria das pesquisas prevê que o partido de Modi, o Bharatiya Janata, vencerá com folga. No Brasil No Brasil, Elon Musk se envolveu em uma polêmica ao dizer, em 7 de abril, que não cumpriria ordens de bloqueio de contas do X emitidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Na sequência, Moraes determinou a abertura de inquérito contra Musk por crimes de obstrução de Justiça, inclusive em organização criminosa, e incitação ao crime depois de ele ter dito que publicaria as demandas do magistrado e supostamente mostraria como essas solicitações violariam "a lei brasileira". Em 15 de abril, no entanto, a defesa do X no Brasil informou a Moraes que a rede social vai continuar a cumprir integralmente quaisquer ordens emitidas pela corte e também pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). LEIA TAMBÉM: Barroso considera polêmica de Musk 'assunto encerrado', mas avisa que haverá consequências se leis não forem respeitadas Representante do X no Brasil renuncia ao cargo, aponta ficha da Junta Comercial de SP Ameaças de Elon Musk de não cumprir ordens judicias geram críticas de presidentes de dois poderes A última manifestação da defesa do X do Brasil destoa da posição inicialmente adotada pela plataforma no caso. Advogados do X chegaram a pedir uma isenção sobre o caso e queriam que Moraes tratasse diretamente com a matriz da companhia nos EUA ao alegarem que não tinham qualquer capacidade de interferir na administração da plataforma, tampouco autoridade sobre decisões relativas a ordens judiciais. O ministro do Supremo, contudo, rejeitou o pedido da X do Brasil e chegou a dizer que a posição inicial beirava a má-fé.

16/04/2024

Boca Rosa diz apostar na diversidade para faturar R$ 1 bilhão por ano em 2030

A influenciadora digital Bianca Andrade, dona da marca de maquiagem Boca Rosa Beauty, falou sobre sua pesquisa para identificar as tonalidades de pele do brasileiro. Segundo ela, são 144 tons diferentes, que serão atendidos por sua marca. A influenciadora Bianca Andrade, dona da marca de maquiagem Boca Rosa Beauty, falou sobre sua pesquisa para identificar as tonalidades de pele do brasileiro durante o Web Summit Raoni Alves / g1 Rio Com um faturamento anual na casa dos R$ 160 milhões, a marca de maquiagem Boca Rosa Beauty anunciou, nesta terça-feira (16), durante sua apresentação no Web Summit Rio, como pretende bater a marca de R$ 1 bilhão de faturamento anual até 2030. Web Summit Rio tem IA, criptomoedas, matrizes energéticas e mais: veja destaques Segundo Bianca Andrade, CEO da empresa, e mais conhecida como Boca Rosa, a meta será alcançada apostando na diversidade da população brasileira - a empresa tem a meta de atender 144 tonalidades de pele diferentes no Brasil. A empresária afirmou que a maquiagem não é uma futilidade e sim uma aliada, principalmente das mulheres, para enfrentar as barreiras da sociedade. "A grande revolução que eu queria fazer no meu mercado, um mercado muito potente, o mercado brasileiro de maquiagem, eu queria trazer uma nova consciência em relação a diversidade dentro da maquiagem. Esse é o nosso maior investimento e compromisso: fazer com que cada pessoa, cada mulher consiga achar seu tom de base", comentou. Para Bianca, a sociedade ainda cobra da mulher um cuidado que não cobra dos homens. Para ela, sua marca precisa entender que as pessoas são diferentes. "A gente não usa maquiagem por futilidade (...) A maquiagem é uma aliada na vida dessa mulher moderna, que hoje muitas vezes é mãe, trabalha pra caramba, tem que cuidar da casa, do marido ou não, mas tem uma vida muito mais exaustiva do que antes". "Vai essa mulher ter uma olheira, uma acne, ter alguma coisa e aparecer no trabalho sem uma maquiagem, sem estar bem arrumada. Você imagina? Isso não é aceito. Por isso a maquiagem é uma amiga dessa mulher", comentou Bianca. Tons de pele Em sua apresentação no palco principal do maior evento de tecnologia do mundo, Bianca anunciou o resultado de uma pesquisa que sua empresa financiou para descobrir quantos tons diferentes de pele existem no Brasil. "Se eu to falando de Brasil, eu preciso de uma pesquisa que fale sobre as tonalidades de pele que tem no Brasil. E assim desenvolver a maior cartela de base que esse país já teve", disse. "Nós descobrimos que no Brasil são 144 tonalidades de pele e eu tinha só 9 na minha marca", destacou Bianca. Boca Rosa durante coletiva de imprensa no Web Summit Raoni Alves / g1 Rio A empresária, que hoje tem mais de 30 milhões de seguidores em suas redes sociais, disse também que o mercado também precisa entender sobre essas diferenças. "A gente vai precisar educar o mercado, que antes se baseava nas cores que mais vendem e não nas que existem. Esse pra gente foi o maior investimento", completou. Web Summit Rio conecta empreendedores e investidores de tecnologia e inovação

16/04/2024

Comissão do Senado conclui votação de texto que cria cota para obras nacionais no streaming; texto vai à Câmara

Proposta prevê taxa anual baseada no faturamento, além de mecanismos para estimular produção brasileira. Texto inclui lataformas de vídeo como YouTube e TikTok na tributação. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou em definitivo nesta terça-feira (16), por 17 votos a 1, o projeto que cria uma cota de conteúdo nacional em serviços de streaming (vídeo sob demanda). O texto também autoriza a cobrança da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) sobre as plataformas, que será de até 3% sobre a receita bruta anual das empresas no Brasil. A proposta já tinha sido aprovada em novembro de 2023, mas passou por uma nova votação por questões regimentais. Nesse período, senadores sugeriram novas mudanças no texto ? que foram rejeitadas pelo relator, senador Eduardo Gomes (PL-TO). Agora, o projeto segue para a análise da Câmara dos Deputados, a menos que haja algum recurso no Senado para levar o tema ao plenário. As regras previstas na proposta serão válidas para empresas que atuam no Brasil, mesmo que não tenham sede ou infraestrutura no país. Além dos serviços tradicionais de streaming, a regulação também vai ser aplicada: às plataformas de compartilhamento de conteúdos audiovisuais, como YouTube e TikTok; e às plataformas que oferecem canais de televisão em serviços online e os chamados canais de televisão FAST, disponibilizados por empresas em troca de assinatura ou financiados por publicidade. Entre as duas votações na comissão, uma emenda foi apresentada para retirar as plataformas de vídeo da regulamentação. Após consultar a Agência Nacional do Cinema (Ancine), no entanto, o relator Eduardo Gomes optou por manter a regra. Segundo o texto que segue para a Câmara, para operar no Brasil, as empresas terão de seguir regras para estimular o consumo e a produção de obras nacionais. Haverá uma reserva mínima de produções brasileiras no catálogo, que funcionará com base no número total de conteúdos disponibilizados pelo serviço (veja mais abaixo). As plataformas também terão que se credenciar junto à Ancine e pagar a Condecine. ?O momento atual é marcado pela entrada e a consolidação de novos provedores internacionais do serviço no Brasil, bem como o surgimento e amadurecimento de provedores brasileiros. Esse novo cenário demanda o estabelecimento de um marco legal para o segmento de VoD [sigla para video on demand ? vídeo sob demanda, em tradução para o português]?, defendeu Eduardo Gomes. As empresas que atuarem no país deverão ser credenciadas pela Ancine. Terão até 180 dias após o início da oferta do serviço ao mercado brasileiro para fazer o pedido. Caberá à agência também fiscalizar e aplicar eventuais sanções ao descumprimento da cota e do pagamento da Condecine. Entenda a seguir, nesta reportagem, o que a proposta prevê para: reserva de catálogo (cota) para conteúdos nacionais pagamento da Condecine mecanismos de estímulo ao consumo de obras brasileiras fomento do setor audiovisual brasileiro fiscalização do setor serviços que ficarão de fora da regulação TV 3.0 vai ser interativa e gratuita, e dará acesso à programação de TV aberta e streaming no mesmo lugar Cota para conteúdo De acordo com o texto, as plataformas deverão manter em seus catálogos ? de forma permanente e contínua ? quantidades mínimas de conteúdos audiovisuais brasileiros. A regra será aplicada somente às empresas com faturamento bruto anual igual ou superior a R$ 96 milhões. O cumprimento será fiscalizado pela Ancine, a partir de documentação enviada pela plataforma. A medida vai entrar em vigor de forma escalonada, com a cobrança integral da cota após oito anos de a lei ter começado a valer. A reserva mínima no catálogo vai seguir o número total de obras disponibilizadas pela empresa em seu serviço: a partir de 2 mil obras: no mínimo, 100 produções brasileiras em catálogo a partir de 3 mil obras: no mínimo, 150 produções brasileiras em catálogo a partir de 4 mil obras: no mínimo, 200 produções brasileiras em catálogo a partir de 5 mil obras: no mínimo, 250 produções brasileiras em catálogo a partir de 7 mil obras: no mínimo, 300 produções brasileiras em catálogo Segundo o projeto, metade das produções nacionais disponibilizadas pelas plataformas deverá ser de conteúdo produzido por produtoras independentes. A proposta também estabelece que, no catálogo das plataformas, não serão contabilizados os conteúdos hospedados por terceiros ? por exemplo, vídeos postados por usuários comuns no YouTube ?, sem vinculação direta ou indireta com a empresa responsável pelo serviço. As empresas responsáveis por ofertar as plataformas audiovisuais poderão solicitar à Ancine a dispensa para o cumprimento da cota, desde que comprovem a impossibilidade de atingir os mínimos exigidos. Voltar ao início. Ancine ganha mais poderes para combater pirataria audiovisual Condecine O projeto aprovado pela CAE estende a cobrança da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) para os serviços de streaming e para as plataformas de compartilhamento audiovisual e de canais de televisão. A alíquota será de até 3% sobre a receita bruta anual das empresas no Brasil. Criada em 2001, a Condecine é uma taxa paga periodicamente por diversos setores do audiovisual brasileira, como a TV paga. Os recursos arrecadados são repassados para o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que, segundo a Ancine, se tornou o maior mecanismo de fomento do audiovisual no país. Segundo o texto, a cobrança sobre esses novos serviços ocorrerá anualmente e será feita sobre a renda bruta anual das empresas com a atuação no Brasil ? antes de impostos e custos de operação das empresas. Entram no cálculo da receita os valores obtidos com anúncios publicitários. Haverá três faixas para a Condecine dos serviços de vídeo sob demanda: alíquota de 3%: será cobrada para empresas que tiverem receita bruta anual igual ou superior a R$ 96 milhões alíquota de 1,5%: para empresas com receita bruta anual entre R$ 4,8 milhões e R$ 96 milhões alíquota zero: empresas com receita bruta anual inferior a R$ 4,8 milhões O parecer de Eduardo Gomes estabelece que as empresas poderão separar as receitas obtidas com conteúdos jornalísticos e com publicidade vendida para esses conteúdos. O texto também prevê também que as empresas poderão abater, em até 60%, o valor da Condecine com o investimento direto de recursos em projetos de capacitação e formação de profissionais do audiovisual, produções independentes, entre outros. A proposta estabelece que a alíquota da Condecine será cortada pela metade para empresas que ofertarem catálogo com mais de 50% de obras nacionais. Voltar ao início. Especialista fala sobre projeto de lei que pode banir TikTok nos EUA Estímulo ao consumo O projeto estabelece que as plataformas de streaming deverão adotar mecanismos para destacar obras nacionais em seus catálogos. Poderão ocorrer por meio de espaços em sugestões, busca, seções específicas e exposição destacada na página inicial do serviço. A Ancine vai fiscalizar, por amostragem, o cumprimento da regra, que não será exigida para plataformas de compartilhamento. Voltar ao início. Fomento do setor O montante arrecadado com o pagamento da Condecine pelos serviços sob demanda deverão ser utilizados para fomentar o setor audiovisual em todo país. O texto aprovado pela CAE sugere a seguinte distribuição: a partir de 30% do valor deverá ser destinado para produtoras brasileiras independentes das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste a partir de 20% do valor deverá ser destinado às produtoras brasileiras independentes da Região Sul e dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo a partir de 10% do valor deverá ser destinado para atividades de capacitação técnica no setor audiovisual a partir de 5% do valor deverá ser destinado para produção de obras audiovisuais independentes produzidas e/ou dirigidas por pessoas integrantes de grupos sociais minorizados 1% do valor deverá ser destinado para a proteção de direitos autorais de obras audiovisuais a partir de 5% do valor deverá ser utilizado para fomentar a criação de plataformas nacionais de streaming e 5% do valor deverá ser destinado para programas de atração de investimento Todos esses repasses seguirão critérios a serem estabelecidos pela Ancine. A proposta determina, ainda, que a agência deverá estimular, nos editais para destinação do dinheiro, a participação de mulheres, negros, indígenas, quilombolas, ciganos, pessoas com deficiência e outras minorias. Voltar ao início. Fiscalização De acordo com o projeto, o descumprimento de qualquer regra poderá ser punido pela Ancine com: advertência multa, que poderá ser diária, entre R$ 10 mil e R$ 50 milhões A pedido da Ancine, a empresa poderá, após processo judicial ou administrativo, ser punida também com a: suspensão temporária do credenciamento para atuar no país cancelamento do credenciamento para atuar no país e suspensão temporária de abatimentos na cobrança da Condecine A proposta aprovada pela CAE determina, ainda, que o streaming e as plataformas de compartilhamento e canais FAST serão submetidos às regras de livre concorrência, com fiscalização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O texto estabelece que fabricantes de televisores ou receptores de televisão não poderão privilegiar, em seus dispositivos, serviços de streaming operados pelas próprias empresas. Também impede que serviços de oferta de canais de televisão online insiram ou sobreponham anúncios publicitários, sem autorização prévia, em canais de TV aberta e paga. Voltar ao início. Quem fica de fora Segundo a proposta, as regras e a Condecine não serão exigidas para: serviços em que a oferta de conteúdo audiovisual é secundária serviços com transmissão simultânea de rádio, TV aberta e de serviço de TV paga conteúdos jornalísticos e informativos videoaulas jogos eletrônicos conteúdos audiovisuais sob demanda de órgãos públicos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário conteúdos disponibilizados em serviços da mesma empresa produtora no primeiro ano seguinte à última exibição em TV aberta ou paga conteúdos de eventos esportivos Voltar ao início.

16/04/2024

Youtubers ensinam como lucrar com uso de inteligência artificial para criar vídeos e livros infantis 'em minutos'

Produtos infantis feitos em massa preocupam especialistas por baixa qualidade pedagógica. 'Basta ter cores chamativas', diz um influencer em um dos vídeos. Youtubers ensinam a lucrar com uso de inteligência artificial para criar vídeos e livros Em vídeos com milhares de visualizações, youtubers ensinam como criar vídeos e livros infantis com uso de inteligência artificial (IA). "Inteligência artificial insana, que cria livros infantis em segundos, e tem conexão para você vender direto na Amazon e começar a ganhar dinheiro aqui na internet. E quer mais? Grátis", diz um dos vídeos. ? No entanto, produtos infantis feitos em massa preocupam especialistas. Baixa qualidade pedagógica, ponto de vista enviesado e pouca diversidade (refletida, por exemplo, na ausência de personagens negros) são alguns dos problemas apontados. (Veja mais abaixo.) Além disso, os canais ou conteúdos criados muitas vezes não informam ao público quando houve uso de inteligência artificial. 'Simples de criar e que monetiza rápido', diz canal Os tutoriais foram publicados no último ano, após o surgimento e popularização de ferramentas de inteligência artificial. Os vídeos mais vistos passam de 300 mil visualizações. Neles, os youtubers explicam, em minutos ou até segundos, como o espectador pode criar um ebook (livro digital) ou um vídeo para o público infantil ? na maioria das vezes gratuitamente. Um dos vídeos mais acessados sobre o assunto tem como título: "Ganhe dinheiro no YouTube com esse canal dark simples de criar e que monetiza rápido". Nele, o youtuber diz: "Se você sonha em ter um canal dark no YouTube, este é o caminho! Canais semelhantes estão ganhando dinheiro no youtube e você não pode perder essa chance de começar a transformar suas ideias em sucesso". ? O termo "dark" é usado para chamar os canais em que o youtuber não aparece. Ou seja, a página possui apenas conteúdos como animação, gravação de tela do computador, etc. ? Os produtores de conteúdo ensinam como criar os vídeos e também como ganhar dinheiro com eles. Em um vídeo publicado em agosto de 2023 e que já passa de 60 mil visualizações, o dono do canal @ganhandonoautomatico alega que o conteúdo criado tem "conexão" com a Amazon. O canal @ReinaldoeMayara tem três livros digitais feitos com IA a venda na Amazon, com valor médio de R$ 67,03 (veja imagem abaixo). Desde junho, eles publicaram 42 vídeos voltados para a criação de conteúdo com inteligência artificial, sendo sete desses direcionados para crianças. O g1 entrou em contato com os youtubers para saber quantos livros foram vendidos desde que foram anunciados ? dois deles em dezembro e um janeiro de 2024 ?, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem. Livros anunciados na Amazon feitos por inteligência artificial Reprodução/Amazon 'Basta ter cores chamativas', orienta um dos tutoriais ?? Na maioria dos vídeos, os youtubers explicam comandos que os espectadores precisam seguir, como pedir ao ChatGPT para que escreva a história. ? Além das diretrizes tecnológicas, os youtubers também apontam detalhes específicos que devem existir no conteúdo infantil, como a locução e as cores. "Galera, lembrando que como é canal e vídeo infantil basta ter cores chamativas, músicas animadas e movimento que já vai fazer sucesso, não precisa ser tão detalhista ta?". Sobre a locução, eles indicam que o espectador utilize uma voz infantil para captar a atenção das crianças. Uma das tecnologias sugeridas pelos youtubers é o Kreado.AI ? a tecnologia oferece 140 idiomas, mais de mil tipos de vozes e reproduz 800 caracteres em áudios. Quanto às cores, eles ressaltam que é preciso ser chamativo para reter a atenção da criança. O g1 entrou em contato com o YouTube para confirmar quantos vídeos infantis são produzidos com o uso de inteligência artificial e quantos vídeos que ensinam sobre como criar esse tipo de conteúdo existem na plataforma, mas a rede social não se posicionou até a publicação desta reportagem. Vídeos no YouTube que ensinam a fazer conteúdos para crianças com IA Reprodução/YouTube Falta de representatividade e moral da história repetida Apesar da facilidade e rapidez tecnológica, os conteúdos para crianças feitos com IA são criticados por especialistas, especialmente por dois motivos: personagens em sua maioria brancos e moral da história sempre igual. Os personagens criados por IA são na maioria das vezes muito parecidos e pouco diversos. E, segundo os especialistas, isso ajuda na predisposição das crianças desenvolverem algum preconceito. ?Se você procurar uma imagem de princesa, provavelmente receberá personagens brancas, loiras e de olhos claros. Dificilmente aparecerá outras etnias ou raças?, explica Agnaldo Arraio, professor de faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). Por exemplo, no vídeo: "Criar vídeos animados digitando texto com inteligência artificial gratuita", com 61 mil visualizações, do canal @chamadatech, a IA criou uma menina branca, sendo que o youtuber pediu apenas que a personagem tivesse "cabelos cacheados cor de mel e olhos que brilhavam como estrelas". No último ano, este canal publicou 21 vídeos ensinando como criar conteúdos infantis. Em outro canal, do @thiagofelizola, o vídeo: "Como criar desenhos animados usando IA & ChatGPT [Grátis]" mostra que a tecnologia criou um menino branco, sendo que não havia nenhum pedido específico sobre o tom de pele. (veja imagens abaixo). Procurados pelo g1, o dono do canal, Thiago Felizola, afirmou que não pensa na cor de pele dos personagens para criar os vídeos. "Peço de maneira genérica e (a inteligência artificial) me mostra isso mesmo". Já o @chamadatech não respondeu até a publicação desta reportagem. "Na prática, esses personagens (sempre brancos) podem induzir crianças a padrões que não as ajudem a reconhecer ou valorizar outras culturas", diz o professor de pedagogia da USP. "Mas ele ressalta que, a depender de como a tecnologia é usada, (os pais e as crianças) podem ter experiências diferentes na educação. Mas é preciso usar a IA com pensamento crítico". Personagens brancos nos conteúdos criados por IA para crianças @chamadatech e @thiagofelizola/YouTube Outro problema pedagógico apontado é que os textos produzidos pela inteligência artificial são muito semelhantes ? ou seja, a "moral da história" é muitas vezes a mesma, prejudicando o aprendizado infantil. Em uma nota divulgada em 2021, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, afirmou que ler muitos livros ? consequentemente, com diferentes narrativas ? ajuda explorar várias ideias e culturas. No vídeo do @chamadatech, o ChatGPT criou uma história sobre Sofia, uma garota que encontra uma árvore mágica e pede para que seu animal comece a falar para poderem brincar juntos, e o desejo é realizado. A história, segundo o vídeo, tem a moral de que o amor e o companheirismo não têm barreiras. O tema foi abordado de forma parecida no vídeo do @thiagofelizola. O youtuber pediu apenas que a inteligência artificial criasse uma história "infantil e emocionante" com aproximadamente 200 palavras. A tecnologia produziu a história de um menino chamado Leo, que sonhava em tocar as estrelas. Então, uma estrela-cadente caiu em suas mãos, e ele a ajudou, "com amor e companheirismo" a fazer com que ela voltasse para o céu. "Ensinamos a criar histórias morais de amor e amizade, bem melhor do que muitos desenhos que ensinam sobre bruxas fantasmas, etc", diz o canal @ReinaldoeMayara, que também explica como fazer conteúdo infantil com IA aos seus espectadores. O g1 entrou em contato com o ChatGPT para entender por que as histórias sugeridas são parecidas, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem. Conteúdos não informam que foram criados com IA Além de problemas pedagógicos, os especialistas destacam outra desvantagem ? e dessa vez focado nos pais: a falta identificação de quais livros digitais ou vídeos foram criados por IA. Isso porque ainda não há regras específicas para desenhos infantis na Amazon ou no YouTube, por exemplo. Os três livros digitais do canal @ReinaldoeMayara disponíveis na Amazon não informam que são feitos por inteligência artificial. Os youtubers apenas disseram em um dos vídeos disponíveis no YouTube que usaram IA para criar os ebooks. E para o livro digital não ser detectado como feito por IA, o canal ressalta que: "(Depois que pedir para o ChatGPT criar o conteúdo), você deve reescrever a sua história, (e então) usar a plataforma Smodin, para detectar se o texto foi gerado por humanos ou não. Você pode ir trocando as palavras, mudando alguns sentidos", diz a youtuber, no vídeo "Como Criar um livro de história infantil corretamente para vender na Amazon KDP". A Amazon solicita que o autor apenas informe se o produto foi totalmente gerado por IA. Segundo o documento de diretrizes da empresa, caso as ferramentas tecnológicas tenham sido usadas para auxiliar na escrita ou edição, por exemplo, não há necessidade da comunicação do uso da ferramenta. O g1 entrou em contato com a empresa para entender se existe alguma perspectiva de mudança nas regras, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem. Print do vídeo "Ganhe dinheiro no YouTube com esse canal dark simples de criar e que monetiza rápido" Reprodução/YouTube/@CanalClaYOliveiraOficial O YouTube, por sua vez, criou em março um selo que obriga o youtuber a informar se houve o uso de IA apenas em determinadas situações, como a troca do rosto de uma pessoa por outra ou a representação realista de eventos fictícios. "O objetivo é fortalecer a transparência com os espectadores e construir confiança entre os criadores e seu público", informou a empresa em nota. Porém, até o momento, a plataforma de vídeos não exige que os criadores informem se a inteligência artificial foi usada na etapa de produção, como a geração de roteiros, ideias de conteúdo ou quando a mídia for irrealista ? como um desenho infantil.

16/04/2024

Preconceito, baixa qualidade e mais: entenda riscos de conteúdos gerados por inteligência artificial para crianças

Influenciadores divulgam dicas de como produzir (e lucrar) com vídeos e livros criados com base em conteúdos gerados por ferramentas como o ChatGPT. Os riscos de crianças consumirem conteúdos gerados por Inteligência Artificial Cada vez mais populares nas redes sociais, conteúdos gerados por inteligência artificial (IA) voltados para o público infantil viraram motivo de alerta entre especialistas. Baixa qualidade pedagógica, ponto de vista enviesado e pouca diversidade (refletida, por exemplo, na ausência de personagens negros) são alguns dos problemas apontados. Esse nicho tem sido impulsionado por influenciadores que ensinam como produzir, em questão de minutos, livros digitais e animações para crianças ? além de explicarem como fazer dinheiro com esses produtos. Os vídeos mais assistidos no YouTube, por exemplo, chegam a bater 300 mil visualizações. O uso de ferramentas de IA, como o ChatGPT, da empresa OpenAI, é relativamente novo. Tanto que adultos ainda enfrentam dificuldade para lidar com os conteúdos gerados por esses softwares ? se determinada informação é verdadeira ou falsa, como os casos de deepfake. Quando se trata de crianças, então, a situação exige ainda mais cuidados. É o que explica Débora Cardoso, professora de pedagogia da Universidade Presbiteriana Mackenzie. As crianças são pessoas em desenvolvimento e funcionam como esponjas. O que elas consumirem pode interferir no desenvolvimento delas. Ela pondera, no entanto, que as crianças do século 21 já nasceram na era digital, então é preciso encontrar um equilíbrio para o uso da tecnologia na infância. Além do consumo de conteúdos gerados por IA, a popularização da tecnologia abre espaço para que as crianças utilizem essas ferramentas ? e isso também é motivo de preocupação para especialistas. Veja, abaixo, quais são os problemas para as crianças que podem ser agravados em decorrência dessa tecnologia. ? Preguiça mental Segundo Álvaro Machado Dias, professor livre-docente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o uso excessivo e ferramentas de IA e o consumo de conteúdos de baixa qualidade produzidos por meio dessas ferramentas podem deixar o cérebro preguiçoso. como identificar: para o professor, os pais conseguem identificar que a criança está usando IA se passou a ter mais tempo livre. Por exemplo, passou a fazer as lições de casa em menor tempo. riscos: se esses vídeos estão sendo usados para otimizar o tempo, reduzindo os esforços cerebrais, a criança pode desenvolver um "enferrujamento mental", alertam os especialistas. Além disso, elas podem até desenvolver uma dificuldade cognitiva de prestar atenção em mais de um assunto. o que fazer: Tirar o acesso ao computador pode até ser uma solução fácil, mas pouco funcional, alerta o especialista. O ideal é motivar o aprendizado da criança e, se for usar inteligência artificial, que seja ao lado dos responsáveis. A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) recomenda que crianças com menos de 13 anos não acessem ferramentas de IA. A OpenAI, dona do ChatGPT, também indica a mesma idade. Porém, não há restrição etária para acessar. ? Manipulação A criança tem poucas experiências de vida e repertórios que a ajudem ter pensamentos críticos. Por isso, os vídeos feitos por IA podem atrapalhar o discernimento sobre o que é certo ou errado, assim como o processo de tomada de decisões. Como identificar: para a professora do Mackenzie, a criança manipulada demonstra mudanças de comportamento ? podem ficar mais agressivas ou tristes, sentimentos que antes não eram comuns. Esses sentimentos, segundo a especialista, podem aflorar se, por exemplo, a criança pedir para os pais comprarem um brinquedo que sempre aparece em um vídeo feito por IA e não conseguir o que quer. riscos: Agnaldo Arraio, professor de faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), ressalta que entre os riscos está o entendimento do que é certo ou errado. "Se diariamente nos deparamos com adultos sendo manipulados pela desinformação, que supostamente já são escolarizados e teriam as competências para discernir o que é real e o que é manipulado, imagine uma criança muito pequena que ainda não teria essa possibilidade de discernimento". o que fazer: Arraio sugere acompanhar as crianças durante o uso da IA pode ser um dos melhores caminhos. ?Proibir não funcionaria, pois elas [crianças] poderiam acessar escondido e longe da possibilidade de acompanhamento de adultos?, afirma. ?? Estereótipos e preconceito A criança pode desenvolver algum tipo de preconceito a depender do conteúdo consumido. Isso porque, segundo especialistas, a tecnologia pode apresentar personagens dentro de padrões de raça e gênero, por exemplo, prejudicando o acesso às diferenças, criando bolhas e falta de repertório em termos de diversidade. Como identificar: segundo os especialistas, observar a criança é a melhor saída: se fala algo preconceituoso, se faz alguma piada ou tira sarro de outro colega, seja pela cor ou por algum problema físico, por exemplo. Além disso, indicam observar se os conteúdos produzidos por IA e consumidos pelas crianças têm tons pejorativos. riscos: o principal risco é a criança continuar com pensamentos preconceituosos e estereotipados, podendo chegar a praticar bullying com colegas de sala, por exemplo. o que fazer: Débora Cardoso, professora do Mackenzie, afirma que o primeiro contato que a criança pode ter com falas preconceituosas é no âmbito familiar. Dessa forma, os pais precisam ficar atentos aos discursos e conversas que a criança escuta. Além disso, precisam ficar em contato com a escola para ver se o filho está convivendo com colegas que também tenham falas problemáticas. ? Problemas na socialização: O uso excessivo de tecnologia pode inibir a criança de ter vontade de conviver com colegas de sala. Assim como pode, desde cedo, colocá-las em uma bolha virtual, limitando suas oportunidades de ter contato com novas culturas. como identificar: Crianças gostam de ficar sozinhas, ressalta a professora do Mackenzie Débora Cardoso. Porém, é necessário ficar atento se estão gastando mais tempo no celular do que com os colegas de sala, por exemplo. E se a criança está conversando apenas sobre o universo da internet ou consegue falar sobre outros assuntos. riscos: de acordo com o professor da USP Agnaldo Arraio, a forte presença das máquinas no cotidiano das crianças pode desumanizar qualquer pessoa ? ou seja, ?o risco de deixar a criança exposta apenas às máquinas é quase que tirar o direito de acesso às diferenças que existem no mundo?. o que fazer: os especialistas recomendam que os pais tentem controlar o tempo que o filho fica no celular. Não é preciso tirar o aparelho da criança, mas ficar de olho no conteúdo que é consumido. Além disso, é indicado que os responsáveis ofereçam mais tempo ao filho, para conseguirem se divertir juntos, sem internet. Como esses conteúdos são produzidos Vídeos que ensinam a fazer conteúdos com IA para crianças Reprodução/YouTube O conteúdo para crianças feitos com IA também são criticados pelos especialistas, especialmente por dois motivos: "moral da história" sempre igual e personagens em sua maioria brancos. No primeiro caso, a criança fica presa a apenas uma visão de mundo; no segundo caso, elas podem desenvolver algum tipo de preconceito Segundo especialistas, os textos de IA não são diversos ? ou seja, a moral é muitas vezes a mesma, prejudicando o aprendizado infantil. Em uma nota divulgada em 2021, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, afirmou que ler muitos livros ? consequentemente, com diferentes narrativas ? ajuda explorar várias ideias e culturas. As imagens desses conteúdos, por sua vez, retratam personagens na maioria das vezes muito parecidos, sem contemplar a diversidade. E, segundo os especialistas, isso ajuda na predisposição das crianças desenvolverem algum preconceito. ?Se você procurar uma imagem de princesa, provavelmente receberá personagens brancas, loiras e de olhos claros. Dificilmente aparecerá outras etnias ou raças?, explica Arraio, professor da USP. ""Na prática, esses personagens (sempre brancos) podem induzir crianças a padrões que não as ajudem a reconhecer ou valorizar outras culturas". Por exemplo, no vídeo: "Criar vídeos animados digitando texto com inteligência artificial gratuita", com 61 mil visualizações, do canal @chamadatech, a IA criou uma menina branca, sendo que o youtuber pediu apenas que a personagem tivesse "cabelos cacheados cor de mel e olhos que brilhavam como estrelas". Em outro canal, do @thiagofelizola, o vídeo: "Como criar desenhos animados usando IA & ChatGPT [Grátis]" mostra que a tecnologia criou um menino branco, sendo que não havia nenhum pedido específico sobre o tom de pele. (veja imagens abaixo). Personagens brancos nos conteúdos criados por IA para crianças @chamadatech e @thiagofelizola/YouTube Procurados pelo g1, o dono do canal @thiagofelizola, Thiago Felizola, afirmou que não pensa na cor de pele dos personagens para criar os vídeos. "Peço de maneira genérica e (a inteligência artificial) me mostra isso mesmo". Já o canal @chamadatech não respondeu até a publicação desta matéria.

16/04/2024

Saiba como as empresas que já encomendaram carros voadores da Embraer pretendem usá-los no Brasil

Segundo a Eve Air Mobility, empresa de mobilidade urbana responsável pelos eVTOLs da Embraer, o objetivo é iniciar a operação até o fim de 2026. Conceito do eVTOL da Eve, subsidiária da Embraer Divulgação/Eve Mesmo que isso ainda pareça distante, é possível que, em pouco mais de dois anos, carros voadores estejam se deslocando no céu do Brasil. Isso porque a previsão da Embraer é que os eVTOLs (sigla em inglês para 'veículo elétrico de pouso de decolagem vertical') entrem em operação até o fim de 2026. ? Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Com isso, as empresas brasileiras que já encomendaram carros voadores da companhia de aviação sediada em São José dos Campos (SP) têm se planejado para poder oferecer viagens no país. Leia aqui um guia completo sobre os carros voadores da Embraer De acordo com Eve Air Mobility, corporação de mobilidade urbana responsável pelos eVTOLs da Embraer, já há cartas de intenções para até 2.850 carros voadores para operadores de helicópteros, companhias aéreas, empresas de leasing e plataformas de voos compartilhados em todo o mundo. Ao todo, são 29 clientes espalhados por todos os continentes. No Brasil, dos 2.850 eVTOLs, são 335 veículos encomendados, sendo que 100 são para a Avantto, 50 para a Helisul, 50 para a OHI (Revo), 40 para a FlyBIS, 25 para a Flapper e 70 para a Voar. O g1 entrou em contato com as seis empresas brasileiras que já encomendaram carros voadores para entender como elas pretendem usá-los no país. Confira abaixo: Embraer anuncia parceria com aérea para carro voador operar transporte urbano nos EUA Divulgação/Embraer Flapper A empresa confirmou que, até o momento, encomendou 25 carros voadores, que estão previstos para serem entregues entre 2025 e 2027. Além do Brasil, há previsão de que eles possam ser usados também em outros países da América. Atualmente, a Flapper tem como foco voos de táxi aéreo, como por exemplo para operações de ?transfer? (transporte de um passageiro de/ou para aeroportos), e viagens de curta distância, como de Guarulhos para São Paulo, de São Paulo para Angra dos Reis, Porto Seguro para Trancoso e Rio de Janeiro para Angra dos Reis. Os carros voadores, portanto, vão reforçar esse tipo de operação, que já é feita pela empresa com outros veículos aéreos. ?A ideia é substituir as atuais operações da frota tradicional de táxi aéreo por aeronaves de nova geração, mais econômicas, seguras e silenciosas. A maior oportunidade é abrir o mercado para um público totalmente novo, que hoje utiliza carros de alto padrão para se deslocar até seu destino, seja a negócios ou a lazer?, explica a Flapper. Conceito da área interna do eVTOL mostra cidade do Rio de Janeiro, mas primeiros testes na cidade usarão helicópteros Divulgação/Embraer Em relação aos preços, a empresa informou que pretende oferecer voos mais baratos do que os que são feitos de helicóptero. ?Os clientes poderão reembolsar entre R$ 500 e R$ 1.000 por voo. Com o tempo, à medida que a capacidade das aeronaves e de suas baterias melhorarem - e as operações se tornarem totalmente autônomas - esperamos que o preço caia para R$ 300 por passageiro?. Atualmente, um ?transfer? de helicóptero entre o aeroporto de Guarulhos e a avenida Brigadeiro Faria Lima custa de R$ 1,5 mil a R$ 2 mil. Como funciona "Carro Voador" da Embraer ? OHI (Revo) A OHI (Revo) informou que tem trabalhado para desenvolver requisitos operacionais e infraestruturas necessários para receber 50 carros voadores da Eve Air Mobility. De acordo com a empresa, ao menos numa fase inicial a ideia é incluir os eVTOLs em rotas com distâncias de voo menores, como por exemplo a rota de Guarulhos. ?O principal objetivo é tornar os voos mais verdes, acessíveis e sustentáveis?, explica. Também conforme a companhia, ainda não é possível estimar um custo exato para esse serviço, mas a expectativa é que os carros voadores diminuam o valor de investimento dos passageiros. ?Estamos comprometidos em criar um futuro em que os voos urbanos serão mais democráticos e neutros em carbono?, garante a OHI (Revo) Embraer anuncia fabricação de carro voador em Taubaté FlyBIS Com carta de intenções para aquisição de até 40 aeronaves, a FlyBis terá como foco inicial desenvolver a mobilidade aérea urbana no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Posteriormente, o objetivo será expandir o serviço para outros países da América do Sul, como Argentina e Uruguai. ?Planejamos oferecer o serviço de mobilidade aérea urbana e ?transfer? para aeroportos em Porto Alegre e Florianópolis. A FlyBIS também tem foco no turismo na região da Serra gaúcha (Gramado e Bento Gonçalves) e no litoral norte de Santa Catarina (Balneário Camboriú)?, diz a empresa. Em relação ao preço, a empresa comentou que também não consegue prever um valor para viagens com os carros voadores neste momento. eVTOL vai começar operação com espaço para quatro passageiros mais um piloto Divulgação/Eve Voar Dos 70 carros voadores encomendados pela Voar, 15 já foram selecionados para serem usados na capital paulista, para ?melhorar a eficiência dos serviços de transporte aéreo na região, considerando a importância econômica e logística de São Paulo no cenário nacional?, conforme afirma a empresa. Além disso, a empresa prevê também usar os veículos em diversas outras cidades do país, como por exemplo Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Natal, Recife, Goiânia, Ribeirão Preto, Florianópolis e Balneário Camboriú. ?As principais áreas metropolitanas e destinos turísticos serão estruturados pela Voar levando em consideração as necessidades específicas dos eVTOLs incluindo espaço para pousos e decolagens, além da infraestrutura de recarga elétrica das aeronaves?, afirma. A empresa informou ainda que o custo do serviço será influenciado por diversos fatores, mas que o objetivo é oferecer preços acessíveis. Conceito de eVTOL da Eve, empresa da Embraer Divulgação/Eve Helisul A Helisul conformou que já encomendou 50 carros voadores da Embraer e que eles serão usados para viagens de turismo e voos panorâmicos. A empresa também afirmou que ?é muito cedo para ter uma noção de preço?. O g1 entrou também em contato com a Avantto, mas não obteve retorno da empresa. As diferenças entre helicóptero, eVTOL e avião elétrico Daniel Ivanaskas/Arte g1 Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

16/04/2024

Defesa do X no Brasil diz ao STF que rede vai continuar a cumprir ordens judiciais

Manifestação ocorre dias após o bilionário Elon Musk, dono da rede social, ter atacado Moraes e dito que não cumpriria ordens de bloqueio de contas emitidas pelo magistrado. Elon Musk em foto de 16 de junho de 2023 REUTERS/Gonzalo Fuentes/File Photo A defesa da plataforma X (ex-Twitter) no Brasil informou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que a rede social vai continuar a cumprir integralmente quaisquer ordens emitidas pela corte e também pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A manifestação dos advogados da plataforma no Brasil ocorre dias após o dono da rede social, o bilionário Elon Musk, ter atacado Moraes e dito que não cumpriria ordens de bloqueio de contas emitidas pelo magistrado. "Por fim, conforme já comunicado à Polícia Federal, a X Brasil informa que todas as ordens expedidas por esse egrégio Supremo Tribunal Federal e egrégio Tribunal Superior Eleitoral permanecem e continuarão a ser integralmente cumpridas pela X Corp", disse a defesa do X no Brasil ao Supremo nesta segunda-feira (15). No documento, a filial brasileira do X também informa ao STF que a X Corp, dos Estados Unidos, foi intimada pelo Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados dos EUA a fornecer informações sobre as ordens do Supremo brasileiro em relação à moderação de conteúdo, e comprometeu-se a manter Moraes informado de quaisquer informações que recebesse sobre o tema "em cumprimento ao seu dever de transparência e lealdade processual". Na sexta-feira (12), o governo suspendeu novos contratos de publicidade com a X, rede onde investiu R$ 5,4 milhões em publicidade, de acordo com dados do Portal da Transparência. Entre 2023 e 2024, foram R$ 654.152,85. Nos últimos dias, sem citar Musk, Lula deu algumas declarações que foram interpretadas como indiretas ao dono do X. LEIA TAMBÉM: Barroso considera polêmica de Musk 'assunto encerrado', mas avisa que haverá consequências se leis não forem respeitadas Representante do X no Brasil renuncia ao cargo, aponta ficha da Junta Comercial de SP Ameaças de Elon Musk de não cumprir ordens judicias geram críticas de presidentes de dois poderes Moraes havia determinado a abertura de inquérito contra Musk por crimes de obstrução de Justiça, inclusive em organização criminosa, e incitação ao crime depois de ele ter dito que publicaria as demandas do magistrado e supostamente mostraria como essas solicitações violariam "a lei brasileira". A última manifestação da defesa do X do Brasil destoa da posição inicialmente adotada pela plataforma no caso. Advogados do X chegaram a pedir uma isenção sobre o caso e queriam que Moraes tratasse diretamente com a matriz da companhia nos EUA ao alegarem que não tinham qualquer capacidade de interferir na administração da plataforma, tampouco autoridade sobre decisões relativas a ordens judiciais. O ministro do Supremo, contudo, rejeitou o pedido da X do Brasil e chegou a dizer que a posição inicial beirava a má-fé.

15/04/2024

Instagram apresenta instabilidade e usuários têm dificuldade para postar stories

Reclamações começaram na manhã desta segunda-feira (15), mas diminuíram após às 15h. Usuários notaram falha nos stories do Instagram Unsplash Alguns usuários do Instagram perceberam instabilidade no aplicativo nesta segunda-feira (15). A maior parte das reclamações foi sobre os stories, que, em alguns casos, estavam sendo publicados apenas com uma tela preta, sem imagem ou texto. O problema começou a ser notado por volta das 10h40, de acordo com o site Downdetector, que reúne relatos de vários países. O número de notificações no Brasil, porém, se manteve baixo, chegando a 176 por volta das 14h40. Mas desde as 15h os registros foram diminuindo. Número de reclamações no site Downdetector aumentou a partir das 10h nesta segunda-feira (15) Reprodução A equipe do g1 procurou a Meta para entender sobre o problema, mas não obteve resposta até o momento da publicação dessa reportagem. No X, antigo Twitter, alguns usuários compartilharam a dificuldade em publicar um story. Usuários apontam instabilidade no Instagram Reprodução/X Alguns usuários relataram instabilidade no Instagram Reprodução/X Usuários relatam problemas nos Stories do Instagram Reprodução/X Leia também: Apple Pay e Carteira do Google: como pagar por aproximação com iPhone e Android WhatsApp atualiza visual; veja o que mudou e quais são as críticas WhatsApp passa a não permitir fazer 'print' da foto de perfil em celulares Android Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual Celular perdido? Veja como localizar iPhone e Android pelo computador ou por app

14/04/2024

O que acontece com nossas contas de rede social quando morremos

Com o avanço da tecnologia e bilhões de pessoas em todo o mundo que utilizam plataformas de redes sociais, o que acontece com a presença online de uma pessoa após sua morte virou um grande tema. O marido de Hayley Smith, Matthew, morreu de câncer, aos 33 anos, há mais de dois anos BBC/Divulgação ?Algumas pessoas não sabem que Matthew faleceu, ainda veem seu aniversário e escrevem parabéns em seu perfil. Não é particularmente agradável.? O marido de Hayley Smith, Matthew, morreu de câncer, aos 33 anos, há mais de dois anos. E ela ainda luta para saber o que fazer com as contas dele nas redes sociais. ?Tentei transformar a conta de Matthew no Facebook em uma página de memorial, e o que é pedido é que você envie a certidão de óbito?, diz a profissional do setor de caridade que mora no Reino Unido. ?Já fiz isso mais de 20 vezes e simplesmente não funciona ? nada acontece. Não tenho energia para entrar em contato com o Facebook e tentar resolver o problema.? O que é uma conta memorial? Com o avanço da tecnologia e bilhões de pessoas em todo o mundo utilizando plataformas de redes sociais, o que acontece com a presença online de alguém após sua morte tornou-se um grande tema. As contas permanecem vivas e ativas, a menos que um parente informe à plataforma de rede social em questão que a pessoa faleceu. Algumas plataformas oferecem a opção de encerrar o perfil após a notificação oficial do falecimento por um familiar, enquanto outras oferecem alternativas. Por exemplo, quando a Meta ? a empresa proprietária do Facebook e do Instagram ? recebe uma certidão de óbito, a conta da pessoa que faleceu pode ser apagada ou transformada em uma página de ?memorial? ? o que significa que a conta seria congelada no tempo e convertida em uma página de lembrança do usuário, permitindo que as pessoas postem fotos e recordações. As plataformas abordam a questão de diferentes formas, mas todas as empresas priorizam a privacidade do falecido Getty Images via BBC Uma mensagem in memoriam aparece ao lado do nome do usuário e ninguém poderá fazer login na conta se o usuário original não tiver anteriormente fornecido um ?contato de legado? ? um membro da família ou um amigo autorizado a gerenciar o conteúdo ou solicitar a desativação do perfil. No Facebook, as contas transformadas em memorial não são recomendadas a potenciais amigos virtuais como ?Pessoas que você talvez conheça?, e os usuários da lista de amigos da pessoa falecida não receberão notificação do aniversário. O Google, proprietário do YouTube, Gmail e Google Fotos, oferece a opção de alterar as configurações de ?conta inativa? para decidir o que acontecerá com as contas e dados uma vez que fiquem inativos por um determinado período de tempo. O X (antigo Twitter) não oferece a opção de manter o perfil em memória do dono e só é possível desativar a conta em caso de falecimento ou impossibilidade de uso do proprietário. ?Existem várias abordagens, mas todas as empresas priorizam a privacidade do falecido?, diz Joe Tidy, correspondente de tecnologia do Serviço Mundial da BBC. ?Nenhum detalhe de login será compartilhado, e você só poderá acessar determinados dados, como fotos e vídeos, com solicitações específicas que às vezes precisam de ordem judicial.? As plataformas sociais mais novas, como TikTok e Snapchat, no entanto, não possuem caminhos específicos. 'Fui colocada em deepfake pornô pelo meu melhor amigo' Devemos preparar um legado digital? Perfis ativos de usuários falecidos podem representar um problema caso dados, fotos ou outros conteúdos caiam nas mãos erradas, alerta Sasa Zivanovic, especialista em crimes cibernéticos e ex-chefe do departamento de crimes de alta tecnologia do Ministério do Interior da Sérvia. Isso pode acontecer ao serem baixados alguns dados do perfil, mas também assumindo o controle de toda a conta. ?Fotografias, dados e vídeos podem ser usados para criar contas falsas com nome falso, extorquir dinheiro de conhecidos e amigos que não sabem que a pessoa em questão faleceu?, afirma. James Norris, presidente da Digital Legacy Association do Reino Unido, destaca que é importante que todos pensem no conteúdo que compartilham nas redes sociais e façam uma cópia de segurança sempre que possível. Ele ressalta que no Facebook, por exemplo, você pode baixar um arquivo completo de suas fotos e vídeos e repassá-lo para seus familiares. ?Assim, se eu fosse diagnosticado com uma doença terminal e tivesse um filho pequeno que não estivesse no Facebook, eu poderia baixar todas as minhas fotos e vídeos, remover as mensagens - porque não gostaria que meu filho visse minhas mensagens privadas -, selecionar minhas fotos favoritas e escrever uma história sobre cada uma delas?, diz ele. Ele acredita que planejar o que você quer que aconteça com suas contas de rede social após sua morte é crucial e aconselha as pessoas a prepararem um legado digital. ?Em última análise, as redes sociais são um negócio. Essas plataformas não são as guardiãs do seu legado digital?, afirma. ?O guardião do seu legado digital é você.? Mesmo assim, ele acredita que as plataformas de rede social poderiam facilitar o processo para os parentes em luto. ?Ações como aumentar a conscientização sobre o que a plataforma oferece e quais ferramentas estão disponíveis são importantes porque nem todo mundo sabe que elas existem?, diz ele 'Eram meu rosto e minha voz, mas era golpe': como criminosos 'clonam pessoas' com inteligência artificial 'Legado digital não diz respeito apenas às redes sociais' ?O legado digital é um grande tema?, alerta Sarah Atanley, enfermeira investigadora da Marie Curie, uma instituição de caridade com sede no Reino Unido que presta cuidados e apoio a pessoas com doenças terminais e a seus entes queridos. Ela enfatiza que as pessoas precisam pensar não apenas em suas contas nas redes sociais, mas em tudo o que possuem digitalmente e no que fazer com esse material em caso de morte. Sarah Atanley diz que o legado digital não envolve apenas mídias sociais Getty Images via BBC ?Fotografias e vídeos digitais podem conter muitas memórias. Mas hoje fazemos bastante gestão financeira online, em termos de serviços bancários?, diz ela. ?Depois, há contas de música geradas para criar listas de reprodução, e temos visto um aumento na utilização de jogos online, em que as pessoas dedicam muito tempo e esforço à criação dos seus avatares e à vida num ambiente online." ?Então, acho que vale a pena dizer que o legado digital não diz respeito apenas a redes sociais.? Ela concorda que é importante começar a pensar sobre o que possuímos digitalmente e o que queremos que aconteça com o material. ?Queremos que alguém assuma o controle de nossas contas de rede social? Queremos que alguém nos homenageie? Queremos poder passar um álbum de fotografias digitais aos nossos filhos? Ou queremos imprimi-lo como as pessoas costumavam fazer e ter um belo álbum de fotos impresso que possamos passar para alguém depois de morrermos? O legado digital é definitivamente algo que precisa ser pensado e falado.? Para Hayley e Matthew, no entanto, esse não foi um assunto fácil de discutir. ?Eu realmente não falei com Matt sobre isso quando ele estava nos últimos dias, porque ele realmente não queria falar sobre a morte?, diz ela. ?Ele queria viver o máximo que pudesse, mas depois ficou gravemente doente. Ele não era ele mesmo. Então, ele não foi capaz de responder às minhas perguntas.? Eles estavam casados ??há pouco mais de um ano quando Matthew foi diagnosticado com glioblastoma em estágio 4 em julho de 2016, aos 28 anos. ?Sua vida está prestes a mudar para sempre e não para melhor?, disse o médico, ao comunicar que Matthew tinha um tumor cerebral e que precisava imediatamente de uma cirurgia para salvar sua vida. Embora a cirurgia e a quimioterapia tenham corrido bem, com o tempo o tumor voltou a crescer e Matthew foi informado que teria apenas mais um ano de vida. ?O nome dele estava em tudo. Em nossas contas, em absolutamente tudo que eu tinha?, diz Hayley. ?Tive que transferir tudo e foi muito difícil. Levei quase 18 meses para fazer toda a administração digital que era necessário fazer.? Ela diz que ainda quer tornar a página de Matthew no Facebook num memorial, mas não está tratando disso no momento. ?Acho muito doloroso ficar constantemente olhando para um documento que é uma certidão de óbito. É por isso que tenho evitado fazer isso, porque é um pedacinho de papel horrível. Só acho que é realmente um processo excessivamente complicado e que as empresas deveriam torná-lo mais fácil para as pessoas enlutadas?, conclui. ChatGPT lança seu modelo de inteligência artificial, assista ao vídeo abaixo e conheça Conheça o Sora, gerador de vídeos realistas da dona do ChatGPT Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual

14/04/2024

Web Summit Rio tem IA, criptomoedas, matrizes energéticas e mais: veja destaques

Evento que acontece no Riocentro até quinta (18) reúne startups de tecnologia e potenciais investidores de todo o mundo. Entre os palestrantes, destaque para os presidentes do Google Brasil e da BYD Brasil, e da líder de soluções globais do TikTok na América Latina. Web Summit Rio conecta empreendedores e investidores de tecnologia e inovação Desde segunda-feira (15), o Rio de Janeiro é a capital da tecnologia e da inovação na América Latina. Essa é a proposta do Web Summit Rio 2024, maior evento do setor no mundo, que chega à sua 2ª edição na cidade. A expectativa da Prefeitura do Rio é que, por dia, 40 mil pessoas passem pelo Riocentro para aprender, ensinar e desenvolver novas ideias. Os organizadores apostam no Web Summit como um ponto de encontro, uma oportunidade de novos negócios em escala global, além de uma ferramenta de conexão entre empreendedores, investidores e curiosos por um mercado em expansão. Os ingressos para o evento desse ano já estão esgotados. Ao todo, são mais de 600 palestrantes e mil startups apresentando seus negócios e buscando um lugar ao sol. Em vários palcos espalhados pelo Riocentro, lideranças globais e personalidades da inovação vão abordar assuntos variados como: marketing, inteligência artificial, saúde, criptomoedas, comércio eletrônico, big data e muito mais. Nessa edição, os temas mais relevantes giram em torno da aplicação da inteligência artificial e das ações dos governos para efetivar sua regulamentação, além da interferência da geopolítica na tecnologia e o uso de matrizes energéticas. Ronaldo Cohin vence disputa de pitch em 2023 Sam Barnes/Web Summit Rio/Divulgação Entre os nomes mais badalados estão: o presidente do Google Brasil, Fábio Coelho; Tyler Li, presidente da BYD Brasil; Gabriela Comazzetto, líder de soluções globais do TikTok na América Latina; e o cantor e compositor Gilberto Gil. Confira alguns destaques: Jens Nielsen, CEO da Fundação Mundial do Clima; Mike Brock, CEO TBD e incentivador do bitcoin; Daniel Moczydlower, CEO Embraer-X; Luciana Santos, ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação; Martin Kocher, ministro do Trabalho e Economia do Governo da Áustria; Bianca Andrade (Boca Rosa), influenciadora; Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro; Luiza Trajano, presidente da Magazine Luiza; Gabriela Comazzetto, líder de soluções globais do TikTok na América Latina; Tyler Li, presidente BYD Brasil; Fábio Coelho, presidente do Google Brasil; Txai Suruí, ativista climático; Gustavo Vitti, CHRO Ifood; KondZilla, produtor musical Gilberto Gil, cantor e compositor; João Gomes, cantor; Bruno Gagliasso, embaixador da UNICEF; Marcos Senna, diretor de marketing do Flamengo; Diego Ribas, ex-jogador de futebol profissional e fundador do Podcast 10 e Faixa; Gilberto Silva, ex-jogador de futebol; Flávia Alessandra, atriz e apresentadora; Otaviano Costa, ator e apresentador; Luccas Neto, criador de conteúdo; Mari Maria, influenciadora e CEO da Mari Maria Maquiagem; Claudio Castro, governador do Rio de Janeiro; Marcelo Braga, presidente IBM Brasil; Tarciana Medeiros, CEO do Banco do Brasil. Veja todos os palestrantes no site do Web Summit Rio. Confira a programação completa clicando aqui. R$ 33 milhões por dia na economia do Rio A expectativa da Prefeitura do Rio de Janeiro é que o maior evento de tecnologia do mundo possa injetar na economia local cerca de R$ 33 milhões por dia de encontro. A projeção do município sobre o impacto econômico do evento aponta para um total de R$ 1,5 bilhão, somando as seis edições do Web Summit já previstas no calendário do Rio, entre 2023 e 2028. O estudo ?Potenciais Impactos Econômicos do Web Summit Rio (2024-2028)?, elaborado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico do Rio de Janeiro também fala sobre a projeção de público nos próximos anos. O município espera ver o número de pessoas presentes no evento o dobrar, na comparação entre a 1ª e 2ª edições. Web Summit deve injetar R$ 1,5 bilhão no Rio em 6 anos Arte g1 Os três dias de evento podem atrair mais de 120 mil pessoas para as palestras que acontecerão no Riocentro, revelou o levantamento da prefeitura. O estudo da prefeitura fez uma projeção de público para os próximos anos do Web Summit no Rio. O município acredita que as edições seguintes vão crescer gradativamente, até chegar em 2027 com 70 mil pessoas por dia, mantendo esse nível em 2028. Nesse sentido, a estimativa de público no acumulado das seis edições do evento é de 933 mil pessoas presentes. Hotéis cheios A expectativa da Prefeitura do Rio começou a se concretizar nesse final de semana que antecede o Web Summit. Hotel Sheraton da Barra da Tijuca Divulgação/ Sheraton De acordo com uma pesquisa do HotéisRIO, a taxa média de ocupação hoteleira na cidade está em 72,36% durante o período do evento, de 15 a 18 de abril. Esse desempenho é ligeiramente acima da média registrada por conta do evento em 2023, que ficou com 72,25%. Como o evento será realizado no Riocentro, a maior demanda (86,78%) foi por hotéis localizados na região da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes, ambos na Zona Oeste e próximos ao local do evento. Em seguida, a pesquisa aponta maior procura nos bairros da Zona Sul, Ipanema e Leblon (75,81%), Flamengo/Botafogo (69,80%), Copacabana/Leme (67,03%).

13/04/2024

Representante do X no Brasil renuncia ao cargo, aponta ficha da Junta Comercial de SP

Documento mostra que Diego de Lima Gualda apresentou carta de renúncia no dia 8 de abril, dois dias após Elon Musk atacar Alexandre de Moraes no antigo Twitter. A rede X vai ser derrubada pelo STF? O representante e administrador da rede social "X" no Brasil, Diego de Lima Gualda, apresentou carta de renúncia ao cargo, de acordo com documento da Junta Comercial de São Paulo. A renúncia foi protocolada no dia 8 de abril, dois dias depois de o dono da rede social, Elon Musk, atacar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a ficha cadastral da empresa, Gualda foi designado representante do X no Brasil em agosto de 2023. O documento cita que ele foi nomeado como procurador e administrador da rede social no país. Além disso, Gualda, que é advogado, também ocupou cargo de diretor jurídico do antigo Twitter no Brasil. Antes do X, ele trabalhou em outras empresas, inclusive como representante do Yahoo. O g1 tenta entrar em contato com o advogado. Governo tira publicidade do X, diz Secom Musk e Moraes Twitter passou a se chamar X Alamy via BBC No dia 6 de abril, Elon Musk usou a própria rede social para acusar Alexandre de Moraes de censura e de ameaçar prender funcionários da rede social no Brasil. Ele também disse que poderia reativar perfis bloqueados por determinações judiciais. No dia seguinte, Moraes determinou que a conduta de Elon Musk fosse investigada e ordenou que o antigo Twitter não desobedeça às decisões judiciais, sob pena de multa de R$ 100 mil para cada perfil bloqueado que for reativado. Na decisão, Moraes afirmou ter visto indícios de obstrução de Justiça e incitação ao crime nas atitudes de Musk. Além disso, o ministro entendeu que o bilionário usou as redes sociais para espalhar desinformação e desestabilizar instituições do Estado Democrático de Direito. "Na presente hipótese, portanto, está caracterizada a utilização de mecanismos ilegais por parte do 'X'; bem como a presença de fortes indícios de dolo do CEO da rede social 'X', Elon Musk, na instrumentalização criminosa anteriormente apontada e investigada em diversos inquéritos", escreveu. Em outro trecho da decisão, o ministro escreveu em letras maiúsculas: "AS REDES SOCIAIS NÃO SÃO TERRA SEM LEI! AS REDES SOCIAIS NÃO SÃO TERRA DE NINGUÉM!" Após a decisão de Moraes, Elon Musk fez novos ataques ao ministro. O bilionário publicou que Moraes é um "ditador brutal" e que tem o presidente Lula "na coleira". A Polícia Federal deve ouvir representantes no Brasil da rede X nos próximos dias. LEIA MAIS: Milei se encontra com Elon Musk e oferece apoio para o bilionário em investigações do STF no Brasil Eventual pedido de depoimento de Musk exigiria cooperação internacional Comissão de Segurança da Câmara, reduto de oposicionistas, aprova moção de aplauso e louvor a Musk VÍDEOS: mais assistidos do g1

12/04/2024

Milei se encontra com Elon Musk e oferece apoio para o bilionário em investigações do STF no Brasil

Não ficou claro como esse apoio poderia acontecer. Após ameaças de Musk, dono da plataforma X, ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, Moraes solicitou a investigação do bilionário pela Justiça brasileira. Milei se encontra com Elon Musk em 12 de abril de 2024. Reprodução/redes sociais O presidente da Argentina, Javier Milei, e o dono da rede social X (antigo Twitter), Elon Musk, se encontraram no Texas, nos Estados Unidos, nesta sexta-feira (12). Milei ofereceu apoio a Musk nos processos da Justiça brasileira em que o bilionário está sendo investigado, disse o porta-voz do presidente argentino, Manuel Adorni. (Leia mais abaixo) Não ficou claro como esse apoio de Milei a Elon Musk poderia acontecer. ? Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Nos últimos dias, Elon Musk teve desavenças com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes nas redes sociais, em que o bilionário dono do X utilizou sua plataforma para atacar Moraes e ameaçar reativar contas desativadas em processos movidos pelo tribunal. Segundo Adorni, Milei e Musk também prometeram trabalhar juntos para promover soluções de livre mercado. Após ameaças de Musk a Moraes, o ministro determinou a investigação do bilionário americano e ordenou que a rede X não desobedeça a ordens judiciais dadas pelo STF. (Leia mais abaixo) Saiba quem é Elon Musk, bilionário americano dono da rede social X Relembre o histórico do embate entre Musk e Judiciário brasileiro Ataques a Moraes Desde o último domingo (7), Elon Musk vem atacando Alexandre de Moraes e ameaçando reativar perfis de usuários bloqueados na rede social X pela Justiça brasileira no âmbito de dois inquéritos que Moraes é relator no STF: o das milícias digitais: que investiga ações orquestradas nas redes para disseminar informações falsas e discurso de ódio, com o objetivo de minar as instituições e a democracia. o do 8 de janeiro: que investiga a tentativa de golpe no Brasil por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. "Por que você está exigindo tanta censura no Brasil?", questionou Musk, em inglês. No curso das apurações dos inquéritos, ao longo dos últimos anos, Moraes determinou que as redes sociais bloqueassem a conta de alguns investigados. De acordo com o ministro, eles usavam as plataformas para o cometimento das práticas irregulares, que estão sendo investigadas. Investigação Após as ameaças e ataques de Elon Musk a Alexandre de Moraes, o ministro do STF determinou que a conduta do empresário seja investigada em novo inquérito. Moraes também incluiu Musk entre os investigados no inquérito já existente das milícias digitais. O ministro ordenou ainda que a rede X não desobedeça a nenhuma ordem da Justiça brasileira. E estipulou multa de R$ 100 mil para cada perfil que seja reativado irregularmente. Para investigar Musk, Moraes afirmou que viu indícios de obstrução de Justiça e incitação ao crime nas atitudes do bilionário nos últimos dias. A Polícia Federal deve ouvir representantes no Brasil da rede X nos próximos dias. LEIA TAMBÉM: Ameaça de Irã atacar Israel é 'real', diz Casa Branca; países orientam cidadãos a não viajar para a região Após pacto, idosa de 80 anos guarda cadáver de amiga em maleta por 1 ano no Chile Príncipe William faz primeira aparição pública desde anúncio de câncer da princesa Kate Javier Milei, presidente da Argentina, se encontrou com Elon Musk, dono do X (antigo Twitter) no Texas, Estados Unidos, em 12 de abril de 2024. Reprodução/redes sociais

12/04/2024

Meta e Google revelam nova geração de chip de inteligência artificial para empresas

Processadores vão concorrer com semicondutores de IA das gigantes Intel e Nvidia. Além disso, elas entram na disputa com outras big techs que têm seus próprios chips, como Amazon e Microsoft. Meta e Google revelam nova geração de chip de inteligência artificial AP/Reuters A Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, e a Alphabet, controladora do Google, anunciaram nesta semana a nova geração de seus chips (processadores) de inteligência artificial exclusivos para empresas. Segundo a agência Reuters, a Meta já planejava implementar uma nova versão de um chip de data center para lidar com a crescente quantidade de potência de computação para executar produtos de IA no Facebook, Instagram e WhatsApp. A nova geração, chamada de MTIA, será capaz de alcançar três vezes o desempenho de seu processador de primeira geração, disse a companhia. Já o Google afirma que o seu equipamento, chamado de Axion, vai ajudar a aprimorar aplicativos, bancos de dados, caches de memória, processamento de mídia e treinamento de IA, de acordo com o Business Insider. Com esses anúncios, Google e Meta agora podem reduzir a dependência de empresas como Intel e Nvidia, que são grandes fabricantes de semicondutores, segundo o portal de tecnologia The Verge. Além disso, as big techs passam a concorrer com Intel e Nvidia, mas não só com elas, já que Amazon (Web Services) e a Microsoft (Azure) também têm seus próprios processadores. Veja abaixo detalhes dos novos equipamentos: Meta MTIA Meta MTIA Divulgação/Meta A taiwanesa TSMC vai produzir a nova geração de chip de IA da Meta. O equipamento é chamado MTIA e foi criado exclusivamente para data centers (ou centros de dados, na tradução para o português). Segundo a empresa, o semicondutor é capaz de fornecer "recomendações de alta qualidade aos usuários". Ele faz parte de um amplo esforço no processo de desenvolvimento de chip de silício personalizado da empresa, que inclui também olhar para outros sistemas de hardware. O equipamento ajudará a Meta a reduzir sua dependência dos chips de IA da Nvidia e a reduzir seus custos de energia em geral. Além de construir os chips e hardware, a Meta tem feito investimentos significativos no desenvolvimento de software necessário para aproveitar o poder de sua infraestrutura da forma mais eficiente. A empresa disse que possui vários programas em andamento "que visam expandir o escopo do MTIA", incluindo o suporte a cargas de trabalho ainda mais complexos. Google Axion Google Axion Divulgação/Google Produzido pela britânica Arm, o processador da gigante das buscas também foi desenvolvido para data centers e pode lidar com qualquer atividade, desde anúncios no YouTube até fazer análise de big data, dentre outras, segundo o Washington Post. "O Axion oferece desempenho e eficiência energética líderes do setor e estará disponível para clientes do Google Cloud ainda este ano", disse a empresa. "Os clientes poderão usar o Axion em muitos serviços do Google Cloud, incluindo Google Compute Engine, Google Kubernetes Engine, Dataproc, Dataflow, Cloud Batch e muito mais", completou. Eles são uma das poucas alternativas viáveis aos avançados processadores da Nvidia, embora os desenvolvedores só possam adquiri-lo por meio da plataforma de nuvem do Google e não comprá-los diretamente. A empresa disse que ele tem desempenho superior aos chips x86 e aos chips Arm de uso geral na nuvem. Robô que faz vídeo com inteligência artificial comete gafes Robô que faz vídeo com inteligência artificial comete gafes Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual Vídeos com ajuda a pessoas em mercados ganham milhões de visualizações Vídeos com ajuda a pessoas em mercados ganham milhões de visualizações

12/04/2024

Sorteios filantrópicos feitos por influenciadores: o que diz a lei

Distribuição de prêmios com fins beneficentes precisa de autorização do Ministério da Fazenda e deve cumprir várias exigências. Sorteios identificados pelo g1 não informam seus números de registros nem quais instituições serão beneficiadas. Emerson Falkevicz e Willian Braz Reprodução/Instagram As redes sociais têm sido usadas por influenciadores com milhões de seguidores para divulgar vídeos em que fazem doações a pessoas que precisam de ajuda. Alguns deles, além das doações, fazem sorteios com vendas de números, com a promessa de reverter o valor arrecadado para projetos sociais. Segundo especialistas, sorteios filantrópicos só podem ser realizados por empresas ou organizações da sociedade civil, e não por pessoas físicas, e dependem de autorização do Ministério da Fazenda. Quando em desacordo com a lei, essa prática pode ser classificada como uma rifa, considerada uma contravenção penal (como acontece com o jogo do bicho). Isso porque a modalidade envolve pagar para participar de um jogo cujo resultado depende exclusivamente da sorte. "O problema está no ato de pagar por um número em troca da mera possibilidade de receber um prêmio que você não tem como controlar", explica o advogado Thiago Valiati, especialista em direito administrativo e sócio do escritório Razuk Barreto Valiati. Influencers ganham milhões de visualizações com vídeos que mostram ajuda a pessoas em supermercados e nas ruas Quem são os influenciadores que fazem os sorteios? Entre os criadores de conteúdo que promovem os sorteios estão Emerson Falkevicz, que tem 6,1 milhões de seguidores no Instagram, e Willian Braz, que reúne 1,9 milhão. Também conhecidos como Emerson Resolve e Willian da Bondade, eles publicam em suas páginas vídeos de doações em dinheiro ou em alimentos a pessoas que encontram nas ruas. Os dois dizem que os sorteios são usados para arrecadar dinheiro para suas doações. Nas campanhas mais recentes, os influenciadores prometeram distribuir carros e celulares de luxo e oferecem o pagamento em dinheiro. Os sites divulgados pelos dois influenciadores dizem que os sorteios são baseados nos resultados da Loteria Federal. Ambos afirmam que valor arrecadado será revertido em ações filantrópicas, mas não detalham as instituições que serão beneficiadas. O g1 perguntou ao Ministério da Fazenda se as empresas Emerson Falkevicz, ligada ao influenciador, e Lorenza Empreendimentos e Desenvolvimento Pessoal Ltda., apontada como organizadora dos concursos de William Braz, tinham autorização para a realização de promoções comerciais. A pasta negou. O g1 entrou em contato com os dois, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. A página promovida por Falkevicz diz ainda que a campanha cumpre a lei por envolver um sorteio filantrópico que destina o que arrecada para "ajudar pessoas necessitadas com alimentos, educação, saúde". Sorteio promovido por Emerson Falkevicz, também conhecido como Emerson Resolve Reprodução Sorteio promovido por Willian Braz, também conhecido como Willian da Bondade Reprodução Entenda as regras para sorteios A realização de sorteios, por si, não é ilegal. Porém, a prática deve cumprir uma série de requisitos estabelecidos pela Lei nº 5.768, de 1971, que trata da distribuição gratuita de prêmios. Entre vários pontos, a lei determina que: os sorteios precisam de autorização do Ministério da Fazenda por meio do Sistema de Controle de Promoções Comerciais (SCPC), que permite consultar promoções em andamento por meio deste link; não pode haver distribuição de prêmios em dinheiro; a distribuição de prêmios só pode ser feita por pessoas jurídicas, como empresas e organizações da sociedade civil, e não por pessoas físicas; os sorteios com fins beneficentes só podem ser realizados por organizações da sociedade civil que se dediquem exclusivamente a atividades filantrópicas; os sorteios devem obedecer aos resultados da extração das Loterias Federais. Os sorteios voltados para causas sociais se enquadram nas chamadas "operações filantrópicas", que têm requisitos mais rígidos, segundo Valiati. "Por exemplo, deve haver prova de que a propriedade dos bens a sortear tenha se originado de doação de terceiros devidamente formalizada", diz o advogado. E o recurso arrecadado, necessariamente, precisa ser revertido para a atividade ao qual as entidades foram criadas. "Não são autorizados sorteios que proporcionem lucros imoderados. E a autorização não pode ser utilizada para explorar de sorteios como forma de renda", diz o advogado Gleibe Pretti, professor da faculdade Estácio. Em qualquer modalidade de sorteio, é preciso dar informações claras aos participantes. "A divulgação deve ser ampla e transparente, informando o regulamento, a data e o local do sorteio, e o contato de quem está organizando", afirma Pretti. A distribuição de prêmios sem autorização ou em desacordo com a regulamentação pode levar à cassação da autorização, à proibição de realização de sorteios por até dois anos e a multa de até 100% do valor total dos prêmios. Vídeos com ajuda a pessoas em mercados ganham milhões de visualizações

12/04/2024

Influencers ganham milhões de visualizações com vídeos que mostram ajuda a pessoas em supermercados e nas ruas

Fenômeno não acontece só no Brasil. De um lado, há quem defenda o incentivo a fazer o bem; do outro, especialistas em direitos humanos criticam exposição de pessoas em situação de vulnerabilidade. Vídeos com ajuda a pessoas em mercados ganham milhões de visualizações Uma câmera se aproxima de uma pessoa que está pedindo dinheiro para comprar alimentos em um supermercado. Quem está filmando pergunta: ?Topa entrar e comprar tudo o que você quiser?? A gravação acompanha o indivíduo selecionando, emocionado, os produtos nas prateleiras, e termina com ele agradecendo imensamente pelo auxílio. ?Esse enredo, com variações, tem se multiplicado nas redes sociais. Os vídeos produzidos a partir de cenas como a descrita acima alcançam milhões de visualizações para os influencers que os produzem. ??O g1 encontrou, no Instagram e no TikTok, sete produtores de conteúdo brasileiros que criam vídeos com esse perfil, de vários locais do país, como Curitiba, São Paulo e Maceió. Todos são homens e têm entre 1 milhão e 6 milhões de seguidores (leia mais abaixo). Outras páginas replicam esse material, ampliando o alcance. ? O fenômeno não acontece só no Brasil. Existem vídeos semelhantes em perfis do México, de Portugal e dos Estados Unidos. O maior youtuber do mundo, o americano Mr Beast, dedica uma seção de seu canal a ações do tipo e afirma já ter dado mais de 20 milhões de refeições a pessoas necessitadas. O youtuber também produz vídeos em que mostra doações de alto valor, como uma casa doada de gorjeta a um entregador de pizza. Em uma versão brasileira, um influencer entregou, de presente, uma moto ao entregador. Sorteios filantrópicos feitos por influenciadores: o que diz a lei 'Quero que este gesto se multiplique', diz influenciador Com a divulgação dos vídeos, os produtores de conteúdo dizem que querem influenciar positivamente quem assiste. ?A ideia de divulgar essas ações nas redes sociais tem o propósito de inspirar e motivar outras pessoas a fazerem o mesmo. Quero que esse gesto se multiplique?, disse Felipe Martins, um músico de Maceió que tem as redes sociais como principal fonte de renda. Perguntado sobre quanto já doou a terceiros, ele não revelou. ?Nunca me interessei em calcular esses valores, pois para mim o gesto de carinho e a ação solidária estão acima de tudo?. Professor de educação física em Natal, Leandro Pessoa contou que inicialmente ajudava pessoas nas ruas sem filmar. Mas, ao registrar as ações e divulgar, passou a ver o impacto que causava. "Recebi muitas mensagens lindas dos meus seguidores falando que, através do vídeo, eu mudei o dia deles. Pessoas com depressão, ansiedade, que se sentem outras depois que assistem aos meus vídeos". Pessoa disse ter gastado mais de R$ 20 mil nos vídeos de ajuda, e que o dinheiro que ganha vem sobretudo das aulas que dá, e não da monetização nas redes. Empresário e influencer de São Paulo que mescla os vídeos de ajuda com outros de culinária, Alex Granig afirmou já ter doado mais de R$ 100 mil ? e outros R$ 500 mil por meio de vaquinhas virtuais que promove em seus canais. "Hoje a minha renda é diversificada. Tenho imóveis, ações, criptomoedas e diversos canais na internet, além do canal Alex Granig, que é de ajudas sociais. Sou criador de diversos canais, como Nayara Granig (a mulher dele), Bruxinha das Receitas, entre outros, em diversos idiomas", descreveu o influenciador. 'Idolatria, cancelamento... Tudo isso vira engajamento', diz psicanalista ?Minha intenção com os vídeos não é expor a vida de ninguém, mas, sim, ajudar e inspirar você que tá assistindo a fazer o bem pelo próximo também?, justificou-se, em uma postagem, o influenciador Emerson Falkevicz, conhecido como ?Emerson Resolve?, de Mafra (SC). Para o psicanalista e analista de cultura e comportamento Lucas Liedke, este formato de conteúdo, de fato, pode passar uma mensagem positiva, como a de "inspirar algumas pessoas a também fazerem doações para quem está em situação de vulnerabilidade" ou a de "se envolver em algum tipo de trabalho social?. Contudo, há também quem critique a exposição dos beneficiados, em comentários nas próprias contas dos influenciadores. Liedke entende que este tipo de conteúdo pode instigar diversas reações - todas elas, entretanto, podem se traduzir em interações com as contas dos influenciadores nas redes sociais. ?É um tipo de conteúdo que é alegre, mas é triste, parece correto, mas parece errado, e isso gera afetos conflitantes em quem está assistindo. Faz as pessoas quererem se posicionar contra ou a favor, gera discussão, desperta idolatria ou tentativas de cancelamento, e tudo isso vira engajamento [nas redes]?. Ações sociais gravadas podem parecer atitude nobre, mas não são, diz socióloga Segundo a doutora em serviço social e mestre em sociologia Jucimeri Isolda, os influencers se beneficiam financeiramente com a projeção desses vídeos nas redes. Para ela, há uma exploração da pobreza das pessoas que recebem ajuda. ?É explorada a sua condição de indignidade, de vulnerabilidade extrema, de situação de pobreza, de precarização e de desproteção. Pode parecer uma atitude nobre, mas não é?, afirmou. ?Subalternidade é o que tem de pior na condição da vulnerabilidade, porque é essa falta total de protagonismo e autonomia até para dizer ?não, não quero participar disso??. É permitido filmar essas pessoas sem consentimento? A advogada Luciana Marin Ribas, doutora em direitos humanos pela USP, ressaltou o direito à imagem das pessoas filmadas. "Se você filma alguém e veicula sua imagem, é necessário ter autorização expressa dessa pessoa", explicou. Os influencers que responderam à reportagem, Felipe Martins, Leandro Pessoa e Alex Granig, afirmam que solicitam a autorização de imagem de todas as pessoas que aparecem nos vídeos. Emerson Falkevicz (conhecido como "Emerson Resolve"), Willian Braz (conhecido como "Willian da Bondade"), Iago Felipe (conhecido como "Iago Milionário") e Derick Silverio não responderam aos questionamentos do g1. Idosa ganhou R$ 500 de influencer e R$ 600 de homem que não a filmou Isa Nascimento dos Santos, de 74 anos, ou dona Isa, como é conhecida, mora sozinha em uma casa na Zona Leste de São Paulo. Ela é de Jequié, na Bahia, e chegou à capital paulista aos 18 anos. Trabalhou a maior parte da vida como empregada doméstica e cozinheira, e, nos últimos dois anos, passou a vender panos de prato na rua. Ela tem o sonho de, antes dos 80 anos, voltar para Jequié e comprar sua primeira casa própria. ?A gente fica cansada, mas não pode desistir. Eu não tenho mais idade para isso, mas eu preciso [trabalhar]?. Neste ano, Isa recebeu ajuda do influencer Willian Braz (?O Cara da Bondade?), enquanto estava sentada na calçada com suas mercadorias. O influenciador a abordou e deu R$ 500 ? valor que a idosa leva, em média, uma semana para conseguir com as vendas. O vídeo da ação no Instagram de Willian rendeu mais de um milhão de visualizações. Isa Nascimento dos Santos, de 74 anos, vende panos de prato nas ruas de São Paulo. Paula Paiva Paulo/g1 ??Ao g1, Isa relatou que não sabia que estava sendo filmada e que não foi solicitada sua autorização. No entanto, ela disse que não vê problema nisso e não se incomodou em ver sua imagem na internet. ?Deus tem posto muitas pessoas boas no meu caminho, outras pessoas também fazem isso?, afirmou. Ela contou que essa foi a segunda maior ajuda que já recebeu. Em outra ocasião, um homem que passou na rua e pediu seus dados fez um depósito de R$ 600 em sua conta. Neste caso, o gesto não foi divulgado. Pegadinhas, sorteios e até exigência de ficar pelado Sorteio promovido por Emerson Falkevicz, também conhecido como Emerson Resolve Reprodução Os vídeos apresentam uma variedade de abordagens. Enquanto alguns influenciadores simplesmente documentam a doação, outros condicionam o auxílio a pegadinhas e jogos de alternativas. Veja abaixo: ?É o caso de Iago Felipe, que se denomina ?Iago milionário? nas redes. Em um vídeo, ele diz a um menino em uma loja de brinquedos: ?Se você não falar no microfone, eu compro o que você quiser. Entendeu a brincadeira??. A criança, então, responde com gestos, "e ganha o direito de escolher os itens da loja. ?Em outra situação, o influenciador Willian Braz aborda uma idosa na rua e oferece: "Dez reais ou girar a roleta?". Na roleta, a senhora tem a chance de ganhar até R$ 150 ou não ganhar nada. ?Num outro vídeo, Derick Silvério desafia dois grupos a montar quebra-cabeças e realizar gincanas -- pelados. O prêmio final é de R$ 1 milhão de reais. ?[Você] Se perdeu no conteúdo, mano, antes você ajudava as pessoas sem humilhar elas?, disse um seguidor em um comentário. ?Há ainda dois produtores de conteúdo, Emerson Falkevicz e Willian Braz, que promovem sorteios de carros de luxo como BMWs em suas páginas. Esse tipo de sorteio precisa seguir regras: deve ser autorizado pelo Ministério da Fazenda, e só pode ser feito por empresas ou organizações da sociedade civil, e não por pessoas físicas; a venda de números só pode ser feita por instituições filantrópicas que queiram arrecadar fundos. Os sorteios promovidos pelos dois influenciadores não informam a instituição que receberá o dinheiro ou o número de registro no governo federal. O g1 perguntou ao Ministério da Fazenda se as empresas Emerson Falkevicz, ligada ao influenciador, e Lorenza Empreendimentos e Desenvolvimento Pessoal Ltda., apontada como organizadora dos concursos de William Braz, tinham autorização para a realização de promoções comerciais. A pasta negou.

11/04/2024

Web Summit pode dobrar público em 2024 e injetar R$ 33 milhões por dia na economia do Rio; nas 6 edições, previsão é de R$ 1,5 bilhão

Estudo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico do Rio de Janeiro mostra o impacto econômico do maior evento de tecnologia do mundo em setores como hotelaria e alimentação. Levantamento também faz projeção para as próximas edições que acontecerão no município até 2028. Maior feira de tecnologia do mundo, Web Summit Rio Globoplay/Reprodução A Prefeitura do Rio de Janeiro está bastante otimista com a segunda edição do Web Summit Rio esse ano na cidade. A expectativa é que o maior evento de tecnologia do mundo possa injetar na economia local cerca de R$ 33 milhões por dia de encontro. O evento, que acontece entre 15 e 18 de abril, no Riocentro, na Zona Oeste do Rio, reúne startups de tecnologia e potenciais investidores de todo o mundo, além de nomes de destaque do mercado, que vão falar sobre suas experiências e novidades do setor. A projeção do município sobre o impacto econômico do evento aponta para um total de R$ 1,5 bilhão, somando as seis edições do Web Summit já previstas no calendário do Rio, entre 2023 e 2028. O estudo ?Potenciais Impactos Econômicos do Web Summit Rio (2024-2028)?, elaborado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico do Rio de Janeiro também fala sobre a projeção de público nos próximos anos. O município espera ver o número de pessoas presentes no evento o dobrar, na comparação entre a 1ª e 2ª edições. ?No ano passado foram cerca de R$ 17 milhões por dia inseridos na economia da cidade, pela presença de turistas que vem fazer negócios no Rio de Janeiro e dos cariocas. Esse ano a gente espera que tenha pelo menos R$ 33 milhões de impacto na economia", comentou o secretário Chicão Bulhões. De acordo com a Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia, a realização de um megaevento como Web Summit fortalece o ecossistema de tecnologia e inovação carioca. "Este é mais um importante passo na direção de transformar o Rio na capital da tecnologia e inovação na América Latina, principalmente pelas conexões que um evento desse porte proporciona". 40 mil pessoas por dia Se a edição de estreia do Web Summit no Rio de Janeiro, em 2023, teve ingressos esgotados e um total de 63 mil pessoas (21 mil ingressos vendidos para cada um dos três dias de evento), a expectativa para esse ano é de 40 mil pessoas por dia. Os três dias de evento podem atrair mais de 120 mil pessoas para as palestras que acontecerão no Riocentro. Segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano e Econômico do Rio, Chicão Bulhões, esse volume de pessoas interessadas no evento é que alavancar o impacto na economia local. "A vinda do Web Summit para o Rio, um dos maiores eventos de inovação e tecnologia do mundo, têm como objetivo tornar a cidade a capital de inovação da América Latina, fortalecendo o desenvolvimento econômico do Rio, movimentando a economia e gerando emprego e renda para os cariocas", disse Bulhões. O estudo da prefeitura fez uma projeção de público para os próximos anos do Web Summit no Rio. O município acredita que as edições seguintes vão crescer gradativamente, até chegar em 2027 com 70 mil pessoas por dia, mantendo esse nível em 2028. Nesse sentido, a estimativa de público no acumulado das seis edições do evento é de 933 mil pessoas presentes. R$ 191 milhões em 2024 O estudo também apresenta números detalhados por setores e as áreas que serão positivamente afetadas pela realização do evento na cidade. Além disso, o material aponta a evolução do impacto entre os seis anos de Web Summit no Rio. O impacto econômico diário do evento em todos os setores da economia carioca pode passar de R$ 17,5 milhões em 2023, para R$ 33,3 milhões em 2024. Em 2026, a prefeitura espera que esse número ultrapasse os R$ 50 milhões por dia de evento. Só o setor de hotelaria, o mais beneficiado pela presença do Web Summit no Rio, pode sair dos R$ 9 milhões de impacto diário, da edição de 2023, para R$ 17,2 milhões, esse ano. A projeção do município indica que até 2028 esse número ultrapasse os R$ 30 milhões por dia. Web Summit deve injetar R$ 1,5 bilhão no Rio em 6 anos Arte g1 Já o impacto diário no setor de alimentação, com bares e restaurantes, pode chegar a R$ 11,5 milhões, em 2028. O valor do impacto no setor, em 2023, foi de 3,5 milhões por dia. A expectativa para esse ano é de uma injeção de R$ 6,6 milhões no setor por cada dia do evento. De acordo com os estudos da prefeitura, o impacto econômico de todo o evento em 2023 foi de R$ 100,5 milhões. Em 2024, a projeção geral é de R$ 191,4 milhões. Em 2028, último ano dos seis eventos já programados para acontecer no Rio, o município espera um impacto total superior aos R$ 300 milhões. Somando as seis edições do Web Summit já previstas no calendário do Rio, entre 2023 e 2028, a projeção do município aponta para um total de R$ 1,5 bilhão de impacto econômico na cidade. Aumento de arrecadação do ISS Além da injeção de R$ 1,5 bilhão na economia carioca, a prefeitura também aposta em um crescimento na arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS). Em 2023, o Rio arrecadou R$ 409,5 milhões de impostos (ISS) do setor de tecnologia, o que correspondeu a 7,1% da arrecadação total. Segundo a prefeitura, esse foi o quinto maior pagador de imposto da cidade no ano passado. O ISS de Tecnologia, no período entre 2017 e 2022, foi responsável pela arrecadação de R$ 2,7 bilhões para os cofres municipais. A expectativa para os seis anos seguintes, entre 2023 e 2028, é de aumentar a arrecadação total do ISS de Tecnologia no período para R$ 3,6 bilhões. Para esse aumento, o estudo considera a forte presença do Web Summit na cidade, com suas edições anuais, mas também destaca a inauguração do Porto Maravalley, o maior hub de inovação e educação do país, além de programas e projetos como o IMPA Tech, Sandbox.Rio, Programadores Cariocas, ISS Tech, ISS Neutro, entre outros. 'Point de selfie' no Web Summit Rio, no Riocentro g1 Rio Para o prefeito Eduardo Paes (PSD), o Web Summit e os projetos na área da tecnologia e inovação fazem parte do plano do atual governo municipal para transformar a cidade na "capital da inovação na América Latina". "Queremos atrair cada vez mais empresas e startups para cá. O Rio vem se transformando, de olho nas oportunidades, para se posicionar como um protagonista no mapa global do mercado de tecnologia", explicou Paes. Investimento no setor Ainda nesta quinta-feira (18), o prefeito participa da inauguração do Porto Maravalley, o maior hub de inovação e educação do país, na região portuária da cidade. Em construção desde novembro de 2022, o Porto Maravalley tem como objetivo reunir empresas, startups, investidores, academias e centros de pesquisa em um mesmo espaço, proporcionando conexão e negócios entre os diversos agentes desse ecossistema. O espaço também contará com uma área voltada para a formação e capacitação de profissionais de tecnologia. Esse lado acadêmico será administrado pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), instituição de educação superior inaugurada em dezembro de 2023. O Porto Maravalley conta com uma área de 10 mil m2, onde o município investiu cerca de R$ 37 milhões para a realização das obras e compra de mobiliário. "O Web Summit é parte de uma estratégia maior da prefeitura. Ele traz as pessoas para a cidade, os estrangeiros e pessoas de todo o Brasil. E também serve para os cariocas fazerem negócios. Mas o mais importante é quando eles chegarem aqui, eles verem os projetos que estão acontecendo na cidade. Até porque, no final do dia, o que a gente quer é que mais empresas invistam no Rio e estejam aqui no Rio abrindo esses negócios ou investindo também em empresas cariocas", comentou Chicão Bulhões. Sobre o Web Summit Com o intuito de reunir startups de tecnologia e potenciais investidores de todo o mundo, o Web Summit, o maior evento de tecnologia e inovação do mundo, chega ao Rio de Janeiro para sua segunda edição na próxima segunda-feira (15). O evento de 2023, primeiro a ocorrer fora da Europa, contou com mais 100 horas de palestras, com 300 palestrantes convidados, e mais de 700 startups. Web Summit deve injetar R$ 1,5 bilhão no Rio em 6 anos Divulgação A conferência tecnológica que teve seu primeiro evento em Dublin, na Irlanda, em 2009, costuma atrair especialistas e interessados nas indústrias: fintechs, auto techs, energy techs, venture capital, soluções de software empresariais, comércio eletrônico, deeptech, inteligência artificial, big data, entre outros. O Web Summit 2024 dará grande destaque para os seguintes temas: aplicação da inteligência artificial e ações dos governos para efetivar sua regulamentação, além da interferência da geopolítica na tecnologia e o uso de matrizes energéticas. Entre os destaques da edição carioca desse ano estão confirmados: Gilberto Gil, KondZilla, Bianca Andrade, Txai Suruí, Fábio Coelho, Camila Loures, Luccas Neto, Luiza Trajano e a norte-americana Meredith Whittaker, presidente da Signal, que vai participar de uma das mesas mais aguardadas, sobre as diferentes camadas da indústria de IA.

11/04/2024

Aplicativo do iFood apresenta instabilidade nesta quinta-feira

Usuários relatam falhas no serviço do aplicativo de delivery nas redes sociais. Empresa afirma que todos os pedidos e pagamentos afetados estão em tratativa para estorno e nenhum cliente, parceiro ou entregador será prejudicado. Entregador da Ifood Divulgação O aplicativo de delivery iFood apresenta instabilidade na tarde desta quinta-feira (11), segundo relatos de usuários nas redes sociais. Os problemas começaram por voltas das 14h e, uma hora depois, o site Downdetector, que monitora e reúne relatos de problemas no uso de serviços na internet, já registrava mais de 600 reclamações. Segundo o Downdetector, o principal problema é a finalização de compras, seguido de falhas no aplicativo. Downdetector mostra falha no iFood nesta quinta-feira Reprodução Procurado pelo g1, o iFood confirma que o aplicativo passou por um período de instabilidade na tarde desta quinta-feira e diz que o problema já foi resolvido. "A empresa afirma que todos os pedidos e pagamentos afetados estão em tratativa para estorno e nenhum cliente, parceiro ou entregador será prejudicado." No X (antigo Twitter), usuários também relatam a instabilidade. Uma pessoa escreveu que fez o pedido, pagou com cartão e já teve o valor debitado da conta, mas o aplicativo diz que o pagamento não foi processado. "Eles não respondem nem devolvem meu dinheiro", disse. Outras pessoas relatam o mesmo problema. Veja abaixo. Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Um smartphone sem apps

11/04/2024

Quais profissionais o Google procura para trabalhar em seu novo centro de engenharia no Brasil

Serão abertas vagas em diversos níveis, de estágio a cargos de liderança, como resultado de parceria para ocupar prédio no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo. Escritório do Google em São Paulo Divulgação/Google O Google planeja inaugurar seu Centro de Engenharia em São Paulo somente em 2026, mas já tem vagas abertas para o futuro espaço. A empresa não dá um número exato, mas espera contratar centenas de pessoas para cargos que vão do nível de estágio até liderança. As novas oportunidades incluem as áreas de engenharia de software, segurança, ciência de dados, entre outras. Quem for contratado vai começar a trabalhar em outros escritórios do Google e, posteriormente, poderá ser realocado para o futuro Centro de Engenharia. O primeiro espaço do tipo da empresa no Brasil, em Belo Horizonte, tem cerca de 200 funcionários. A expansão da equipe no país é resultado da parceria que o Google firmou para ocupar um prédio de 7.000 m² no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), nos arredores da Universidade de São Paulo (USP). "Isso é um dos passos na nossa jornada de mostrar que o Brasil é uma potência para talentos de engenharia e chave para o ecossistema global de inovação do Google", disse Alexandre Freire, diretor de engenharia do Google no Brasil e líder do projeto de implantação do novo espaço da empresa em São Paulo. Em entrevista ao g1, Freire explicou que os profissionais não serão contratados apenas para traduzir produtos da empresa para o português: "Vamos criar coisas aqui no Brasil que depois lançaremos para o resto do mundo". E o líder de recrutamento da empresa na América Latina, Daniel Borges, destacou o que é valorizado em candidatos nos processos seletivos da companhia. Os executivos adiantaram que: ? O Google vai contratar profissionais de diversos níveis e prepara um programa de estágio para sua equipe na cidade de São Paulo, bem como vagas exclusivas para pessoas pretas e pardas e pessoas com deficiência; ?? Do ponto de vista técnico, a empresa valoriza desenvolvedores que consigam trabalhar em várias posições na área de programação e que entendam conceitos básicos de ciência de computação, como escrever códigos eficientes; ? Vagas de engenharia de software exigem habilidades em inglês e experiência com linguagens de programação, além de graduação na área; ? Vontade de aprender coisas novas, trabalho em equipe e liderança são alguns dos valores buscados pela área de recrutamento. Veja mais detalhes sobre os pontos abaixo: Como será o Centro de Engenharia do Google em SP? Quais são as vagas disponíveis? O que o Google procura em profissionais? Como é o processo seletivo no Google? E se um candidato não atender aos requisitos? Como será o Centro de Engenharia do Google em SP? O Google anunciou em fevereiro o plano de criar na cidade de São Paulo o seu segundo Centro de Engenharia no Brasil ? já existe um em Belo Horizonte, inaugurado em 2005, que também foi o primeiro do tipo para a empresa na América Latina. O espaço na capital paulista será usado principalmente na criação de soluções de privacidade e segurança para o Google, mas também será aberto para pessoas de fora participarem de cursos e treinamentos relacionados a ferramentas da empresa. A estrutura também será usada para abrigar um espaço de acessibilidade, em que desenvolvedores e autoridades poderão testar ferramentas usadas na internet por pessoas com deficiência e discutir como torná-la mais inclusiva. >>>Volte ao topo>Volte ao topo>Volte ao topo>Volte ao topo>Volte ao topo>Volte ao topo

ÁGUIA MONTAGEM E MANUTENÇÃO © Copyright 2012

UDS