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18/04/2024

Google demite 28 funcionários que protestaram contra contrato entre a empresa e Israel

Vice-presidente de Segurança Global da empresa, Chris Rackow, anunciou a demissão através de um e-mail. Manifestações ocorreram na terça-feira (16), nos Estados Unidos, contra um suposto acordo de 1,2 bilhão que estaria apoiando o conflito na Faixa de Gaza. Manifestantes exigem que Google encerre contrato de nuvem com Israel REUTERS/Nathan Frandino O Google demitiu nesta quinta-feira (18) 28 funcionários que protestaram contra projeto Nimbus, um acordo da empresa com o governo de Israel. O contrato de US$ 1,2 bilhão prevê o uso da estrutura de nuvem da companhia para serviços de inteligência artificial e detecção facial. O desligamento dos funcionários foi anunciado pelo vice-presidente de Segurança Global da empresa, Chris Rackow, em um e-mail enviado ao corpo de empregados da companhia, ao qual o jornal norte-americano The Wall Street Journal teve acesso. Em comunicado, funcionários do Google afiliados à campanha No Tech for Apartheid (Nenhuma tecnologia para o apartheid, em tradução livre) classificaram a medida de ?ato flagrante de retaliação?. Além disso, a nota diz que alguns dos empregados demitidos não estavam no protesto, que ocorreu na terça-feira (16) nas cidades de Nova York e Sunnyvale, ambas nos Estados Unidos. Na ocasião, os manifestantes ameaçavam ocupar os escritórios da empresa até o cancelamento do contrato (saiba mais abaixo). Ao todo, 9 trabalhadores chegaram a ser presos em Sunnyvale no dia do protesto, segundo à Reuters. ?Impedir fisicamente o trabalho de outros funcionários e impedi-los de acessar nossas instalações é uma clara violação de nossas políticas e um comportamento completamente inaceitável?, afirmou o Google em comunicado. Os empregados do Google protestam e criticam publicamente o contrato desde 2021, mas à medida que o conflito entre o governo israelense e o grupo terrorista Hamas aumenta, isso se intensificou. Leia também: Estudo contraria ideia de que jovens brasileiros usam mais usa internet O que acontece com nossas contas de rede social quando morremos ?O contrato O projeto Nimbus fornece serviços em nuvem ao governo israelense. Esse acordo, segundo a Reuters, poderia apoiar o desenvolvimento de ferramentas militares pelo governo israelense. A Amazon, outra grande empresa do setor, também faz parte do acordo. O serviço disponibiliza ferramentas de inteligência artificial, detecção facial, categorização automatizada de imagens, rastreamento de objetos e análise de sentimentos. Em sua declaração, o Google sustentou que o contrato da Nimbus ?não é direcionado a cargas de trabalho altamente sensíveis, confidenciais ou militares relevantes para armas ou serviços de inteligência?. Em nota ao TechCrunch , Hasan Ibraheem, um engenheiro de software do Google que participou do protesto na cidade de Nova York, disse que, ao fornecer infraestrutura de nuvem e IA para os militares israelenses, o Google está ? diretamente implicado no genocídio do povo palestino?. Ajudar pessoas na rua e filmar para postar e ganhar seguidores é crime? Saiba mais no vídeo abaixo Vídeos com ajuda a pessoas em mercados ganham milhões de visualizações g1 testou óculos virtual da Apple; assista ao vídeo e veja as impressões Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual

18/04/2024

Entenda como o TikTok impacta nos negócios e conheça produtos que viraram sucesso após viralizar

A diretora geral de negócios do TikTok para América Latina, Gabriela Comazzetto, esteve no Web Summit nesta quarta-feira (17) e citou exemplos como o livro 'É Assim Que Começa', da escritora Colleen Hoover, que explodiu de vendas após usuários o colocarem em lista de recomendação. A diretora geral de negócios do TikTok para América Latina, Gabriela Comazzetto, esteve no Web Summit nesta quarta-feira (17) Raoni Alves / g1 Rio Se você ainda acredita que o TikTok é apenas uma rede social para ver e postar dancinhas coreografadas é preciso rever seus conceitos. Este foi uma das ideias passadas na apresentação da diretora geral de negócios do TikTok para América Latina, Gabriela Comazzetto, no Web Summit nesta quarta-feira (17). Ela apresentou alguns exemplos de como a plataforma está impactando os negócios de diferentes setores. Segundo Gabriela, o TikTok não deve ser visto como uma rede social e sim como uma plataforma de entretenimento e conteúdo. "O TikTok não é uma rede social. O principal papel do TikTok é entretenimento e conteúdo. Não importa o número de seguidores, o feed construído é baseado em seus interesses". "Você não entra no TikTok para ver o que um amigo ta fazendo, você entra pra ver conteúdo", definiu a executiva. Com mais de 1 bilhão de usuários ativos no planeta, o TikTok vem se destacando pela influência de suas comunidades. Esses grupos são formados por usuários com o mesmo interesse. São comunidades que passaram a causar grande impacto em seguimentos como o literário, musical, de cosméticos, de produtos de limpeza e de educação financeira, por exemplo. Segundo Gabriela, os seguidores de determinado grupo ficam sabendo de algum produto através do TikTok e passam a recomendar para outros usuários. Quando aquele item viraliza geralmente as vendas explodem. Exemplos de sucesso após viralização: livros da escritora Colleen Hoover; produtos de beleza da marca Skala; hidratante labial Carmed Fini; e músicas feitas pensando na plataforma; Na opinião da executiva da plataforma de vídeos curtos, essas comunidades estão criando movimentos culturais, além de impulsionar vendas dos produtos que eles aprovam. "O grande ponto aqui (TikTok) é que não importa quantos seguidores você tem. Não importa se você tem 10 milhões, 1 milhão, 500 mil ou dez mil seguidores. O que importa, de fato, é a história que cada um de vocês veio para contar", analisou. "Por isso a gente fala da democratização da cultura. Todo mundo pode e tem voz na plataforma", explicou Gabriela. Escritora independente vira líder de vendas Uma das comunidades mais famosas e engajadas do Tiktok é a 'BookTok'. Seus usuários conseguiram influenciar a maneira como os livros são lançados, divulgados e vendidos no Brasil e no mundo. Executiva do TikTok ensina como monetizar na plataforma; veja dicas Na maioria dos vídeos, os seguidores da 'BookTok' compartilham indicações de livros e resenhas. O principal exemplo de sucesso que surgiu desse grupo foi a escritora norte-americana Colleen Hoover, que nos últimos dois anos liderou o número de vendas online de livros no Brasil. Os livros ?É Assim que Começa? e ?É Assim que Acaba?, são dois exemplos de como os usuários mudaram a carreira de Colleen. A escritora de 44 anos já tinha mais de 20 publicações, sem muito destaque, até que um de seus livros viralizou no TikTok. "É Assim que Começa" fala sobre relacionamento abusivo, violência doméstica e violência contra a mulher e virou febre no TikTok, principalmente no Brasil, onde já ultrapassou os 2 milhões de unidades vendidas. O impacto provocado pela comunidade foi tão grande, que a escritora decidiu dedicar aos usuários do TikTok uma página inteira no livro que conta a sequência da história. "Na última página do livro dela (É Assim que Acaba) ela dedica para a comunidade e ela fala que ele só aconteceu porque a comunidade pediu a sequência da história", explicou Gabriela. Com a descoberta desse novo fenômeno da internet, as editoras, livrarias e sites de e-comerce passaram a criar sessões dedicadas aos livros que viralizam no TikTok. Estoque zerado em 15 dias Assim como as livrarias, muitas farmácias brasileiras também precisaram se adaptar e criar áreas para um produto que viralizou no TikTok. Como ganhar dinheiro no TikTok? Conheça as modalidades Séries e Bônus Ao mencionar o impacto da plataforma para os negócios, Gabriela lembrou o caso Carmed Fini, um hidratante labial produzido pela Cimed em parceria com a empresa de doces Fini. O sucesso começou com um vídeo postado por uma das donas da Cimed. A publicação mostrava a produção do novo produto. O vídeo bombou. Segundo Gabriela, a empresa tinha previsto um estoque para seis meses. A procura foi tão grande que eles venderam tudo em 15 dias. "As pessoas começaram a correr nos pontos de venda procurando o Carmed Fini, que ainda não tinha. A empresa acelerou a produção e eles venderam em 15 dias o que eles esperavam vender em 6 meses", contou a executiva do TikTok. "As farmácias tiveram que colocar na entrada placas dizendo que não tinham Carmed Fini porque as pessoas entravam na loja procurando", completou. A própria dona da Cimed, Karla Marques Felmanas, postou um vídeo falando sobre a situação inusitada. "Eu sou a prova viva da força do TikTok. Vocês conhecem esse produto? Ele é um sucesso porque o TikTok estourou ele antes dele chegar na farmácia. Esse produto aqui foi quase seis meses pensando no lançamento, pedindo estoque para seis meses de venda. Pra nossa surpresa, esgotou tudo em 15 dias", reforçou Karla. Empresa passou a exportar para os EUA Um vídeo postado por uma cliente peruana que morava nos EUA e estava no Brasil de passagem fez uma pequena empresa mineira ganhar milhares de clientes nos Estados Unidos. Na publicação, a jovem peruana falava sobre um produto para cabelos comprado no Brasil por menos de cinco dólares. Segundo ela, o creme era maravilhoso. O vídeo teve mais de 10 milhões de visualizações em poucos dias. A Skala, empresa que vendia o produto, passou a ver grande potencial no mercado norte-americano. "Ela subiu esse vídeo no TikTok organicamente. Esse vídeo viralizou nos EUA e a Skala começou a exportar o produto para o mercado americano por conta de um vídeo orgânico que subiu no TikTok", comentou Gabriela. O mesmo impacto já havia sido percebido no mercado da produção musical no Brasil. Segundo a executiva do TikTok, muitos artistas já compõem pensando primeiro em viralizar na plataforma. "As marcas que hoje estão tendo todo esse sucesso entenderam como fazer essa comunicação, como engajar profundamente uma comunidade e como consequência estão vendendo cada vez mais", disse Gabriela durante sua palestra. Jovens estão trocando o Google pelo TikTok na hora fazer pesquisas
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